- A em foi cancelada pelos organizadores. Segundo Marco Magre, membro do coletivo de organização do movimento, a decisão foi tomada na noite de ontem (3), depois que a paulista proibiu a realização da passeata, marcada para a tarde de hoje (4) no Parque do Ibirapuera.

“A proibição, em cima da hora, impediu que entrássemos com qualquer recurso”, explicou Magre. “Para evitar confrontos, já divulgamos um comunicado sobre o cancelamento.”

Para Magre, o desembargador Ricardo Cardozo de Mello Tucunduva, que decidiu acatar o pedido do Ministério Público e  proibir a marcha, agiu de “má fé” e não levou em consideração as possíveis conseqüências de sua atitude.

“A marcha já foi divulgada em vários meios de comunicação. As pessoas podem comparecer e resolver manter o protesto, mesmo sem o apoio da organização”, complementou. “Estamos preocupados.”

Em sua sentença, Tucunduva afirmou que a manifestação “redundaria em ato ilícito”, já que o “simples uso da maconha é ato ilegal”. Por isso, segundo ele, a marcha não poderia ser realizada. O desembargador pediu ainda que sua decisão fosse comunicada à Secretaria de Segurança de para as medidas cabíveis fossem tomadas.

De acordo com a organização da marcha, o argumento de Tucunduva, no entanto, não é plausível. Magre afirmou que os comunicados sobre o evento continham alerta para que participantes não cometessem atos ilegais.

Segundo ele, em protesto contra as proibições, no próximo sábado (10) serão realizadas novas passeatas, desta vez pela “liberdade de expressão”, nas cidades onde a marcha foi cancelada, inclusive em . Ainda de acordo com ele, em Porto Alegre, Florianópolis, Vitória e Recife, a está confirmada.

Vinicius Konchinski
Repórter da Agência

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