Mar
26
Pedófilos praticam uma “pescaria cruel” na internet com suas vítimas: eles oferecem uma isca – normalmente uma simulação de carinho e atenção – para fisgar crianças e adolescentes em grande parte originários de famílias que não lhes dão afeto. Essa é a opinião de Gilles Ouimet, psicanalista da polícia de Quebec, no Canadá.
Ouimet está em São Paulo nesta quarta-feira (26) para participar do seminário “Perfil Psicológico do Pedófilo”, onde fala sobre a pedofilia on-line, a psicopatologia e os desvios de personalidade. Na platéia estão membros do Ministério Público Federal, juízes, advogados, policiais e autoridades do poder executivo que lidam com o combate ao abuso infantil e aos crimes cibernéticos.
Educação
Segundo o especialista, o maior perigo da pedofilia na web está em sites que promovem o contato com crianças e adolescentes, tais como as redes sociais on-line. Para ele, é preciso cuidado sobre o modo como as crianças se apresentam nesse tipo de endereço. “Algumas meninas, por exemplo, colocam na internet fotos de si mesmas com conotações sexuais. É por isso que a educação sobre como usar a web é tão importante”, afirma.
Para Ouimet, uma vez que o pedófilo entra em contato com sua vítima, normalmente ele vai direto ao assunto, perguntando sobre sua sexualidade, seus gostos e desejos; na seqüência, ele poderá propor um encontro. No entanto, alguns pedófilos são mais cuidadosos e conversam com sua vítima por mais tempo, antes de marcar um encontro. O objetivo é criar uma relação de confiança, dizendo que eles “entendem” a vítima e querem mostrar sua “afeição” por ela. Algumas crianças e adolescentes – especialmente aqueles vindos de famílias desestruturadas ou que não recebem carinho e atenção dos pais – podem então se transformar em vítimas dos predadores sexuais.
Problema internacional
De acordo com o especialista, o maior problema ao combate à pedofilia na internet é que o abuso sexual pode ser feito em um país, e a posse e distribuição do material pornográfico em outro. Assim, é preciso uma coordenação internacional contra o problema. Esse papel normalmente é cumprido pela Interpol, que possui softwares que permitem identificar qual é a fonte de onde se origina esse material. Isso ajuda a uma captura mais rápida dos criminosos.
O seminário foi organizado pela procuradora da República Adriana Scordamaglia, procuradora criminal que integra o Grupo de Combate a Crimes Cibernéticos do Ministério Público Federal, e pela Microsoft. Em comunicado, ela disse que o evento permitirá que “membros do Ministério aprendam a entender a mente desse tipo de criminoso, uma vez que este tipo de criminalidade vem crescendo assustadoramente”.
Mar
26
O uso de um uniforme com saias curtas é obrigatório para as enfermeiras da clínica, mas um grupo de funcionárias decidiu desobedecer a norma e, como punição, cada uma delas teve 30 euros (cerca de R$ 80) descontados da folha de pagamento.
As doze funcionárias fizeram uma queixa ao sindicato, que disse que vai entrar com um processo contra a clínica.
“Nos sentimos como objetos decorativos. Na hora de trabalhar não temos liberdade de movimentos, nem podemos nos abaixar para atender os pacientes que estão em camas”, disse a sindicalista Adela Sastre, presidente do Comitê das Enfermeiras, a um grupo de jornalistas diante da clínica.
Sastre comentou também que a medida tomada pela direção é “discriminatória”.
Primeiro, porque as eleitas para usar minissaias são as que atendem ao público e, depois, porque considera a idéia um “abuso por termos que expor nossos corpos para fazer nosso trabalho”, disse.
Segundo a sindicalista, os diretores do hospital nem aceitaram ouvir seus argumentos, alegando que a última palavra é da chefia e que quem estivesse insatisfeita poderia reclamar na justiça.
‘Situação revoltante’
Diante da polêmica sobre as minissaias, a direção da clínica emitiu um comunicado assinado pelo dono da rede de hospitais, José Manuel Pascual, afirmando que “as normas são de responsabilidade da empresa.”
As sindicalistas também denunciaram a represália da clínica à Secretaria Municipal de Saúde de Cádiz, na última quarta-feira. O governo local pediu explicações à direção da São Rafael e está esperando um informe detalhado sobre o caso.
A central sindical União Geral dos Trabalhadores (UGT), que apóia o processo das enfermeiras, definiu a situação como “revoltante e vergonhosa”.
