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Em geral, é consenso entre os médicos que após alguns meses de fisioterapia, pacientes que sofreram derrame fazem tanto progresso quanto fariam sem a terapia. Por isso, para muitos pacientes, o tratamento é interrompido após um período de 30 a 60 dias.
Mas pesquisadores concluíram que mesmo muitos anos após sofrerem um derrame, alguns pacientes podem obter melhorias significativas em sua capacidade de andar se receberem uma fisioterapia com o uso da esteira.
As mudanças observadas não se limitaram à capacidade de andar e ao condicionamento físico geral dos pacientes.
Quando os pesquisadores examinaram os cérebros dos pacientes que continuaram com a terapia, eles encontraram mudanças indicando que muito tempo depois de sofrer o derrame, o cérebro ainda consegue aprender e utilizar as áreas não-danificadas para ajudar na realização de tarefas.
“Isso sugere que nós subestimamos o quanto as pessoas podem melhorar,” disse um dos autores, o doutor Daniel F. Hanley da Universidade Johns Hopkins.
O estudo, que foi publicado em Stroke, um periódico da Associação Americana do Coração, foi conduzido por pesquisadores da Universidade de Maryland, do Maryland V.A. Medical Center e da Johns Hopkins.Terra
The New York Times
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