A Polícia Militar realizou, na manhã desta quarta-feira (23), dois partos na Capital, um em uma Base Comunitária de Segurança, na Vila Guilherme, zona norte, e outro em uma loja popular, no bairro de São Matheus, zona leste. Nas duas histórias, os policiais foram surpreendidos por uma situação que não é comum no cotidiano deles: mães que já estavam em de adiantado e precisavam de uma atitude imediata para ter os filhos com segurança.

Criança nasce dentro de estacionamento de Base Comunitária

Hoje, por volta das 12 horas, um homem desceu de um veículo Corsa e foi até a Base Comunitária de Segurança Oscar da Silva, que fica na Praça Oscar da Silva, no cruzamento da rua Maria Cândida com a rua Coronel Jordão, na Vila Guilherme. O rapaz bateu na porta e disse que a irmã estava no carro passando mal e possivelmente em de .

O sargento Luis Carlos Pereira foi até o veículo e constatou que Leila Gomes Ferreira, de 27 anos, que o líquido amniótico estava saindo e que ela estava com contrações. Pereira conduziu o carro até o estacionamento da Base e lá iniciou o , após colocar as luvas, com a ajuda do soldado Alexandre Prado, de 39 anos, e da soldado Elaine Ferraz, de 27 anos.

A mulher estava com dores e chorava, mas Pereira a acalmava e massageava sua barriga enquanto pedia para ela fazer força. O bebê nasceu bem e foi colocado em cima da barriga de Leila sem ter o cordão umbilical cortado, pois os policiais não tinham material para fazê-lo.

No mesmo carro, Leila e seu filho foram levados pelo sargento Pereira e pelo soldado Prado, que era quem dirigia, para o Pronto Socorro de Santana. Os dois passam bem.

Esse foi o primeiro de Pereira “É diferente, é algo que foge da nossa rotina. Fiquei temeroso, eu tinha medo que alguma coisa acontecesse com a criança. Não dá para explicar…Deixei na mão de Deus e graças a ele deu tudo certo.”
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faz prematuro em loja popular na zona leste

“Eu nunca tinha feito um antes. Foi emocionante colaborar com nascimento de uma criança, é uma mistura de alegria, nervosismo e euforia”, explicou a soldado Elaine Cristina Lopes, que passava em frente a uma loja popular, na avenida Mateo Bei, no bairro de São Matheus, quando notou uma aglomeração de pessoas dentro do estabelecimento e percebeu que uma adolescente estava em de .

Em seguida ela afastou os curiosos que estavam próximos da jovem Suélen, de apenas 15 anos, e pediu ajuda de duas funcionárias do local para pegarem panos e água. Segundo Lopes, da 2ª Companhia do 38º Batalhão, o bebê estava prestes a nascer, e ela pediu para a mãe que ela não gritasse, para que tudo ocorresse de forma tranqüila. Após o , ela desobstruiu a boca da recém nascida e apoiou seu corpo na barriga da mãe para receber calor.

A sogra de Suélen, que estava com ela fazendo compras para o enxoval da criança, afirmou que o nervosismo tomou conta de todos e que foi bom ver a policial dedicada a ajudar. “O dela foi maravilhoso. Ela pediu que as pessoas ajudassem e acalmou todo . Foi bom ver minha neta nascer saudável em uma situação tão inesperada”, revelou Elza Santos Argolo.

A criança, que vai se chamar Camile, nasceu prematura, com sete meses, e foi encaminhada com a mãe para o Pronto Socorro de Sapopemba e passam bem. O pai de primeira viagem, Alison Argolo Borges, de 19 anos, ficou sabendo do nascimento pelo telefone e em seguida foi ver a menina. “Fiquei assustado quando me contaram. Que bom que a policial feminina estava lá para ajudar”, contou.

A soldado Lopes, que é mãe de uma menina de quatro anos, descreveu que pensou como se pudesse acontecer com ela. “Você logo pensa que pode ser você, a sua menina e fica apreensiva para cuidar de tudo”, destacou.

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