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Câmeras filmam ação de quadrilha que levou quase R$ 1 milhão de banco em MT

“As rajadas de fuzil e metralhadora lá no banco foram ouvidas em grande parte da cidade”, conta o radialista Márcio Ude. Eram 11h da segunda-feira passada, dia de pagamento no banco. Ao receber a informação da violência do assalto, a rádio da cidade emite um alerta geral: “Quem está na rua se proteja, fiquem em suas casas, não saiam.”

“Na hora, te passa um monte de coisa pela cabeça. Ou de ter um conhecido teu dentro do banco, ter alguém da sua família dentro do banco. Cria uma situação de pavor geral”, comenta o radialista.

A agência fica no Centro de Nova Mutum, no interior de Mato Grosso. Cercado por fazendas, o município tem cerca de 25 mil habitantes e 23 policiais, somando civis e militares. Logo ao chegar à cidade, oito assaltantes dominaram o policial militar Ildemar Pereira.

“Apontaram para mim o fuzil. E falou: parado, PM. Enfiou a cabeça dentro da viatura, tomou minha arma. Pediu para eu ir no carro deles e um foi na viatura”, lembra o policial militar Ildemar Pereira.

As câmeras de segurança registraram o momento exato em que os criminosos invadiram a agência. Usavam máscaras, coletes à prova de balas e luvas.

“Vi o vidro desabando e os bandidos entrando armados. Pôs todo mundo deitado no meio, os homens, principalmente, sem camisa”, descreve uma testemunha.

Cerca de 150 pessoas estavam no prédio, inclusive bebês. Pelo menos 60 clientes foram levados para fora do banco. Os reféns serviram de escudo para os assaltantes, que atiraram mais de 20 vezes em direção aos policiais.

“Eles davam tiro na sua frente que chegava a esquentar o seu rosto. Falavam: ‘Ó, vai morrer muita gente, vai morrer muita gente. Funeral hoje vai ser grande. Nova Mutum vai ficar em luto’”, conta uma vítima.

Acidente

Os quatro bandidos que ficaram no banco pegaram o dinheiro dos caixas eletrônicos e dos cofres. A quadrilha se preparava para fugir, levando cinco reféns na caçamba da caminhonete. De repente, o imprevisto. O veículo capotou.

Um cliente do banco mostra os ferimentos: “Ele fez o retorno e entrou em alta velocidade na rotatória, mas para fazer ali é muito fechado. A gente pendeu para um lado e acho que por isso a caminhonete virou”.

Mesmo com o acidente, os assaltantes deixaram a cidade em outros dois carros.

“A primeira conduta nossa é fazer o cerco, fazer a contenção e preservar vidas, mesmo dando possibilidade de fuga aos assaltantes. Nós preservamos a vida dos reféns”, explica o comandante-geral da PM, coronel Antonio Benedito Campos Filho.

O primeiro roubo a banco de Nova Mutum durou cerca de 20 minutos. Os assaltantes conseguiram fugir pela principal avenida do município com quase R$ 1 milhão. Segundo a policia, crime na cidade é algo raro e os moradores nunca viram tão de perto cenas violentas como estas.

“Um assalto desse nível é de cidade grande. Eu estava com a máquina e resolvi filmar. Não parecem cenas reais o que aconteceu na nossa cidade”, diz o morador Ray Silva.

Interior é alvo

Segundo a polícia, aconteceram 13 assaltos a banco no ano passado em Mato Grosso. Nove no interior.

“Por que cidades pequenas, medianas? Porque é um aparato policial menor. Eles chegam na região com certa antecedência, fazem um estudo para empreender esse tipo de ação”, diz o tenente-coronel Sérgio Coneza.

Foi exatamente o que fez a quadrilha que agiu em Nova Mutum. Durante a perseguição, o Batalhão de Operações Especiais da Polícia Militar localizou um acampamento, que servia como esconderijo para os assaltantes. O local é de difícil acesso, em uma área de Floresta Amazônica, a 50 quilômetros do município de Nova Mutum.

“Ali dentro tinha fogareiro, tinha roupa, lona, um monte de coisa para eles ficarem acampados ali quantos dias fosse preciso”, descreve o delegado Romildo Souza Grotta Júnior.

