Polícia Militar de Campinas adota modelo de Polícia comunitária do Japão

“Uma aproximação da polícia com a comunidade”. Essa é a definição do coronel Israel Pilmon, do 35º BPM/M, sobre o projeto de Polícia Comunitária que a Polícia Militar de Campinas implantou em uma parceria realizada com a Polícia Nacional do Japão e a Japan Internacional Corporation Agency (Jica). Esse sistema já vem funcionando na Capital desde 1999 e é usado no Japão há mais de 131 anos.

O acordo do projeto firmado com o país oriental começou com oito bases comunitárias na Capital e hoje já conta com 54 unidades em todo o Estado. Nesta fase inicial, serão instaladas duas bases em Campinas, em Cambuí e na Vila Industrial. Como complemento do trabalho, há também um intercâmbio que é realizado entre os dois países, em que policiais japoneses visitam o Brasil para conhecerem a polícia daqui e vice-versa. “Eu mesmo fui para o Japão em 2005 fazer o curso de 15 dias”, afirmou o coronel Pilmon.

Visitas comunitárias

As visitas comunitárias servem como uma espécie de interação com a comunidade. Os policiais visitam as residências na área em que cada base é responsável e registram os dados dos moradores. Além das fichas brancas, que são usadas nesses casos, a polícia também utiliza uma ficha amarela, que serve para registrar os dados de comerciantes.

De acordo com o coronel Pilmon, “mais para frente haverá um jornal que levará as notícias para a população local”. Ele acrescentou que os muros de concreto que protegem as bases comunitárias também servirão como uma espécie de mural, com dicas de segurança. SSP