O segundo vice-presidente e corregedor da Câmara, deputado Inocêncio Oliveira (PR-PE), afirmou hoje que Maria Aparecida Carbognin, a “Cida”, apontada pelo Ministério Público como operadora do um esquema de cooptação de políticos para apoiar a facção criminosa Primeiro Comando da Capital (), esteve em seu gabinete não para fazer lobby, mas para depor em oficial da Casa. “Não conheço e nunca vi ou falei com essa senhora antes e só a recebi por dever de parlamentar”, afirmou.

Convocada pela Corregedoria da Câmara para depor no caso de um parlamentar - Talmir Rodrigues (PV-) - investigado por suspeita de ser um dos apoiadores da causa do , Cida, segundo relatou Inocêncio, pediu audiência ao seu gabinete em abril passado para se explicar. “Ela se apresentou como dirigente de uma ONG que luta pela humanização de presos”, disse o deputado. “Eu a recebi de forma transparente, como faço com qualquer representante de entidade social”, observou.

O presidente da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Grampo, deputado Marcelo Itagiba (PMDB-RJ), confirmou a versão de Inocêncio e, por meio da assessoria, disse desconhecer qualquer dado concreto das investigações até agora que comprometa parlamentares com o . A CPI aprovou requerimento para convocação do advogado do Sérgio Wesley, apontado pelo MP como operador financeiro da facção, mas o motivo é outro.

Diálogos interceptados com autorização judicial, em poder da CPI, mostram Wesley, que está por ligações com a organização criminosa, negociando a compra de equipamentos para montagem de um sofisticado esquema de captação de ligações entre os delegados e os policiais de . O objetivo seria permitir ao se antecipar às ações da polícia. A CPI ainda vai marcar a data do depoimento.AE

Comentários

Comentar



Clicky Web Analytics