Na floresta, um dos acusados de participar do assalto foi baleado e preso. Outro morreu. A polícia diz que ele reagiu à voz de prisão. A suspeita é que pelo menos seis assaltantes ainda estejam na mata, de quase cem quilômetros quadrados. Da quantia roubada – R$ 1 milhão -, a polícia recuperou cerca de R$ 750 mil.

“Nos últimos três anos, nós desarticulamos quadrilhas que assaltaram bancos do estado de Minas Gerais, Pará, Goiás, que vinham para o estado de Mato Grosso praticar assaltos”, contabiliza o policial Antonio Benedito Campos Filho.

Bancos de cidades pequenas de outros estados, como Mato Grosso do Sul, Tocantins e Maranhão também já foram alvo de quadrilhas.

No interior maranhense, por exemplo, houve três assaltos só este ano.

“O direito de trabalhar com tranquilidade, trabalhar em paz, é um direito garantido na Constituição e deveria ser garantido na prática a todos os brasileiros”, pede o presidente do Sindicatos da bancários do Maranhão,  Raimundo Nonato Costa.

Gerente morto

Em Itupiranga, município do Pará com 40 mil habitantes, um gerente de banco foi morto em dezembro passado.

“A gente tem que combater esse tipo de violência. A sociedade não pode ficar refém de bandidos como esses”, diz o presidente do sindicato dos bancários do Pará, Alberto Cunha.

“É assustador para população isso. Fica como se fosse um faroeste de antigamente, mas a gente está na tentativa de prender o resto”, afirma o delegado Romildo Souza Grotta Júnior.

“Da mesma forma que eu nunca imaginava que isso fosse acontecer, a gente nunca sabe quando isso pode tornar a acontecer de novo”, comenta um morador da cidade.

Saiba como se adaptar ao fim do horário de verão

Mexer os ponteiros do relógio no fim do horário de verão é fácil. Difícil é acertar o horário biológico. Moradores de três regiões do Brasil tiveram que atrasar os relógios em uma hora na madrugada deste domingo (15). A mudança parece pequena, mas que mexe com o sono de muita gente.

Não são todos os brasileiros que encaram essa mudança. Só os estados do Sul, Sudeste e Centro-Oeste adotam o horário de verão, que desta vez começou em 19 de outubro do ano passado.

Para muitas pessoas, esse fim de semana representa também o fim de um tormento. Não é só uma impressão. Os médicos dizem que é realmente mais fácil se adaptar ao fim do que ao início do horário de verão. Isso porque a luz do dia funciona como um “despertador” e o organismo sofre bem menos para acordar quando já amanheceu.

O cérebro recebe a informação assim: a luz entra pelos olhos e chega a um ponto chamado núcleo supraquiasmático, uma espécie de “marca-passo” da vigília. É ele que deixa a pessoa alerta. No horário de verão, como demora para clarear, o marca-passo é ativado mais tarde.

A luz do dia também é importante porque inibe a melatonina, substância que provoca o sono. “O ideal é não mudar o horário para o organismo. Entretanto, se o horário vai ser mudado, a melhor coisa para readaptar é você viver a vida naquele horário novo que lhe é imposto”, aconselha a neurologista Dalva Poiari.

Planalto contesta denúncia da oposição sobre encontro de prefeitos

O Palácio do Planalto apresentou nesta sexta-feira (13) um balanço “técnico” para contestar denúncia da oposição de que o Encontro Nacional dos Prefeitos, realizado nesta semana, no Centro de Convenções Ulysses Guimarães, teve finalidade eleitoreira. A defesa segue a linha da reação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e da ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, que em discursos nesta manhã reclamaram da decisão do DEM e do PSDB de entrar com ações no Tribunal de Contas da União (TCU) e no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Em entrevista na tarde desta sexta, o subchefe de assuntos federativos adjunto, Olavo Noleto, disse que o governo trabalhou durante um ano e meio em parceria com o TCU e até de representantes do DEM na realização do encontro. O assessor afirmou que o Planalto mobilizou uma série de autoridades municipais e estaduais de todos os partidos para elaborar as cartilhas e programas apresentados durante o evento para ajudar prefeitos a melhorar a administração municipal.

