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A dengue hemorrágica avança no Pará e já matou quatro pessoas em cinco dias: três em Redenção, no sul do Estado, e a última em Belém.
Em Redenção, 2 mil pessoas saíram às ruas ontem em protesto contra a situação precária da saúde pública. Com faixas e cartazes, elas denunciaram a ausência de médicos e de remédios na cidade. “Estamos no caos, nem a Secretaria Estadual de Saúde (Sespa) e nem a prefeitura do município estão tomando providências para evitar novas mortes ou cuidar de outros doentes”, afirmou Paulo Múcio, irmão de uma das vítimas.
Os mortos em Redenção foram a estudante Elaine Almeida Vieira, de 20 anos, que, na semana passada, havia sido aprovada no vestibular, o mecânico Maiko da Silva, de 26, além de uma criança residente em Curionópolis que passava as festas de Natal e ano-novo no município.
O laudo do Hospital de Redenção confirmou que as três mortes foram provocadas pela doença. A declaração de óbito de Elaine diz que ela morreu de “insuficiência hepática e respiratória causadas por complicações da dengue hemorrágica”.
Na capital paraense, a quarta vítima foi a menina Jéssica Sampaio, de 3 anos, que morava no bairro Atalaia, na periferia. Na quarta-feira, Jéssica começou a apresentar os sintomas da dengue e foi internada na sexta-feira numa clínica particular. Ela morreu na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), no domingo. Vilma Sampaio, mãe da garota, disse que a doença pegou Jéssica de forma fulminante. “Foi tudo muito rápido, não deu para salvá-la”, lamentou, alertando que as famílias precisam cuidar dos filhos e procurar ajuda médica assim que perceber algo de errado. “A doença mata, mesmo, e rapidamente”, resumiu.
A secretaria nega que haja um surto de dengue hemorrágica no Estado e afirma que os casos registrados são localizados. Em dezembro, a pasta notificou 16 casos em Redenção, com três mortes. O estudante Glécio Alves, de 23 anos, foi um dos mortos.
O secretário de Saúde do Estado, Halmélio Sobral, segundo fontes da secretaria, estaria com o pedido de demissão encaminhado à governadora Ana Júlia Carepa (PT). Indicado pelo PMDB, Sobral caiu em desgraça junto ao padrinho político, o ex-deputado José Priante. Em carta a Ana Júlia, Priante disse que a governadora poderia demitir o secretário. PA
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CUIDADO! - ATACAR LARVAS NÃO ACABA COM A EPIDEMIA DE DENGUE - AUMENTA
O mosquito da dengue é DOMÉSTICO. Quer dizer: só vive dentro das habitações humanas, BEM ESCONDIDO, e não tem violino.
O mosquito é chamado de MOSQUITO DO ARMÁRIO. Está sempre embaixo das camas, das mesas, dentro dos armários, nos carros. Na rua não.
O mosquito vive três meses e põe 400 ovos, aos poucos, para se garantir. É muito mais fácil matar um mosquito dentro de casa do que caçar 400 larvas na rua.
Nos locais aonde aparecem mosquitos ou casos de dengue, as AUTORIDADES FAZEM TUDO O QUE O MOSQUITO QUER. Enquanto atacam as larvas em águas paradas ou com fumacê, as fêmeas saem das casas, põem mais ovos, com água ou sem água, e voltam para se esconder e picar pessoas.
A epidemia aumenta
Solução: inseticida neles, DENTRO DAS CASAS, JÁ!
Anexo: textos simples que podem ajudar a população a se livrar, por conta própria, dos mosquitos, das larvas e da febre da dengue.