Segundo a agência de notícias espanhola Europa Press, a secretária sindical de Cádiz e porta-voz da UGT, Carmen de Porres, disse que “parece mentira que em pleno século 21 todo mundo fale de igualdade entre homens e mulheres e existam empresas deste tipo, em que só homens podem usar calças”.
A porta-voz comentou ainda que o uso deste tipo de vestuário, “com saias, meias e outros elementos, deixou de ser usado há mais de 20 anos porque em muitos aspectos era pouco funcional para o trabalho das enfermeiras.”
Porres afirmou ainda que, pelo visto, na rede a que pertence a clínica de Cádiz, a norma é que “a saia sobe cada vez mais e o decote vai baixando”.
Mar
26
Um homem morreu baleado depois de tentar assaltar uma mulher que saía de um banco em Laranjeiras, na Zona Sul do Rio. De acordo com informações do 2º BPM (Botafogo), a vítima do assalto reagiu e se negou a entregar o dinheiro.
Um outro homem que passava no local conseguiu roubar a arma do criminoso e atirou contra ele. Em seguida o atirador fugiu, deixando a arma no local. A Polícia Militar foi acionada, assim como a perícia criminal. O caso foi encaminhado para a 9ª DP (Catete).
Mar
26
Seis seguranças suspeitos de torturar um vendedor ambulante em Caruaru (PE) foram presos. A sessão de espancamento foi filmada por um celular.
O vendedor, de 26 anos, teria sido confundido com um ladrão. Ele foi algemado e entrou em um rio poluído.
Os seguranças ainda são suspeitos de roubar o celular e a carteira do vendedor. Eles foram presos e podem responder por formação de quadrilha, tortura e roubo.
Mar
26
O acesso residencial à rede mundial de computadores (internet) atingiu a marca de 22 milhões de usuários no País em fevereiro, o que representa um crescimento de 4,5% em relação a janeiro e de 56,7% na comparação com fevereiro de 2007. De acordo com a pesquisa Ibope/Netratings, o crescimento surpreende. Isso porque o mês de fevereiro é tradicionalmente fraco para a internet por conta do menor número de dias e do carnaval, quando muitos usuários viajam.Segundo o estudo, o Brasil continua sendo o País com maior tempo mensal de navegação residencial por internauta, com a média de 22 horas e 24 minutos em fevereiro. Na seqüencia aparecem Estados Unidos (19h52min), França (19h40min) e Japão (18h29min).
As categorias mais acessadas na comparação com janeiro foram: “Educação e Carreira”, com crescimento de 14,4%, atingindo 10,8 milhões de internautas; “Informações Corporativas”, que cresceu 10,3% e recebeu 8 milhões de visitantes; e “Notícias e Informações”, com 9,3% de aumento, com visitas de 14,4 milhões de brasileiros.
Já no período de um ano, as categorias que mais cresceram foram: “Viagens e Turismo” (99,6%); “Informações Corporativas” (91,7%); “Casa e Moda” (86,1%); “Notícias e Informações” (66,7%) e “Governo e Empresas sem Fins Lucrativos” (66%). A Ibope/Netratings destaca os números do segmento “Informações Corporativas”, que apresentou o maior aumento em ampliação do tempo gasto por usuário.
A pesquisa revela também que o número total de internautas maiores de 16 anos para todos os ambientes (residência, trabalho, escola, cybercafé, bibliotecas, telecentros etc), atingiu no quarto trimestre do ano passado a marca de 40 milhões de pessoas, maior patamar desde setembro de 2000, quando ocorreu o início das medições no País.
Mar
26
A Polícia Federal apreendeu cerca de 230 quilos de pasta-base de cocaína em Barra do Garças (MT), na segunda-feira, na maior apreensão da droga já realizada em todo o Vale do Araguaia.
Conforme a PF, a cocaína estava escondida no fundo falso de um caminhão frigorífico.
Dois homens, que estavam no caminhão, foram presos e um terceiro acusado, que conduzia um automóvel que fazia a segurança do primeiro veículo, também foi detido.
Mar
26
Em uma votação recorde após 78 dias de confinamento, Rafinha, 26 anos, é o vencedor do prêmio de R$ 1 milhão do reality show Big Brother Brasil 8, com 50,15% dos votos do público. O músico derrotou Gyselle, 24, na grande final, que saiu da casa levando com R$ 100 mil conferido ao segundo lugar na disputa. Ao todo, foram mais de 75 milhões de votos.