Noleto disse que “todos” os ministros do governo foram tratados pela organização de forma igual, negando que o objetivo principal do evento era o de promover a candidatura da ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, à Presidência em 2010. “É legítimo que vocês deem mais visibilidade para um ministro ou uma ministra”, disse, referindo-se à imprensa. “Tivemos todos os ministros participando do evento, todos praticamente com o mesmo modelo, o mesmo formato que um ministro falou, os outros falaram”.

O subchefe de assuntos federativos disse considerar “legítimo” que os partidos oposicionistas façam críticas. “É legítimo que o mundo político repercuta, reaja a isso”, disse. “Mas eles (oposicionistas) que me desculpem, isso chega a ser ridículo.” Depois, ele apresentou uma série de ações e cartilhas que foram divulgadas no evento para ajudar nas gestões municipais. “Queremos que os prefeitos do DEM também utilizem essas cartilhas.”

Balanço

Dados do balanço apresentado por Noleto mostram que o evento custou R$ 189.999 e mobilizou 15.100 pessoas, sendo 5.300 prefeitos e prefeitas. Apenas 264 prefeitos do País não assinaram a lista de presença, segundo o assessor da Presidência. Noleto afirmou que não fez um balanço de quantos prefeitos do DEM ou do PSDB participaram. “A gente não fez esse recorte”, disse.

Ele defendeu o setor de Assuntos Federativos do Planalto, que organizou o evento. “A área não faz política pequena, faz política de Estado, faz política institucional”, ressaltou.

Noleto também comentou sobre uma tenda montada na parte de fora do Centro de Convenções Ulysses Guimarães, que vendeu fotomontagem instantânea. Prefeitos e assessores podiam comprar um retrato em que apareciam ao lado da ministra Dilma Rousseff e do presidente Lula. O assessor disse que os proprietários da tenda armaram o negócio dentro do Centro de Convenções, mas foram retirados do local. “Fora do Centro de Convenções, qualquer negócio não é problema nosso.”

Bombeiros encerram buscas e empresa divulga lista de passageiros

O Corpo de Bombeiros encerrou no início da tarde deste domingo (8) as buscas por mais uma suposta vítima que estaria no avião que caiu na tarde do sábado (7) em Manacapuru, no Amazonas.

Foram confirmadas 24 mortes. Apenas quatro pessoas conseguiram sobreviver à queda da aeronave Bandeirante, que ficou parcialmente submersa no rio.

Na manhã deste domingo, o Corpo de Bombeiros de Manaus havia retomado os trabalhos de resgate para encontrar mais uma suposta vítima.  ”Um ribeirinho que ajudou a resgatar os sobreviventes nos contou que viu uma pessoa ser levada pela correnteza”, afirmou de manhã o tenente do Corpo de Bombeiros de Manaus Marco Antônio Calmon Gama, que coordenou os trabalhos de busca.

No início da tarde, o tenente afirmou que essa informação estava errada. “Fomos verificar e essa pessoa que ele havia visto ficou presa no avião e foi uma das primeiras a serem retiradas. Então, o número de passageiros é 28 mesmo, com quatro sobreviventes apenas”, disse. Segundo o tenente, o avião já foi retirado do rio e está em terra firme. “A Aeronáutica já estava fazendo a perícia.”

A empresa divulgou o telefone (92) 3652-1620 para que as famílias das vítimas possam obter mais informações sobre o ocorrido. Em seu site, há uma nota de pesar às vítimas.

Segundo Marcelo Alves Cabral, diretor do Hospital Regional de Manacapuru, onde os sobreviventes foram atendidos, todos passam bem. “Eles tiveram apenas escoriações e estavam muito nervosos, mas conversando bem, não estavam em estado de choque. O Érick teve um corte mais profundo nas costas, mas todos foram medicados e já liberados”, afirmou Cabral.

“Eles me contaram que ouviram quando um dos motores parou e a aeronave perdeu altitude, teria batido em alguma coisa e depois entrou de bico naágua. Como eles estariam no fundo do avião, conseguiram se salvar saindo pela porta de emergência”, contou Cabral.

O acidente

O avião decolou da cidade de Coari e, cerca de uma hora depois, caiu no Rio Manacapuru, próximo à ilha de Monte Cristo, na comunidade Santo Antônio, região da cidade de Manacapuru, por volta de 16h (horário de Brasília).

