Os moradores da reserva indígena Potrero Guasu, em , no , encaminharam ao Ministério Público (MP) da região uma denúncia de que há cinco anos enfrentam falta de água potável.

Essa situação estaria agravando os casos de desnutrição e aumentando os problemas de doenças de pele. De acordo com líderes indígenas, em maio do ano passado a Fundação Nacional de Saúde (Funasa) chegou a furar dois poços para fornecer água à população local, porém, não foram colocadas as bombas.

A assessoria de imprensa da Funasa informou que a reserva não é legalizada e, por isso, a instalação das bombas não pode ser efetuada. “Trata-se de uma área em litígio. Portanto, o serviço público não pode investir recursos”, alegou a Funasa-MS.

De acordo com o Conselho Indigenista Missionário (CIMI), a posição assumida pela Funasa é contraditória. “Se não seria possível colocar as bombas, que não tivessem sido furados os poços”, disse o integrante do CIMI, Cristiano Navarro. “Nós entendemos que se trata de uma região em litígio, mas esses índios estão nessa reserva há cinco anos e o Estado não pode deixar que esses nativos morram de sede”, afirmou.

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