O advogado Sandro Schaufert Gonçalves foi nesta sexta-feira em (SC) sob a suspeita de tentar extorquir dinheiro de um dos vencedores de um prêmio de R$ 27,7 milhões da Mega-Sena.

Segundo a denúncia, feita pelo delegado Pedro Luiz Fontana Ribeiro, de (PR), Gonçalves viajou até a cidade paranaense para convencer o madeireiro Altamir José da Igreja a lhe repassar R$ 7 milhões para liberar os R$ 27,7 milhões ainda bloqueados na Justiça desde setembro.

Um funcionário de Igreja o acusa de ter se apropriado indevidamente do bilhete premiado e do prêmio.

Na quinta-feira (13), a Justiça liberou a Igreja um sexto do valor do prêmio (cerca de R$ 4 milhões).

Gonçalves, segundo o delegado, realizou duas reuniões com Igreja e um irmão em um hotel de . Os encontros ocorreram entre a noite de quarta-feira (12) e a manhã de ontem.

Nas conversas, o advogado apresentou garantias de influenciar juízes a liberar a fortuna, diz Ribeiro. Assustados, os dois irmãos procuraram a delegacia de polícia para registrar queixa contra o advogado, segundo ele.

O delegado pediu no Fórum de um mandado de prisão temporária (com validade de cinco dias), cumprida nesta sexta-feira em . Uma equipe de policiais viajou ao município catarinense para levar o suspeito a . Ele deve ser ouvido neste sábado (15) e passar por uma acareação com os irmãos na segunda.

Os irmãos Igreja se mudaram temporariamente para , onde têm parentes.
Para o delegado de , o advogado se aproveitou da polêmica “para agir paralelamente e tentar tirar vantagem da história”. “Como há um processo em trâmite na comarca de , ele pode ter tido acesso aos dados dos irmãos Igreja que estão nos próprios autos”, afirma Ribeiro.

A reportagem não conseguiu contato com Gonçalves, na delegacia de . O da seccional de da OAB (Ordem dos Advogados do ), Ildo Portz, diz que acionou uma comissão de defesa da advocacia para acompanhar o caso.

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