Ao vetar a prorrogação da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF) e manter a Desvinculação de Recursos da União (DRU), o cortou a verba destinada à e manteve o dinheiro público que alimenta o sistema financeiro. A opinião é do diretor da Associação Brasileira de Organizações Não-Governamentais (Abong), José Antonio Moroni.

“O derrubou a CPMF com o discurso de que o Estado gasta demais”, afirma. Mas, destaca, o tributo que foi derrubado pelo atende, principalmente, à e assistência social. “E, na mesma noite, aprova a DRU, que joga 20% de todas as receitas do federal para o pagamento de juros da dívida, ou seja, para girar o mercado financeiro.”

De janeiro a outubro, segundo ele, a DRU retirou R$ 38 bilhões da seguridade social: , assistência social e Previdência. “É quase uma CPMF”, afirma o diretor, referindo-se à estimativa de arrecadação de R$ 40 bilhões com o tributo.

Para Moroni, as decisões da madrugada de ontem (13) do também obrigam o a tomar uma decisão. “Agora vamos ver do qual é a prioridade? Se vai tirar dinheiro da dívida para cobrir os programas sociais ou se vai continuar fazendo o inverso.”

A DRU, aprovada em 2000 no Congresso Nacional, permite investir até 20% da arrecadação em áreas diferentes das determinadas pela Constituição, como educação, e seguridade social.

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