(BR Press) - Estudo apresentado durante encontro da Sociedade Européia de Reprodução Humana, em Lyon (França), revela que algumas alternativas, como reflexologia e suplementos à base de ervas, podem reduzir as chances de . A conclusão é dos pesquisadores Jacky Boivin, da Cardiff University, e Lone Schmidt, da Universidade de Copenhagen.

Durante um ano, pesquisadores acompanharam mulheres em procedimento de . De 800 pacientes envolvidas no estudo, 261 adotaram algum tipo de terapia alternativa, como reflexologia, suplementos naturais, homeopatia e , resultando em 20% menos chances de engravidar do que as mulheres que seguiram apenas o tratamento.

Embora o estudo não tenha individualizado as respostas de cada terapia, os resultados surpreenderam até mesmo os autores do estudo. “Talvez essas não sejam tão benignas quanto nós pensávamos”, disse Boivin.

Contestações

A notícia já vem sendo contestada por diversos especialistas mundialmente conhecidos. De acordo com a doutora Andrea Braverman, da Sociedade de Medicina Reprodutiva de Nova Jersey (Estados Unidos), que inclusive tem se aprofundado no estudo dos benefícios da para o processo de , não se pode tomar como certos os resultados sem antes ver que tipo de amostragem os pesquisadores utilizaram.

Na opinião da doutora Silvana Chedid, especialista em Medicina Reprodutiva, diretora da clínica Chedid Grieco Medicina Reprodutiva (www.chedidgrieco.com.br) e chefe do setor de Reprodução Humana do Hospital Beneficência Portuguesa (). , que, no final do ano passado, apresentou importante sobre o tema durante encontro promovido pela Sociedade Americana de Medicina Reprodutiva, em Washington (Estados Unidos), com certeza, a tem contribuído para aumentar as taxas de sucesso dos tratamentos.

“Em dois anos, 51% das pacientes que se submeteram à durante o tratamento de reprodução assistida em nossa clínica engravidaram, contra 21% daquelas que não foram submetidas à terapêutica”, diz a especialista brasileira.

Segundo Silvana Chedid, a eleva o fluxo de sangue no útero, aumenta a espessura endometrial e melhora a receptividade aos embriões. “Além disso, pela liberação das endorfinas no sistema nervoso central, diminui o estresse emocional e a ansiedade – que são muito freqüentes em casais inférteis –, regulando os hormônios femininos”.

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