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Brasília - O Demóstenes Torres (DEM-GO), da do Apagão Aéreo no Senado, vai pedir o indiciamento da cúpula da na gestão do ex-presidente Carlos Wilson. Pelo menos 25 pessoas, entre diretores, ex-diretores, além de dois empresários que fizeram negócios com o setor de mídia da Brasileira de Infra-Estrutura Aeroportuária, estão listados entre os que terão o indiciamento pedido por Torres.O jornal O Estado de S. Paulo teve acesso à parte já concluída do relatório, que, na versão final, terá mais de mil páginas, e que deve ser apresentado à no próximo dia 15. Os 25 nomes já definidos serão indiciados por crimes contra o patrimônio público. Fora o núcleo de indiciados ligados à , haverá outros três núcleos no relatório final da . Um deles exclusivamente sobre a Agência Nacional de Aviação Civil (), e outro ligado a obras e licitações.

Entre os nomes que o vai pedir para a indiciar está o do ex-presidente da e atual deputado federal pelo de Carlos Wilson. Contra ele, que esteve à frente da entre 2003 e 2005, pesa o fato de terem sido lançados vários editais de licitação para construção, reforma e ampliação de aeroportos, cujos critérios de escolha dos vencedores foram questionados tanto pelo Tribunal de Contas da União (TCU) quanto pelo Ministério Público Federal. A diz ter provas de que houve favorecimento de determinados grupos empresariais, retirando o caráter competitivo das concorrências públicas. Somadas, as licitações na gestão dele chegaram a quase R$ 3 bilhões.

Diretora de Engenharia da , Eleuza Terezinha Manzoni dos Santos Lores também é outra dirigente da estatal na lista dos que terão o indiciamento pedido. Ela é suspeita de patrocinar e intermediar interesse privado junto à , visando o favorecimento de terceiros e pessoal, diz trecho do relatório da . Do núcleo da direção da , Fernando Brendaglia de Almeida, ex-diretor comercial da estatal, é de ter cometido a mesma irregularidade que Eleuza. Sobre ele, porém, recaem mais acusações. Além de dirigentes da , o primeiro lote de pedidos de indiciamento da inclui empresários ligados ao setor de mídia aeroportuária como Ettore Ferdinando Casória e Michel Farah, sócios na FS3 e fornecedores de software com “fortes suspeitas de superfaturamento”. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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