O Ministério Público de Goiás ofereceu hoje denúncia contra cinco pessoas envolvidas na da menina L., de 12 anos, que foi encontrada acorrentada e amordaçada em um apartamento de cobertura em um bairro nobre de , com ferimentos feitos com alicate, martelo e ferro quente.

A empresária Sílvia Calabresi, que criava a menina e foi acusada das torturas, e a doméstica Vanice Maria Novais, que seria responsável pela execução de alguns dos castigos, foram denunciadas pelos crimes de , cárcere privado e maus-tratos, e podem ser condenadas a até 31 anos de prisão.

O promotor Cássio Sousa Lima, da 46ª Promotoria Criminal, destacou nos autos a forma cruel com que a foi praticada e o fato do crime ter começado quando a vítima era criança, com menos de 12 anos, deixando lesões permanentes.

Também foram denunciados o marido da empresária, o engenheiro Marco Antônio Calabresi, o filho do casal, Thiago Calabresi Lima, ambos por omissão, e a salgadeira Joana d’Arc da Silva, mãe da vítima, por ter entregado a filha a Sílvia mediante pagamento.

Segundo denúncias feitas à polícia, a mulher recebia eventualmente ajuda financeira da empresária a quem sua filha foi doada.

Na denúncia, o promotor expõe detalhes da barbárie. “O que aconteceu com a menina é muito pior do que foi retratado pela imprensa, é algo além da ”, diz.

Ele detalha que quando L. era acorrentada, ficava com as mãos para cima, apoiada na ponta dos pés. Ela era mantida amordaçada com esparadrapo e um pano dentro da boca, o que aumentava sua fadiga e impedia que gritasse por socorro.

A empresária e a doméstica ainda torturavam a menina, usando alicates para mutilar sua língua, colocando pimenta em sua boca, nariz e olhos, sufocando-a com sacola de plástico, esmagando seus dedos em portas, prática que, segundo ele, é utilizada em guerras.

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