Gás que causou explosão no Conjunto Nacional tem alto poder de destruição

Julho 22,2008

O gás acetileno que causou a explosão no Conjunto Nacional e provocou queimaduras em duas pessoas, uma delas em estado gravíssimo, tem alto poder de destruição. O acetileno é usado para fazer soldas e reparos em estruturas metálicas, segundo a Companhia de Engenharia de Tecnologia Ambiental (Cetesb), e um pequeno vazamento pode provocar uma forte explosão. De acordo com os bombeiros, a explosão no Conjunto Nacional foi causada por acetileno, quando duas pessoas faziam a manutenção de um aparelho de ar condicionado.

- Quando há vazamento e o acetileno encontra uma fonte de ignição, que pode ser um cigarro aceso ou uma superfície quente, podem ocorrer explosões fortes, especialmente se o vazamento acontecer em local fechado – explica Edson Haddad, gerente da Companhia de Tecnologia Ambiental (Cetesb).

Segundo ele, o acetileno é um gás altamente inflamável e considerado muito reativo.

- Um pequeno vazamento na mangueira do cilindro que armazena o gás ou mesmo a queda do cilindro podem provocar uma explosão – diz o gerente da Cetesb.

Segundo o gerente, normalmente os bombeiros estacam as chamas do cilindro colocando-o num recipiente com água. Isso evita que a nuvem de gás se espalhe pelo ar.

- É um tipo de gás que requer muitos cuidados. Mesmo depois que as chamas são estancadas, o cilindro deve ser mantido por 24 horas dentro de um recipiente com água para evitar uma nova reação química e mais explosões – diz o gerente da Cetesb.

O acetileno é um gás da família dos hidrocarbonetos, formado por carbono e oxigênio.Oglobo

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Cidades, São Paulo 



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1 Comentário “Gás que causou explosão no Conjunto Nacional tem alto poder de destruição”

  1. Antônio Rocha 5 Agosto, 2008 9:47 pm

    As práticas de atividades perígosas, requerem sempre metodologia de serviço. análise preliminar de ríscos, controle preventivo, porém, na maioria dos casos não são tomadas as medidas necessárias para a realização das atividades. Enquanto não holver uma maior valorização da vida, vamos continuar lendo notícias como estas. Definitivamente é uma questão cultural.

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