Nov
15
Suspeita é que alguém tenha posto fogo no imóvel em represália ao crime.
Ninguém ficou ferido; família do rapaz mudou-se no domingo.
A casa onde morava o homem suspeito de matar um menino de 12 anos a golpes de faca e marreta em Taubaté, a 130 km de São Paulo, foi incendiada na madrugada desta quinta-feira (15).
O incêndio, segundo os bombeiros, começou por volta das 2h. A casa, onde funcionava uma lan house clandestina, estava vazia porque a família do acusado se mudou no domingo para Pindamonhangaba.
O fogo queimou alguns objetos. O Corpo de Bombeiros suspeita que o incêndio seja criminoso, em represália ao crime.
Assassinato
O garoto Lucas Custódio Bento, de 12 anos, morreu a golpes de faca e de marreta no dia 9 de novembro. De acordo com a investigação policial, com a família fora de casa, o suspeito convidou Lucas para jogar vídeogame.
Lá dentro, pediu ao irmão gêmeo da vítima para ir à padaria comprar pão e executou o assassinato. Fugiu. A mãe dele reconheceu na delegacia a bicicleta que o suposto criminoso deixou na rodoviária de Taubaté.
A polícia ainda não tem pistas, mas está certa, com base em dados do Instituto Médico Legal (IML), de que Lucas não sofreu abuso sexual. Na sala onde o garoto foi morto, ainda havia no início da semana cartazes com advertências aos clientes: não mexer no controle da televisão.
Outro crime
O homem apontado como o assassino de Lucas é acusado pela polícia de ter cortado o pescoço de um ex-colega de classe com estilete há pouco mais de dois anos. As duas vítimas moravam a poucas quadras da casa do agressor.
No crime de 2005, o suspeito deixou JP, um ex-colega de classe, seu ex-melhor amigo, com 18 pontos no pescoço, da garganta à nuca. Meses depois, disse em público que mataria o estudante, mas ainda assim o agressor continuou solto, condenado apenas a pagar penas alternativas.
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