Questionado sobre o destino que daria ao prêmio, o músico de Campinas disse que pretende “cuidar da banda e ajudar a família”.
Sorte
Sorte. Essa foi a palavra que acompanhou Rafinha, 26 anos, durante sua participação no BBB 8. Natural de Campinas, o músico entrou na casa após a desistência de Gregor, que por sua vez ocupou a vaga do goiano Gustavo, afastado da competição por ter contraído rubéola poucos antes do início da atração.
A chance de ingressar no programa, porém, não foi o único lance de sorte do Rafinha, que ganhou um carro da piauiense Gyselle logo no início da competição. A modelo venceu a prova do anjo e o elegeu para levar o prêmio .
Prêmios, aliás, não faltaram ao músico de Campinas. Além do carro, ele faturou ainda, três computadores, R$ 1 mil, um segundo automóvel, duas passagens de avião e uma moto.
Brincalhão e extrovertido, o paulista conquistou a simpatia de uma parcela do público logo nas primeiras semanas de confinamento, especialmente ao alardear sua paixão pela namorada, Luísa. O comportamento apaixonado, porém, não o deixou imune ao ciúme dos companheiros.
Logo nas primeiras semanas, Rafinha - que trocou farpas com a bartender Thalita e com a brasiliense Thatiana - protagonizou uma discussão com Marcelo, que se aborreceu com a proximidade súbita do BBB com Gyselle.
Guerra e Paz
Os desentendimentos entre Rafinha e Marcelo, aliás, tornaram-se freqüentes durante todo o programa. Após a primeira briga, a dupla rapidamente voltou a se entender. Poucas semanas depois, porém, o músico criticou a atitude do colega durante briga com Fernando, a quem chamou de “pitboy de m…”.
Semanas depois, porém, o paulista surpreendeu os colegas ao presentear Marcelo com a oportunidade de assistir ao show de Roberto Carlos em um cruzeiro. Apesar do gesto, ele admitiu não ter afinidade nenhuma com o mineiro.
“Sou a pessoa que menos fala com ele aqui na casa. Eu dei esse presente porque sei que ele é quem mais gostaria de ir. Queria dar pra alguém que fosse aproveitar”, disse.
“Tirando o Marcelo, todos os outros que estão aqui na casa merecem os parabéns. Ele não merece estar aqui”, completou. Os dois participantes voltaram a discutir quando o médico afirmou que Rafinha estava “jogando sujo e se fazendo de coitado” para conquistar as pessoas.
A reconciliação final só aconteceu pouco antes do resultado do paredão disputado por ambos, que resultou na eliminação de Marcelo. Após uma longa conversa, o músico e o mineiro selaram a paz com um abraço que emocionou Rafinha. “Eu sei que a gente tem diferenças, mas estou aqui para aprender e não quero criar um clima chato”, afirmou.
Resistindo às tentações
Assediado por algumas das colegas de confinamento, que o provocaram com poses sexy e brincadeiras maliciosas, Rafinha resistiu às investidas e manteve-se fiel à namorada, com quem afirma pretender se casar.
Foi com Juliana, porém, que o jogo de sedução tornou-se mais intenso. Carinhos, um passeio de helicóptero, troca de olhares e muita proximidade fizeram o músico admitir que ficaria com a modelo santista caso não tivesse um relacionamento.
“Errado para mim é beijar na boca. Agora, colocar a mão, brincar?”, justificou-se, ao ser questionado pelo apresentador Pedro Bial sobre a natureza de seu relacionamento com Juliana.
A santista, que atualmente namora o também ex-BBB Alexandre, também afirmou que tudo não passou de brincadeira de amigos.
Com bom humor
Ao lado de Alexandre e Marcos, o cantor de rock protagonizou alguns dos momentos mais cômicos do programa ao criar a Rádio Pinel, programa fictício de rádio que animou os participantes durante o confinamento.
Outro momento divertido do músico foi o cumprimento de uma prova do Monstro, atribuída por Bianca ao vencer a prova do anjo. Durante três dias, ele e Luiz Felipe tiveram que ficar vestidos com uma fantasia de mosquito.
Toda vez que um sinal tocava na casa, a dupla deveria se dirigir a área externa para retirar a água parada de um jardim criado pela produção, em uma espécie de campanha contra dengue.
