A Secretaria da Segurança Pública (SSP) abriu para saber por que os da chamada “tropa de choque” do Primeiro Comando da Capital () não foram levados ao fórum de Francisco Morato, provocando o atraso no processo que levou o Supremo Tribunal Federal (STF) a conceder habeas-corpus e libertar 10 dos 12 réus do caso. O grupo é acusado de participar de uma ação conjunta do e do Comando Vermelho (CV): o plano de tomar um presídio de Franco da Rocha, na Grande , para promover a fuga em massa de 1.279 , entre eles o seqüestrador Jorge de Souza, integrante do CV.

O objetivo da secretaria é saber por que não houve escolta e segurança para a realização das audiências, como alegado pela juíza Adriana Costa, responsável pelo processo, e conforme o ministro Carlos Ayres Brito, do STF, se justificou para determinar a soltura dos réus. A Secretaria da Segurança pediu à Procuradoria-Geral de Justiça que solicite ao promotores de Francisco Morato os termos lavrados em audiências realizadas com os acusados para apurar os fatos.AE

Com os acusados, o Departamento de Investigações sobre o Crime Organizado (Deic) apreendera 5 fuzis, 5 submetralhadoras, 6 pistolas, 2 revólveres, 3 granadas, 5 coletes à prova de bala e uma planta do presídio. Dez acusados foram quando se preparavam para a ação. Houve tiroteio, dois policiais ficaram feridos e um dos acusados, ligado ao CV, morreu.

Os foram denunciados. Em um processo, os réus são interrogados, e as testemunhas, ouvidas. Para tanto, os têm de ser levados do presídio para o fórum. Como, segundo o voto do ministro Ayres Brito, não havia escolta que garantisse o transporte com segurança dos réus, muitas audiências foram adiadas. A instrução do processo, que devia durar 81 dias, se arrastou por quatro anos. Por causa disso, a defesa entrou com habeas-corpus, pedindo a libertação dos réus. O STF entendeu que não era razoável alguém ficar tanto tempo preso sem ser julgado e mandou soltar todos.

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