Segundo a Aeronáutica, o piloto entrou em contato com a torre do aeroporto de Manaus e informou que voltaria para Coari por causa da forte chuva. Nesse momento, o Centro Integrado de Defesa Aérea e Controle de Tráfego Aéreo (Cindacta) perdeu contato com a aeronave.

Ainda segundo o Comando da Aeronáutica, o avião desapareceu dos radares do controle aéreo a 20 minutos de chegar a Manaus.

Segundo o 1º sargento do Corpo de Bombeiros de Manaus, Marimar Machado Marques, o piloto teria tentado fazer um pouso forçado no aeroporto de Manacapuru, mas caiu a cerca de 500 metros da cabeceira da pista, dentro do rio.

Aproximadamente 40 homens da Defesa Civil, Corpo de Bombeiros, Polícia Militar e Marinha trabalharam nas buscas. Duas equipes de mergulhadores do Corpo de Bombeiros de Manaus também foram deslocadas para o local. A chuva forte dificultou os trabalhos de resgate.

O Comando da Aeronáutica informou que vai apurar as causas do acidente.

Chega a 24 número de corpos resgatados em queda de avião no Amazonas

O Corpo de Bombeiros de Manaus informou nas primeiras horas deste domingo (8) que 24 corpos foram resgatados do Rio Manacapuru, no Amazonas, onde está submerso o avião Bandeirante. Apenas quatro pessoas foram resgatadas com vida. Segundo o sargento Amarildo R. da Silva, do Corpo de Bombeiros de Manaus, as buscas foram encerradas por volta das 2h (horário de Brasília) e as chances de encontrar outras vítimas está descartada.

Segundo a Defesa Civil de Manacapuru, até agora quatro pessoas – entre elas uma criança de nove anos – foram encontradas com vida e levadas ao hospital do município. São elas: Yan da Costa Liberal, de 9 anos, Brenda Dias Moraes, 21 anos, Érica Evangelista da Costa, 23 anos, e Ana Lúcia Reis, 43 anos. Todas passam bem.

O número de vítimas resgatadas não bate com as informações passadas pelo piloto antes do acidente. De acordo com a Aeronáutica, ele afirmou havia 20 pessoas na aeronave, entre passageiros e tripulação.

O avião da Embraer EMB 110 Bandeirante, prefixo PT-SEA, com capacidade para mais de 20 pessoas, continua amarrado a uma árvore para não afundar. A aeronave caiu na tarde deste sábado, a cerca de 80 km de Manaus. Ela voava com destino a Manaus e pertencia à empresa Manaus Táxi Aéreo

O avião decolou da cidade de Coari e, cerca de uma hora depois, caiu no Rio Manacapuru, próximo à ilha de Monte Cristo, na comunidade Santo Antônio, região da cidade de Manacapuru, por volta de 16h (horário de Brasília).

Segundo a Aeronáutica, o piloto entrou em contato com a torre do aeroporto de Manaus e informou que voltaria para Coari por causa da forte chuva. Neste momento, o Centro Integrado de Defesa Aérea e Controle de Tráfego Aéreo (Cindacta) perdeu contato com a aeronave.

Ainda segundo o comando da Aeronáutica, o avião desapareceu dos radares do controle aéreo a 20 minutos de chegar a Manaus.

Segundo o 1º sargento do Corpo de Bombeiros de Manaus, Marimar Machado Marques, o piloto teria tentado fazer um pouso forçado no aeroporto de Manacapuru, mas caiu a cerca de 500 metros da cabeceira da pista, dentro do rio.

Aproximadamente 40 homens, da Defesa Civil, Corpo de Bombeiros, Polícia Militar e Marinha trabalharam nas buscas. Duas equipes de mergulhadores do Corpo de Bombeiros de Manaus também foram deslocadas para o local. A chuva forte, que cai desde cedo na região, dificultou os trabalhos de resgate.

O comando da Aeronáutica informou que abriu sindicância para apurar as causas do acidente.

Trabalho escravo ainda é mancha que envergonha o Brasil, avalia Vannuchi

Brasília – O ministro da Secretaria Especial dos Direitos Humanos (SEDH), Paulo Vannuchi, disse hoje (9) que o trabalho escravo ainda é “uma mancha que envergonha o Brasil”.

