Fev
18
O estudante universitário Kléber Rodrigo Plens, de 27 anos, percorreu na contramão quatro quilômetros da Rodovia Castello Branco, neste domingo, e morreu após colidir frontalmente com um caminhão que transportava tarugos (canos de aço). O acidente aconteceu em frente a um posto da Polícia Rodoviária estadual, na altura do km 25 da pista sentido capital da rodovia, em Barueri, Grande São Paulo. Ainda não se sabe o que levou Kléber a trafegar no sentido oposto. A polícia encontrou latas de cervejas vazias no meio dos destroços do carro.
A manobra poderia ter causado uma tragédia ainda maior. A rodovia estava movimentada no momento em que o acidente aconteceu.
- Os carros tiveram que desviar dele para não bater - conta o policial rodoviário Salles.
- Eram famílias inteiras que podiam ter morrido - completa.
As palavras de Salles são comprovadas pelas imagens do circuito de segurança da ViaOeste, concessionária responsável pela administração do sistema Castello Branco/Raposo Tavares.
As câmeras captaram a movimentação de dezenas de automóveis saindo da rota de Kléber. Por volta das 6h45, a Parati preta 1.6 Turbo guiada por ele parou no acostamento que fica à direita da Rodovia Castello Branco, na altura do km 21. O motorista, então, fez uma curva aberta, chegou à faixa da esquerda, batendo de leve na mureta de proteção, e começou a andar na contramão. Testemunhas relatam que ele dirigia em alta velocidade e que não trocou de faixa. As imagens da ViaOeste mostram que um caminhoneiro e dois motoristas de carros precisaram recorrer ao acostamento para não colidirem com a Parati.
- Diminui a velocidade quando vi o carro na contramão - conta o motorista Alessandro da Silva, de 31 anos, que guiava o caminhão em que o carro de Kléber bateu.
- Achei que ele fosse desviar. Mas percebi que ele manteve a rota fixa na minha direção e, em vez de reduzir, parece ter acelerado mais.
Para se proteger, Alessandro virou para a esquerda. Kléber bateu com força suficiente para que seu veículo fosse para trás com o impacto da colisão. A Parati ficou totalmente destruída, e o volante esmagou o peito dele. Parte da carga de tarugos que caiu da carreta atravessou o pára-brisa da Parati e atingiu o crânio de Kléber.
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