Relação das vítimas:
Donizete Gomes, 41 anos, condenado por tráfico de ;
Juarez de Jesus Santos, 28 anos, condenado por furto;
Anderson Dorneles dos Santos, 23 anos, condenado por furto;
Marlon Fernandes, 24 anos, condenado por tentativa de homicídio;
Raimundo Anastácio de Moura, 35 anos, condenado por furto;
Rodrigo Luciano dos Santos, 18 anos, autuado por tráfico de ;
Everson Barbosa Ferreira, 18 anos, autuado por tráfico de ;
Jaider Martins, 21 anos, autuado por tráfico de .

Sete presos da Cadeia Pública de , onde ontem ocorreu um incêndio que culminou na morte de oito detentos, foram transferidos para a Cadeia Pública de João Monlevade. Outros sete foram para o albergue de .

O local está isolado e uma equipe do Instituto de Criminalística da Polícia Civil passou a madrugada no presídio, fazendo uma perícia, que deve ser retomada esta tarde. Segundo a Polícia Civil, os corpos estão no Instituto Médico Legal (IML), onde passam por necropsia.

Segundo a polícia, há possibilidade de ter havido um curto-circuito em uma extensão que os presos teriam feito, ligando lâmpadas às grades das camas. Estas lâmpadas teriam ficado penduradas sobre os colchões, que pegaram fogo. Em depoimento à polícia, o PM que fazia a guarda externa do presídio afirmou ter advertido os presos para uma chama que começava a se formar perto de uma das camas. O incêndio se alastrou por todas as beliches rapidamente e as chamas atingiram proporção elevada no interior da cela.

Quando o fogo se tornou mais intenso, o policial militar afirmou ter pedido reforço e acionado o carcereiro. Um caminhão-pipa da Prefeitura chegou à cadeia poucos minutos depois. Como o incêndio se alastrou rapidamente, não foi possível abrir a porta da cela 1, onde as chamas se concentravam. As demais celas foram abertas. Nos fundos da cadeia, policiais ainda abriram um buraco na parede para tentar socorrer os presos, mas eles já estavam mortos no banheiro da cela 1.

O prédio tem outras três celas, mas elas não foram atingidas. A causa da morte dos presos pode ter sido intoxicação provocada pela fumaça e o calor excessivo no interior da cela.

No momento do acidente, 22 presos, entre eles dois albergados, ocupavam as quatro celas da Cadeia Pública de , que tem capacidade para abrigar 18 detentos.

Embora tenha uma situação razoável em termos de estrutura física e não enfrente superlotação, a cadeia de é alvo de Ação Civil Pública movida pelo Ministério Público Estadual. A unidade integra o planejamento de reformas elaborado pela Polícia Civil para 2008, segundo a corporação.

O deslocamento dos parentes até , para os procedimentos de liberação dos corpos, bem como as despesas com sepultamentos, serão integralmente custeadas pelo Estado. Um ônibus com os parentes deixou nesta manhã com destino a capital mineira para reconhecerem os corpos.


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