Jan
17
A comunidade científica está preocupada com a propagação de uma bactéria resistente a antibióticos e capaz de provocar pneumonia letal.
Trata-se de uma nova forma de MRSA, um tipo de Staphylococcus aureus imune às drogas mais usadas. Um estudo publicado na revista “Annals of Internal Medicine”, baseado em registros de hospitais das cidades de São Francisco e Boston, analisa a possibilidade de um surto entre a comunidade gay nos Estados Unidos se espalhar pelo restante da população.
Conhecida como MRSA USA300, a variante da bactéria já foi identificada no Brasil. A infecção ocorre principalmente quando existem lesões na pele. Mas pesquisadores sugerem que o sexo anal, que pode causar lesões na mucosa, seria uma via mais eficiente de transmissão, o que explicaria os casos identificados entre homossexuais nos EUA.
“A bactéria MRSA tem pelo menos 12 variantes principais. Há três anos, conseguimos justamente USA300 no nosso laboratório”, conta a microbiologista Agnes Marie Sá Figueiredo, diretora do Instituto de Microbiologia da UFRJ. “Se conseguimos identificá-la sem procurar muito, certamente devem existir outros casos pelo país. Mas para saber isso com precisão, teríamos que fazer um levantamento mais amplo”.
No passado, a MRSA era comum apenas em infecções hospitalares, mas desde os anos 90 passou a ser registrada também fora dos hospitais. A bactéria é encontrada, por exemplo, na pele e na narina de algumas pessoas sem causar doença. Às vezes, no entanto, pode provocar infecções graves no sangue e no coração, além de pneumonia com necrose no tecido dos pulmões. Em 2005, cerca de 19 mil pessoas morreram nos EUA por infecções causadas pela MRSA.
Além dos homossexuais, a variante da bactéria teria como grupos mais vulneráveis usuários de drogas injetáveis e praticantes de lutas e outros esportes em que há contato direto, porque o microorganismo se espalha por meio de lesões. No bairro de Castro, em São Francisco, que tem uma das maiores comunidades gays dos EUA, um em cada 588 residentes estaria contaminado pela variação da bactéria, segundo o estudo. No restante da cidade, o índice cai para uma em 3.800 pessoas.
“Como a bactéria se espalha de forma casual, ela pode se tornar uma ameaça à toda a população”, diz o médico Bihn Diep, do Hospital Geral de São Francisco,e um dos autores da pesquisa.
Hospitais eram o foco inicial
Agnes diz que os homossexuais das duas cidades americanas podem estar entre os mais afetados pelas infecções por causa de uma possível associação com a Aids.
“Se a pessoa já está com o seu sistema imunológico comprometido, há grandes chances de ela ser afetada pela bactéria. Por isso, a MRSA era mais comum nos pacientes hospitalares. Temos que ter cuidado para não disseminarmos o preconceito”, frisa ela.
De acordo com Diep, a melhor forma de evitar o contágio é lavar o corpo com água e sabão após as relações sexuais.
“Mas o ideal mesmo é que as pessoas usem preservativo. Isso evitaria o contato com a bactéria e também o HIV”, ressalta Agnes.
Os cientistas salientam que a MRSA USA 300 não é uma nova Aids e que a maior parte dos casos pode ser tratada através de antibióticos específicos e tratamento hospitalar nos casos graves. Mas as infecções, dizem, não devem ser subestimadas.
“Temos que conhecer mais sobre essa bactéria e como ela se dissemina - conta Agnes. “Não podemos fazer qualquer controle sem conhecermos o problema”.
Comentários
Comentários em “Variante de bactéria (MRSA USA300) já foi identificada no Brasil.”
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Olá! como vai tudo bem?
Leia bem este artigo e preste bem atenção tá? está bactéria está matando mais rápido que virus da Aids, e é trazida por estrangeiros, se cuida tá. bjus. Orlando.
Oi!! aí está meu querido a bactéria que está matando mais que o virus doHIV, leia e espalhe. abraçus Orlando.
Estare-mos preparados para derrota-la assim que nos encontrar-mos
pois somos filhos de socrates o sábio que a tudo pode
Infelizmente meu filho teve essa Bacteria, pois ele não e’ gay, e não usa drogas, mas e’ um jogador de futebol em USA e por uma pancada na coxa ali começou tudo, quando ele ficou com baixa imunidade por causa de uma gripe, a Bacteria se multiplicou causando um grande abscesso que o deixou com muitas dores, e impossibilitado de caminhar por ter atingido (o abscesso) a coxa, o pssoas, que mau ele conseguia colocar os pes no chão. Fizeram varios exames, de HIV, para detectar uso de drogas, que graças a Deus não foi encontrado so’ para descobrir a Bacteria Mrsa e de perto presenciamos (Medicos de varias areas, infectologistas, e cirurgioes vasculares, infermeiros e ate’ mesmo os que limpavam o quarto dele e os que serviam a alimentação ao meu filho) vimos um verdadeiro milagre acontecer , a recuperação total da saude dele, depois de muitos exames, antibiotico que so’ pode ser integrado ao corpo atravez de um Cateter (pelo Coração), os medicos, o meu filho de apenas 18 anos, e nos todos ficamos muito emocionados com esse milagre de ter recuperado. So’ tenho que agradecer aos execelentes medicos, enfremeiros e a Deus o tratamento que o meu filho teve no NOVA Hospital Fairfax, Virginia. Que Deus o abençoe por ter salvo a vida do meu filho. Andrea.
Olá! meu tio esta com esta bactéria mrsa, ele não é gay pegou atraves de uma círugia no reto, ele esta internado a 30 dia e nada que faz combater esta bactéria, ele esta no hospital HRT(hospital regional de taguatinga DF) queria saber se tem cura.