Ao contrário da tendência mundial, o alcançará o quarto Objetivo de Desenvolvimento do Milênio caso mantenha o atual ritmo de redução da taxa de mortalidade infantil. Entre 1990 e 2006, caiu em 50% o número de mortes entre até cinco anos de idade.

“Está confirmado. Estamos na categoria dos países que, com o mesmo ritmo, vamos chegar na quarta meta do milênio”, garantiu a representante do Fundo das Nações Unidas para a Infância () no , Marie-Pierre Poirier.
De acordo com o relatório Situação Mundial da Infância 2008, divulgado pelo , a taxa brasileira é de 20 mortes para cada mil nascidos vivos – bem abaixo da média mundial, de 72 para cada mil. Indicadores do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), citados no Caderno do , apontam uma taxa de 29,9 para cada mil nascidos vivos. A meta global até 2015 é baixar a taxa média de 72 para 31 em cada mil nascidos vivos.

Na avaliação da representante do , o avanço brasileiro é resultado da adoção, pelo país, de estratégias “clássicas” de combate à mortalidade infantil: vacinação, promoção da amamentação, distribuição de suplementos vitamínicos. “São estratégias que funcionam no inteiro e o adotou não como campanha, mas como parte do programa nacional de saúde”, destacou.

Outro aspecto fundamental, segundo Marie-Pierre Poirier, foi a opção por um modelo de atenção à saúde com foco na família e na prevenção. “O relatório global reconhece que a escolha estratégica desse modelo realmente fez diferença”, afirmou.

O , acrescentou, está entre os 60 países cujas estatísticas são monitoradas pelo como fundamentais para que o planeta reduza o número de mortes de com idade até cinco anos e alcance o quarto Objetivo do Milênio: “O desempenho do vai impactar de maneira significativa o resultado final do em 2015.”

Além de contribuir para a redução da média mundial, Poirier disse que o pode servir de modelo para países africanos e outras nações de língua portuguesa.

“É muito importante compartilhar as experiências brasileiras e colocar à disposição dos outros países. Acho que o tem uma responsabilidade histórica de fazer isso aqui e também de se articular por meio de parcerias horizontais com outros países para que, no fim das contas, cada criança do tenha os mesmos direitos”, acrescentou.

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