Metade dos lotéricos de São Paulo adere a operação padrão da categoria

Metade dos 2.400 lotéricos do estado de São Paulo aderiu à operação serviço-padrão, decidida pela categoria em assembléia realizada na última quinta-feira (17). A informação foi dada pelo diretor administrativo do sindicato da categoria (Sincoesp), José Carlos Pereira de Paiva.

Segundo Paiva, durante 30 dias, as casas lotéricas vão restringir o atendimento ao público para reivindicar maior remuneração da Caixa Econômica Federal, manutenção do serviço de carro-forte para recolhimento do dinheiro recebido e criação de um sistema de estorno de algumas operações, para que não haja prejuízo para funcionários e lotéricos.
“Ontem [22] nós disparamos oficialmente um comunicado, via correio, para todas lotéricas do estado sobre a operação. Pela normalidade do final do mês, não mudou muito a movimentação nas casas lotéricas”, disse Paiva sobre a adesão parcial da categoria.

Na opinião de Paiva, os serviços poderão ser prejudicados no mês que vem. “O que nós precisamos atingir é entre [os dias] 1º e 15 do mês que vem, em que há maior concentração das contas, e no dia 5, que é o dia de pico. Aí, a fila deve ficar maior e deve sobrar mais atendimento para a Caixa e para os outros bancos”. Nesse período, Paiva espera uma adesão de 80% das lotéricas à operação.

Pela operação serviço-padrão, os funcionários das lotéricas não fazem horas extras, cumprem o horário de almoço integral, com intervalo de uma hora e reduzem o número de terminais para pagamento de contas.

O dirigente sindical disse ainda que o objetivo é que o banco abra diálogo com a categoria. “A idéia é ter um diálogo com a Caixa Econômica Federal e que consigamos ter sucesso em algumas das reivindicações”.

Ele informou que o sindicato enviou suas reivindicações à Caixa e espera uma resposta em até 30 dias. “Se a Caixa não responder, existe a possibilidade de uma manifestação em Brasília, no prédio da diretoria da Caixa ou no próprio Congresso Nacional.”