Sem medo de jogar
Rafinha também chamou a atenção do público por ser um dos poucos participantes que afirmou em diversas ocasiões que estava jogando com o objetivo de ganhar R$ 1 milhão.
“Eu estou jogando porque eu quero esse dinheiro e sei que todos querem. E se alguém mexer comigo eu vou me defender”, afirmou certa vez.
A paixão por Luísa foi, segundo ele, um dos motores para continuar motivado durante a competição. “Quero que ela tenha orgulho de mim. Vou até o fim por causa dela e da minha família”, disse o paulista, que carimbou seu passaporte para a final do BBB 8 ao disputar uma prova de liderança com Natália e Gyselle.Terra
Mar
25
A família da empresária Silvia Calabresi Lima é a principal envolvida por ação ou omissão no caso de tortura e cárcere privado da menor L.R.S., de 12 anos, descoberto na semana passada.
A denúncia da mãe da empresária, do marido e do filho será feita amanhã à Justiça de Goiás pela delegada de Proteção à Criança e Adolescente (DPCA), Adriana Accorsi, de Goiânia, cidade onde o crime ocorreu. A menina sofreu maus-tratos e foi torturada nos últimos dois anos na casa de Silvia Calabresi.
A delegada concluiu após dez dias de investigações que o silêncio e a omissão dos membros da família Calabresi Lima foram os fatores fundamentais para a continuidade das violações contra a adolescente.
O relatório com mais de 100 páginas descreve a maneira como L.R.S. era torturada, os locais, horários e instrumentos empregados para tortura, que contou com ajuda da empregada doméstica Vanice Maria Novaes, de 23 anos. A empresária e a empregada estão presas na Casa de Prisão Provisória (CPP), em Aparecida de Goiânia.
“A tortura foi sistematicamente empregada contra a menor”, disse a delegada, que relacionou a mãe de Silvia Calabresi, Maria de Lourdes Biachi Arantes, de 82 anos, o marido Marco Antonio Calabresi Lima, de 42 anos, e o filho Tiago Calabresi Lima, de 24 anos.
A mãe e o filho da empresária não se apresentaram hoje à policia para prestar depoimento. A mãe de L.R.S., Joana Darc da Silva, de 40 anos, que “doou” a filha para Silvia, também está sendo denunciada por omissão e entrega ilegal de criança.
Mar
25
A Justiça Federal de Porto Alegre condenou a empresa Furação 2000 Produções Artísticas ao pagamento de multa de R$ 500 mil pelo lançamento da música Um Tapinha Não Dói, por entender que a letra banaliza a violência e estimula a sociedade a inferiorizar a mulher.
A decisão foi tomada pelo juiz federal substituto Adriano Vitalino dos Santos, da 7ª Vara Federal, e pode ser contestada em instâncias superiores.A ação foi movida há sete anos pelo Ministério Público Federal (MPF) e pela organização não-governamental (ONG) Themis Assessoria Jurídica e Estudos de Gênero, que alegaram que a letra justifica a violência masculina a partir do comportamento sexual da mulher.
Sustentaram ainda que a liberdade de expressão não é direito absoluto e tem limitações reconhecidas pela Constituição em face do princípio da dignidade.
O juiz entendeu que houve dano moral difuso à mulher e estabeleceu a multa, que deverá ser revertida ao Fundo Federal de Defesa dos Direitos.
Mar
25
O juiz federal Guilherme Pinho Machado determinou o seqüestro das contas bancárias, veículos e imóveis do prefeito de Canoas, Marcos Ronchetti (PSDB), dos secretários Marcos Zandonai e Francisco Fraga e dos proprietários das empresas SP Alimentos e Gourmaitre.
O bloqueio foi pedido pelo Ministério Público Federal, que move ação de improbidade administrativa contra a prefeitura e os empresários por irregularidades em contratos para distribuição de merenda escolar.
Pareceres dos Tribunais de Contas do Estado e da União indicam superfaturamento e existência de fraude na licitação, pela imposição de exigências que impossibilitariam a disputa do contrato por outras empresas.
O magistrado entendeu que o bloqueio de bens se impõe até que o caso seja definitivamente julgado. Os indícios atuais apontam um prejuízo de aproximadamente 5 milhões aos cofres do município. Foram tornados indisponíveis cerca de 6 milhões de reais em veículos e imóveis em nome dos acusados, além de valores depositados em bancos.