Com o compromisso de uma audiência marcada para amanhã em Brasília com representantes do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Fundação Nacional do Índio (Funai) e Ministério da Justiça, os índios Ikpeg, do Parque Nacional Indígena do Xingu, libertaram ontem os 11 reféns que estavam impedidos de deixar o local desde quarta-feira passada.

Outros quatro reféns foram libertados no domingo. Eles foram levados de avião até Canarana e depois seguiram para Cuiabá. Todos passam bem.

Os índios não aceitam o funcionamento de uma usina com capacidade de geração de 29 megawatts de energia no Rio Culuene, um dos mais importantes afluentes do Xingu e a principal fonte de alimentos das aldeias.

Outro motivo do seqüestro seria a falta de autorização para entrar no parque. Em nota, o Instituto Creatio informou que pesquisadores haviam sido autorizados pela Funai e lideranças do Xingu a entrar no parque e iniciar um levantamento socioeconômico das etnias locais.

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