O está desenvolvendo uma pí única - que combina três drogas já existentes e produzidas no país - para o tratamento de pacientes infectados pelo , vírus causador da . A dose fixa combinada, como é chamada, está entrando na fase final de testes e estará disponível no mercado até o fim de 2008. Segundo Orival Silveira, chefe da unidade de assistência e tratamento do Programa Nacional de e , a ingestão de um único comprimido por dia facilita a adesão ao tratamento.

Vai ser um grande avanço. Hoje um dos principais limites do controle da no para as pessoas já infectadas é a resistência do . E um dos fatores determinantes é a adesão. O número de pílulas interfere nesse processo. É demonstrado pelos trabalhos que foram feitos no , que acima da ingestão de mais de dois comprimidos por dia dificulta a adesão - explica Orival Silveira.

Nos últimos anos, o número de pílulas do chamado coquetel anti- tem sido reduzido. Ainda assim, não é fácil para os pacientes seguir o tratamento contra o . Quando os remédios foram lançados, em 1996, pacientes infectados tinham que ingerir até 30 comprimidos com o estômago vazio em diferentes horários ao longo do dia. Atualmente, 17 drogas compõem o chamado coquetel anti- - sendo oito de fabricação nacional e nove importadas.

Segundo Orival, o medicamento, que está sendo desenvolvido pelo laboratório de Farmanguinhos, da Fiocruz, é similar ao produzido em outros países, como a África do Sul. As três drogas que serão usadas na combinação - AZT (zidovudina), 3CT (lamivudina) e nevirapina - já são produzidas separadamente no - sendo que já está disponível um comprimido que reúne o AZT e o 3CT.

- Como vai ser uma produção nacional de medicamentos, vai baratear o custo. Mas ainda não há previsão de preço - esclarece Orival.

Atualmente, 180 mil pacientes estão em tratamento no . A maior parte do orçamento do Programa Nacional de e é usada na compra de medicamentos. O Ministério da oferece acesso universal e gratuito ao tratamento da .

Comprimido único aprovado na Europa não pode ser produzido no Já o medicamento Atripla - aprovado esta semana pela Comissão Européia - não teria como ser produzido no . O comprimido - que reúne as substâncias efavirenz, tenofovir e emtricitabina - foi licenciado nos Estados Unidos em julho do ano passado, e agora foi dado a metade dos pacientes recém-diagnosticados no país.

- O tenofovir (viread) e a emtricitabina (entriva) estão sob patente, a gente não pode produzir. Por questão de propriedade intelectual e custo/benefício, optamos pela outra droga - explica Orival.

Apesar dos avanços nas formas de tratamento, o especialista destaca a importância da prevenção.

- Caiu a conscientização pública em relação à . A prevenção ainda tem que ser observada independente de ter tratamento ou não. Pois ainda temos um limite, o vírus é mutante e desenvolve resistência. Se para alguns pacientes, leva sete anos, para alguns leva dois. E aí não vai ter mais dose única para tomar e poder esgotar possibilidade - ressalva.

Comentários

Comentários em “HIV - Pilula de combate à Aids estará disponível no mercado até o fim de 2008”

  1. Gaah em 15 Março, 2008 12:03 pm

    leia o trabalho Gáah :}

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