Máfia de fiscais – Prisões e fiscalização aumenta tensão no Brás
Julho 22,2008
O clima de tensão aumentou no Brás, área de comércio popular da capital paulista, depois que o Ministério Público prendeu 11 pessoas, acusadas de integrar a máfia dos fiscais e cobrar propina de camelôs irregulares para deixar que atuem nas ruas do bairro. Sete continuam presas. A denúncia foi feita pelos próprios camelôs e o Ministério Público investiga o mesmo tipo de ação em outras seis subprefeituras. Uma delas é a de São Miguel Paulista, na zona leste.
Em dois dias de fiscalização, já foram apreendicos 294 sacos de 100 litros em mercadorias recolhidas. Nesta terça-feira, a Prefeitura realizou uma nova blitz contra o comércio ambulante da Rua 25 de Março, no Brás. Foram apreendidos 14 veículos, nove deles por comércio de produtos pirateados e outros 5 por venda irregular de mercadorias diversas. No total, os produtos recolhidos nesta terça somaram 200 sacos de 100 litros cada.
Depósitos da Prefeitura guardam 120 toneladas de mercadorias apreendidas no Brás nos últimos três anos, de carrinhos de cachorro quente a impressoras.
A fiscalização só devolve os produtos de quem tem nota fiscal de compra de mercadoria. O prazo para que o camelô recupere a mercadoria é de seis meses e a multa pode chegar a R$ 500.
O subprefeito Andrea Matarazzo afirmou que é difícil apurar irregularidades como a cobrança de propina. Segundo ele, a fiscalização deve se tornar cada vez mais eletrônica, reduzindo a subjetividade e a presença de pessoas neste serviço.
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