O Luiz Inácio da Silva disse neste sábado, em Madri, que a votação do Congresso que absolveu o senador Renan Calheiros “não foi impunidade”.

Segundo ele, a votação ainda demonstrou que “depois do (ex- Fernando) Collor, o tem instituições sólidas para julgar”.

Em uma conversa com os jornalistas que acompanham a visita de Estado à Espanha, comentou também que não teme ter a imagem prejudicada por qualquer acusação de apoio pessoal ou do ao senador.

“O povo me conhece bem. Se tem alguém que me conhece no é o povo brasileiro”, afirmou. “O que foi publicado na imprensa como verdade, vai ser visto como verdade. O que for mentira também. Haverá o dia em que as coisas vão ficar claras para todo ”.

Direito de defesa

Sem afirmar se acredita ou não na inocência de Renan Calheiros, respondeu que como não julga ninguém. “Não sou juiz. Estou dizendo há três meses que Renan é o do Senado”, declarou.

Mas o enfatizou o direito do senador de rebater as críticas. “Deus queira que o seja um país com regras que dêem às pessoas o direito de se defender. Qualquer cidadão que comete um erro tem que saber que há mecanismos para julgá-lo. E é importante que as pessoas acusadas tenham o direito de se defender”.

disse que o Senado tomou a decisão que achou melhor para a instituição, e que ainda não falou com Renan Calheiros. Mas está disposto a uma conversa assim que voltar a Brasília.

“Chego lá pela meia-noite de segunda-feira. Quando ele quiser, é só me ligar que vou recebê-lo como sempre”, afirmou.

CPMF

Sobre as críticas da oposição, acusando o de apoiar a absolvição do senador, o disse que já esperava essa reação. “Se dependesse da oposição, eu não governaria o país”, lembrou.

O não teme a ameaça dos partidos contrários ao de votar contra a CPMF e a Reforma Tributária como retaliação ao caso Renan.

“Quem vai votar contra a CPMF quer que o país não funcione. Eu acho que vai ser aprovada. Não tem um governante que possa prescindir hoje da CPMF”.

reconheceu que ele mesmo foi contra a cobrança da taxa quando era da oposição, mas teve que mudar de idéia quando assumiu o .

“Eu fui à bancada do PT reclamar da CPMF. Mas não sou um poste, sou um ser humano. Você não governa com principismo. Quando você está no , você governa. Os empresários estao ganhando muito dinheiro no ”, afirmou

BBC

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