Vídeo atribuído a Bin Laden mostra terrorista criticando aquecimento global
Governo norte-americano estuda agora o conteúdo e a autenticidade da fita.
Mensagem chega dias antes do sexto aniversário dos atentados de 2001.
Um vídeo que teria sido enviado por Osama Bin Laden mostra o líder da rede terrorista al-Qaeda criticando os Estados Unidos e o aquecimento global.
A fita ainda está sendo analisada por autoridades norte-americanas, que pretendem confirmar a data da gravação e se o protagonista é realmente Bin Laden -o homem mais procurado do mundo.
Segundo a agência de notícias France Presse, no vídeo Bin Laden diz que “a América é fraca apesar de seu poder aparente”.
Já a rede norte-americana “CNN” transcreve em seu site parte do que o suposto Bin Laden diz no vídeo.
“A vida de toda a humanidade está em perigo por causa do aquecimento global, que é resultado em boa parte das emissões [de gases] das fábricas das grandes corporações. E apesar disso os líderes do Oeste, especialmente Bush, Blair, Sarkozy e Brown, ainda falam sobre liberdade e direitos humanos, num flagrante descuido aos intelecto humano.”
O homem que aparece no vídeo está se referindo ao ex-premiê britânico Tony Blair, ao atual primeiro-ministro, Gordon Browh, e ao presidente francês Nicolas Sarkozy, eleito neste ano. Segundo a “CNN”, a referência a Sarkozy indica que a fita pode ter sido gravada recentemente.
O suposto Bin Laden concluiu a gravação com a seguinte declaraçao: “Para concluir, eu o convido para abraçar o Islã, porque o maior erro que alguém pode cometer no mundo é morrer e não se render a Allah, em todos os aspcetos de sua vida.”
Neste novo vídeo, de cerca de 30 minutos, no qual Bin Laden aparece de barba preta e vestido de branco sob um manto amarelo, não há ameaças diretas ao território americano, segundo as redes de TV norte-americanas.
A rede de TV árabe Al-Jazeera divulgou apenas alguns trechos do vídeo, que já era conhecido pelas autoridades americanas.
O vídeo
Imagem divulgada em site islâmico. (Foto: AFP)
O governo norte-americano recebeu nesta sexta-feira (7) um novo vídeo atribuído a Osama Bin Laden, enviado alguns dias antes do sexto aniversário dos atentados de 11 de setembro de 2001, planejados pelo líder da rede Al-Qaeda.
A fita está sendo analisada pelos serviços de inteligência americanos, que ainda devem verificar sua autenticidade e a data da gravação, especificou um alto representante americano, que não quis ser identificado. Esse é o terceiro vídeo de Bin Laden em três anos. O último foi divulgado em 2004.
Nesta quinta-feira (6) dois centros americanos especializados no monitoramento dos sites islâmicos, SITE Intelligence Group e IntelCenter, haviam informado sobre a divulgação iminente de um novo vídeo de Bin Laden.
O anúncio havia sido feito por meio de uma mensagem publicada em sites islâmicos pelo As-Sahab, o principal veículo de comunicação da Al-Qaeda. “Se Deus quiser, será divulgado em breve um vídeo do xeque leão Osama Bin Laden, que Deus o proteja”, podia-se ler em árabe nos sites islâmicos.
O anúncio estava acompanhado de uma foto de Bin Laden vestindo um traje tradicional branco e uma manta amarela.
Depois dos atentados de 2001, Bush lançou a “guerra contra o terrorismo” e disse que queria o líder “morto ou vivo”. Segundo a Casa Branca, ele estaria na região montanhosa da fronteira entre Afeganistão e Paquistão.
Prioridade
Capturar e matar Osama Bin Laden é “uma prioridade absoluta”, lembrou na quinta-feira (6) a conselheira do presidente Bush para a Segurança Interna, Frances Townsend. Em julho, o Senado americano decidiu duplicar a recompensa oferecida por qualquer informação que leve a sua captura: agora, o valor é de US$ 50 milhões.
Em 11 de setembro de 2001, 19 terroristas da Al-Qaeda desviaram quatro aviões para lançá-los contra o World Trade Center em Nova York e contra o Pentágono, perto de Washington. As Torres Gêmeas, atingidas com poucos minutos de intervalo, desmoronaram. Um avião se chocou contra o Pentágono.
O quarto avião caiu numa área deserta na Pensilvânia (leste), depois de uma luta entre passageiros e terroristas.
G1


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