A Corregedoria da Polícia Civil abriu inquérito ontem para apurar a possível participação de policiais civis no atentado contra o repórter Edson Ferraz, de 25 anos, da TV Diário de Mogi, afiliada da Rede Globo.

Ferraz voltava às 22 horas de anteontem para casa em , na Grande , quando seu carro, uma Montana com logotipo da emissora, foi fechado por dois homens mascarados em um veículo parecido com um Voyage. Eles dispararam duas vezes. O jornalista saiu ileso, e os criminosos fugiram. “Queriam intimidar. Se quisessem matar podiam ter descido e atirado de perto”, disse o repórter ao deixar a Corregedoria, onde foi ouvido.

A Corregedoria registrou o caso como ameaça e disparo de arma de fogo. Segundo o delegado José Antônio Ayres de Araújo, policiais envolvidos em três casos de corrupção noticiados pelo repórter serão chamados a depor. “Por enquanto não há provas, mas nós apuramos a possibilidade de policiais civis estarem envolvidos nos fatos.”

Além da Corregedoria, o Departamento de Investigações sobre o Crime Organizado (Deic) também investigará o caso. A idéia é verificar se bandidos comuns estão por trás do crime. Os promotores do Grupo de Atuação Especial e Repressão ao Crime Organizado (Gaerco) de Guarulhos vão acompanhar a apuração. “Não falta nesse caso”, disse o promotor Marcelo de Oliveira.

Corrupção

Há três meses, o repórter acompanhava denúncias de corrupção envolvendo 19 policiais subordinados à Delegacia Seccional de , na Grande . São casos como o de 13 integrantes do Grupo Armado de Repressão a Roubos e Assaltos (Garra) da cidade, que são acusados de corrupção, lavagem de dinheiro e formação de quadrilha. Na tarde de anteontem, o jornalista recebeu um telefonema. Um homem que não se identificou pediu que ele tomasse cuidado. Ferraz entendeu a ligação como um alerta de alguém que queria ajudá-lo. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
Fonte: Agencia Estado - AE

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