Jun
16
Nesta segunda-feira, os policiais estiveram na sede da Associação Portuguesa de Desportos para investigar a morte de Diego de Paula Leopoldo, de 19 anos. Depois de ir à festa junina do clube, Leopoldo foi encontrado com sinais de espancamento na pista expressa da Marginal Tietê. Depois de oito dias internado na UTI do Hospital das Clínicas, Leopoldo morreu neste domingo. O jovem foi enterrado nesta manhã.
Testemunhas foram com os policiais ao clube para saber detalhes de uma briga envolvendo o jovem. A diligência já faz parte da nova linha de investigações. Primeiramente, a morte de Leopoldo foi registrada como atropelamento pela polícia.
- As quatro possibilidades são: ou ele se desentendeu com os seguranças ou se desentendeu com as pessoas com quem ele acabou arrumando confusão na fila do banheiro ou ele pode eventualmente ter encontrado uma terceira pessoa do lado de fora, e até ter sido efetivamente atropelado - diz o delegado Hélio Bressan.
A polícia também espera o laudo do Instituto Médico Legal para concluir o inquérito, além de tentar localizar o caminhoneiro que socorreu Leopoldo.
Para a família, o rapaz foi espancado.
- Ele não foi atropelado, ele foi espancado e não está mais com a gente. Machucaram muito o meu filho. Eu não quero que aconteça com a família de ninguém isso - disse Wanderlei Leopoldo, pai da vítima.
O casal de amigos que estava com Leopoldo conta que ele discutiu com outras pessoas na fila do banheiro e chegou a agredir um outro rapaz. Os seguranças separaram os dois e, depois disso, o jovem não foi mais visto.
- A última vez que eu o vi foi quando os seguranças o pegaram - diz um amigo do rapaz.
Segundo os amigos, o outro rapaz envolvido na briga continuou na festa. Um laudo dos médicos do Hospital das Clínicas mostra que a maioria das lesões de Diego foi na cabeça. Ele não tinha escoriações pelo corpo, nem fraturas nos braços ou nas pernas, que pudessem indicar um atropelamento.
A direção da Portuguesa não acredita no envolvimento dos seguranças no crime.
- A segurança é feita por uma empresa especializada, famosa de São Paulo, bem preparada. Isso não ocorre - diz Giussepe Cláudio Fagotti, vice-presidente jurídico da Portuguesa.Oglobo
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