Em entrevista a emisssoras de rádio, durante o programa Bom Dia Ministro, no estúdio da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), ele avaliou que os casos de trabalhadores encontrados em condições análogas à escravidão no país representam “pouca gente” entre 20 mil e 50 mil pessoas , mas que cabe ao Estado brasileiro “erradicar essa vergonha”.

“[Os trabalhadores] são levados para a região da Amazônia, de Mato Grosso, do Pará, do Tocantins e lá ficam submetidos a jagunços que não os deixam escapar e a pessoas que criam uma situação de escravidão pela dívida. A pessoa perde a liberdade de ir e vir.”

Para Vannuchi, o trabalho deve ser de prevenção, para o trabalhador “não se deixar atrair por falsas promessas”, além de punição para os “péssimos fazendeiros”. Segundo o ministro, a agricultura do Brasil é a melhor do mundo, caracterizada por solos férteis e pela quebra de recordes na produção de soja e de cana-de-açúcar.

“[O trabalho escravo] pode sujeitar nosso país a ações na Organização Mundial do Comércio [OMC]. A alegação de que aqui se pratica trabalho escravo pode levar a um desastre na nossa folha de exportações.”

Ele reconheceu que ainda existe uma espécie de desconfiança da população em relação à defesa dos direitos humanos. A idéia de que eles existem apenas para proteger os que fazem mal à sociedade, de acordo com Vannuchi, permanece como uma “forte mentalidade nacional”, sobretudo nos segmentos sociais mais pobres e que mais necessitam da garantia de seus direitos.

“É uma explicação enfiada na cabeça deles por setores do regime militar que foram derrotados. Uma visão da polícia como agente de repressão. É preciso corrigir essa má compreensão e o jeito de fazer isso é por meio de longos investimentos em educação. Incluir mais a educação em direitos humanos desde muito cedo.”

Conab realizará dois leilões de apoio à comercialização de trigo

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) vai realizar dois leilões para apoiar a comercialização de 263,11 mil toneladas de trigo. Amanhã, serão leiloados 4.930 contratos de opção de venda, o que equivale a 133,11 mil toneladas do cereal. Já na próxima terça-feira, a estatal vai realizar oferta de Prêmio para o Escoamento do Produto (PEP) com 130 mil toneladas do cereal, segundo a assessoria de imprensa da Conab.

A operação de amanhã é destinada aos triticultores de Goiás, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraná e São Paulo. Os contratos têm vencimento em 31 de março de 2009 e preço de exercício variando entre R$ 15.930 e R$ 14.310, de acordo da região.

O leilão de PEP é destinado às indústrias moageiras e comerciantes de cereais. Serão ofertados prêmios para 100 mil toneladas do Paraná e 30 mil toneladas para São Paulo. Os arrematantes do prêmio terão que escoar o produto para fora das regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste. O valor de abertura do PEP será divulgado pela estatal dois dias antes do leilão.AE

‘Não desejo nem para o meu pior inimigo’, diz noivo de jovem arrastada por carro

O auxiliar de escritório Thiago Henrique de Oliveira Robim, de 23 anos, descreveu nesta terça-feira (30) como a noiva, Flaviana Barbosa, de 27 anos, foi arrastada por um carro na última sexta-feira (26) em Araraquara, a 273 km de São Paulo. Ele estava com a jovem na moto no momento do acidente. “É uma coisa muito terrível, que eu não desejo nem para o meu pior inimigo”, afirmou.

Flaviana continua internada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) da Beneficência Portuguesa do município. O estado de saúde dela é considerado grave, porém estável. Eles andavam de moto em uma rodovia quando foram atingidos pelo carro, que vinha em alta velocidade. Ela ficou presa ao veículo e foi arrastada, sofrendo queimaduras de 3º grau em parte do corpo. O namorado teve apenas ferimentos leves.

“Quando eu estava para ultrapassar um Monza, ele veio e bateu atrás da minha moto. Ela caiu do meu lado e gritava muito para eu ajudar, mas não podia fazer nada porque minha coluna ficou travada”, lembrou o jovem. De acordo com o noivo, o carro conseguiu desviar dele, mas a blusa de Flaviana acabou presa no eixo do veículo e ela foi arrastada.

