Obras Picasso, Di Cavalcanti e Segall são furtados da Pinacoteca de SP
A Estação Pinacoteca, uma extensão da Pinacoteca de São Paulo, na região da Luz, no Centro da cidade, foi assaltada por volta das 12h desta quinta-feira (12). De acordo com a Secretaria da Cultura do estado, quatro obras que pertencem à Fundação José e Paulina Nemirovsky foram levadas do 2º andar do prédio. A secretaria informou que as obras têm um valor estimado de R$ 1 milhão.
Por volta das 15h20, a secretaria informou que as obras levadas são o óleo sobre cartão de Di Cavalcanti “Mulheres na janela” (1926), duas gravuras do pintor espanhol Pablo Picasso, “O pintor e seu modelo” (1963) e “Minotauro, bebedor e mulheres” (1933), e um guache sobre cartão do pintor naturalizado brasileiro Lasar Segall, “Casal” (1919).
O Departamento de Investigações sobre o Crime Organizado (Deic) está investigando o crime. De acordo com a secretaria, as obras foram levadas por três homens armados que renderam os atendentes. A assessoria do museu informou que havia câmeras de segurança em todo o prédio. O edifício foi fechado e será reaberto nesta sexta-feira (13).
De acordo com informe da assessoria de imprensa da Secretaria Estadual de Cultural, todas as obras possuíam seguro, no valor total de US$ 8,96 milhões - “Mulheres na janela” (seguro de US$ 500 mil), “O pintor e seu modelo” (US$ 4,2 milhões), “Minotauro, bebedor e mulheres” (US$ 4,2 mihões) e “Casal” (US$ 60 mil).
A Estação Pinacoteca ocupa um prédio projetado por Ramos de Azevedo, onde funcionou por mais de 50 anos a Delegacia de Ordem e Política Social (Dops). Ela abriga parte das exposições temporárias e mostras infantis realizadas pela Pinacoteca durante o ano. O espaço tem 8 mil m² e abriga ainda um centro de memória para preservação e pesquisa da história da própria Pinacoteca.
No dia 20 de dezembro do ano passado, duas telas valiosas foram furtadas do acervo do Museu de Arte de São Paulo (Masp), na Avenida Paulista. Entre 5h09 e 5h12 daquele dia, durante a troca do turno dos vigias, criminosos levaram os quadros “O Lavrador de Café”, de Candido Portinari e “O Retrato de Suzanne Bloch”, de Pablo Picasso.
Três ladrões invadiram o prédio e roubaram as pinturas. Avaliadas em US$ 55 milhões, ou cerca de R$ 100 milhões, as telas estão entre as mais importantes e famosas do acervo do museu, mas não tinham seguro. As portas de entrada e das salas onde estavam os quadros furtados não possuíam alarme.

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