Depois que o governo de anunciou a contratação temporária de 242 médicos para a rede pública de do Estado, outros 242 profissionais que atuam nos hospitais públicos deixam de trabalhar à 0h deste sábado. Segundo o Sindicato dos Médicos de (Simepe), os demissionários são 221 especialistas que cumprem o estipulado nos pedidos de desligamento já protocolados na Secretaria de . Estes se somam a outros 21 que foram exonerados nesta sexta-feira, por já terem entregado anteriormente os pedidos de demissão.

Tentando diminuir o impacto dessas demissões no atendimento das principais emergências da capital, o secretário de de , João Lyra Neto, anunciou também o apoio de 120 médicos das Forças Armadas (Marinha, Exército e Aeronáutica), que chegam ao no próximo domingo.

Além deles, um hospital da campanha, com capacidade de atendimento de 400 pessoas por dia também será disponibilizado em local ainda a ser definido. Os militares serão distribuídos nas seis grandes emergências do Estado, incluindo os hospitais da Restauração, Getúlio Vargas e Otávio de Freitas, todos no , e já começam a atuar na próxima quarta-feira.

Em entrevista coletiva realizada na tarde de sexta-feira, o governador Eduardo Campos explicou que a contratação dos 242 médicos plantonistas será feita por meio de seleção simplificada, por dois anos de serviço, podendo ser prorrogadas por igual período. O salário é de R$ 2,9 mil com carga horária de dois plantões de 12 horas ou 24 horas semanal.

Os currículos e a documentação, como certificado de especialista e seis meses experiência na área, podem ser entregues até segunda-feira, dia 1º de setembro, no Setor de Recursos Humanos da Secretaria Estadual de , ou nas sedes das Gerências Regionais (GERES). As vagas são para a região metropolitana e aos municípios de , e . O resultado será divulgado no dia 5 de setembro, no site da secretaria.

Outra medida anunciada pelo governador pernambucano foi a sanção do Projeto de Lei Complementar número 680/08, que cria as fundações estatais de direito privado para setores da e, educação profissional e tecnológica. O governador acredita que a medida é a solução para a melhoria do atendimento.

O projeto segue as diretrizes do Projeto de Fundação Estatal, do Ministério de Planejamento, Orçamento e Gestão encaminhado em junho do ano passado ao Congresso Nacional. Ele cria nova forma jurídico-institucional dentro da administração pública indireta para atender às necessidades de flexibilização de áreas como , educação, tecnologia, cultura, esporte e turismo.

Pelo texto, ficam garantidos os direitos dos servidores dos órgãos da administração indireta a serem transformados em fundações, incluindo a estabilidade. Já a contratação de novos funcionários para as fundações será de acordo com a Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT), que não garante estabilidade, mas estende, ao empregado, os benefícios do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). Na próxima terça-feira, acontecerá uma audiência pública para tratar dos detalhes da proposta com a presença do vice-governador e secretário de João Lyra Neto.Terra

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