Robim viu o momento que ela foi puxada e acredita que a noiva ficou logo desacordada porque o capacete havia caído da cabeça dela. “Eu achei que ela estava perto, não pensei que ele [motorista] ia arrastar ela tão longe, foram mais de 900 metros. O cara do Monza ficou dando sinal para ele parar”, afirmou.

Thiago Robim e Flaviana namoram há quatro anos e completaram um ano de noivado este mês. Ele foi visitá-la nesta terça-feira (30) no hospital e disse que a jovem está se recuperando. “Ela está bem melhor, está se recuperando”, contou. De acordo com o noivo, os dois devem se casar depois de ela se recuperar e quando for concluída a reforma na casa que eles irão morar.

Motorista

Na noite do acidente, testemunhas tentaram avisar o motorista que a jovem estava presa ao carro. Na tentativa de fuga, ele abandonou o veículo, pegou um mototáxi e seguiu para a rodoviária da cidade, onde tentou embarcar para fugir do flagrante. Segundo a polícia, após ser preso ele contou que não enxergou a moto.

De acordo com a Polícia Militar, o motorista apresentava sinais de embriaguez. Ele foi levado para a cadeia de Rincão, a 291 km de São Paulo, e transferido na manhã desta segunda para o Centro de Detenção Provisória de Araraquara.G1

Municípios devem informar até terça freqüência escolar de beneficiários do Bolsa Família

Os municípios têm até terça-feira (30) para informar ao Ministério da Educação a freqüência escolar relativa a junho e julho de alunos de seis a 15 anos atendidos pelo Programa Bolsa Família. Os alunos devem ter pelo menos 85% de presença nas aulas para que a família continue a receber o benefício. Cerca de 400 municípios ainda não enviaram os dados, que podem ser informados na página eletrônica do programa (www.mds.gov.br/bolsafamilia).

Também deve ser informada a freqüência dos estudantes de 16 e 17 anos que participam do Benefício Variável Jovem (BVJ) – benefício complementar ao Bolsa Família, de R$ 30 mensais, para até dois estudantes por família. Os jovens devem freqüentar 75% das aulas.
Quando o aluno não atinge a freqüência escolar necessária, os gestores locais devem especificar o motivo da ausência. O descumprimento dessa condição leva a família a receber uma advertência do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome. Em caso de reincidência, há a suspensão temporária da bolsa. Mais uma vez descumprida, é suspensa uma parcela, definitivamente. A última medida é o cancelamento do benefício.

Eleições 2008 – Exército faz primeiras prisões na Operação Guanabara

O Exército fez hoje (26) as primeiras prisões desde o início da Operação Guanabara, há cerca de 15 dias. Duas pessoas foram flagradas usando drogas na comunidade de Amarelinho, em Irajá, zona norte da capital, e encaminhadas para a delegacia da Pavuna, na mesma região.

Embora a Operação Guanabara tenha sido criada pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE) para combater crimes eleitorais e não para exercer atividades na área de segurança pública, o porta-voz do Exército, coronel André Luiz Novaes, informou que “sempre que houver algum ilícito” os militares vão intervir.

“A operação não é de segurança pública, [o Exército] está ali para dar segurança ao processo eleitoral. Mas, nos casos em que houver um tipo de ilícito como esse, uso de droga, alguém armado, alguém ameaçando, nós vamos agir como agimos hoje”, garantiu Novaes.

O coronel explicou que, segundo a lei, qualquer pessoa pode intervir no caso de flagrante delito, inclusive, os militares. “Independentemente do objetivo da operação, de haver ou não operação, se acontecer um ilícito na frente de militares, eles vão intervir como aconteceu hoje”.

De acordo com o porta-voz, as duas pessoas detidas na manhã de hoje em Amarelinho estavam com morteiros sinalizadores, “os mesmos utilizados pelo tráfico para anunciar a chegada da polícia, de força legais”. Pesquisa de intenção de voto

As comunidades de Amarelinho e Acari foram ocupadas ontem (25) pelos militares, que amanhã (27) devem deixar a área. Hoje as tropas vão sair das comunidades de Lixão e Gramacho, no município de Duque de Caxias. Pesquisa eleitoral Ibope

Na próxima semana, a Operação Guanabara segue para as comunidades do Morro do Salgueiro, em São Gonçalo, e do Complexo do Alemão, e para a Vila Cruzeiro, na zona norte da capital.AB
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