Mai
28
A madrasta de Isabella Nardoni, Anna Carolina Jatobá, iniciou às 13h52 o depoimento ao juiz Mauricio Fossen, no Fórum de Santana. O magistrado também interrogará nesta quarta-feira o padrasto da menina, Alexandre Nardoni.
A defesa afirmou nesta quarta-feira (28) que o casal manterá a versão contada à polícia.
A garota morreu após ser jogada do apartamento de seu pai, no 6º andar de um prédio na Zona Norte, no dia 29 de março. Alexandre e Anna Carolina se dizem inocentes e acreditam que uma terceira pessoa entrou no apartamento e atirou a menina pela janela.
De acordo com o advogado Rogério Neres, eles “não terão pressa” de responder às perguntas do juiz Maurício Fossen, do Segundo Tribunal do Júri da Capital, do promotor Francisco Cembranelli e de seus advogados. “O interrogatório é um meio de defesa. A expectativa deles é positiva”, disse o defensor, sem prever a duração do depoimento.
Os advogados podem apresentar à Justiça nesta quarta-feira uma petição em que vão requerer a liberdade do casal e anulação do processo judicial em que os réus são acusados, baseados em parecer do médico legista contratado pela defesa, George Sanguinetti, para quem Isabella não foi esganada.
O pai e a madrasta da menina serão ouvidos um de cada vez. Anna Jatobá deve ser a primeira a ser interrogada os 3 advogados do casal deve acompanhar a audiência. Por volta das 11h30, Anna Jatobá aguardava o interrogatório na carceragem do Fórum de Santana.
O advogado responsável pela defesa do casal, Marco Polo Levorin, afirmou na chegada ao fórum que a versão apresentada no interrogatório vai seguir a mesma linha dos depoimentos anteriores. “Hoje é no mesmo sentido que foram os outros. Eles sempre sustentaram a mesma coisa e vai prevalecer nesse sentido”, afirmou.
Levorin, que foi recebido por populares sob gritos de “Justiça”, também disse que espera a conclusão dos pareceres dos peritos contratados para a defesa. “Nós estamos aguardando o término dos pareceres técnicos e depois a gente vai juntar ao processo.” Ele reiterou que caso seja constatada a deficiência da materialidade, a defesa irá pedir a nulidade do processo.
Em relação à decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ) que nesta terça-feira arquivou o processo e manteve o casal na prisão, o advogado disse que foi uma questão processual e que STJ não negou o mérito do habeas corpus. Segundo o advogado, a defesa irá aguardar o julgamento do mérito do pedido feito no tribunal paulista.
Alexandre Nardoni, chegou ao Fórum de Santana às 11h desta quarta. Ele havia deixado o Centro de Detenção Provisória (CDP) 2 de Guarulhos por volta das 10h20. Anna Carolina foi a primeira a chegar ao fórum às 10h desta quarta. Ambos estavam presos na cidade de Tremembé, a 138 km da capital paulista, e foram trazidos para a Grande São Paulo na noite de terça-feira (27), de acordo com informações da Polícia Militar.
A segurança foi reforçada para o interrogatório do casal. Cinqüenta homens da Polícia Militar foram espalhados dentro e fora do prédio. Se houver tumulto, policiais do batalhão da Força Tática, que fica ao lado do fórum, vão dar apoio. Por volta das 11h50 havia poucos curiosos em frente ao fórum.
Segundo a assessoria de imprensa do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP), o reforço de policiamento na região se deve não só ao interrogatório do casal Nardoni, mas também porque estava previsto para as 10h o júri popular de três integrantes da quadrilha que age de dentro dos presídios paulistas. Eles são acusados de matar integrantes de outra quadrilha. É praxe fazer reforço na segurança quando um júri envolve organizações criminosas, diz o TJSP.
Mai
27
Por unanimidade, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) negou nesta terça-feira (27) o habeas corpus pedido pelo pai e pela madrasta da menina Isabella, Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá, para responder em liberdade. O tribunal julgou o mérito do pedido, ou seja, analisou a questão em definitivo
Logo após a decisão, o advogado do casal, Marco Polo Levorin, disse que não pretende recorrer agora ao Supremo Tribunal Federal (STF) e que, dependendo do resultado, pode entrar com um outro pedido no STJ. “Vamos aguardar o julgamento do mérito pelo Tribunal de Justiça de São Paulo”, afirmou.
Perguntado por jornalistas se teria sofrido uma derrota, o advogado respondeu. “No nosso entendimento, a prisão é ilegal. Não há razão para custodiá-los”, declarou.
O julgamento Durante o julgamento, os outros quatro integrantes da Quinta Turma do STJ seguiram o voto do relator do pedido, Napoleão Nunes Maia Filho, que já negara liminar (decisão provisória) ao casal no dia 16 de maio.
A decisão foi técnica. O relator reafirmou ser contrário à liberdade do casal. Ele lembrou que, por entendimento firmado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) na súmula 691, não caberia entrar com o habeas corpus no STJ contra decisão de um tribunal de instância inferior [o Tribunal de Justiça de São Paulo], que ainda não julgou a questão em definitivo, mas apenas negou uma liminar. “O meu voto é pelo não conhecimento [do pedido]”, disse durante o julgamento.
“Embora o caso tratado tenha tido ampla repercussão, tecnicamente ele é bem simples. Não há hipótese, nem de longe, de exceção à súmula do Supremo”, disse o ministro Félix Fischer.
O relator ressaltou que o tribunal não está formando um “juízo de culpabilidade”, mas verificando se os decretos de prisão do casal são sustentáveis do ponto de vista jurídico e não “monstrengos”. Para ele, não houve excesso na decisão da justiça que aceitou denúncia contra o casal, como alegado pela defesa. O ministro declarou que houve indícios suficientes para abrir processo contra eles.
A defesa solicitava não só a libertação do casal, preso em penitenciárias de Tremembé, a 138 km de São Paulo, mas também a anulação da denúncia do Ministério Público, aceita pelo Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP).
A decisão de recorrer ao Superior Tribunal de Justiça foi tomada pelos advogados de defesa após o desembargador Caio Canguçu de Almeida, da 4ª Câmara do Tribunal de Justiça de São Paulo, negar um primeiro pedido de habeas corpus em 13 de maio.
Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá foram indiciados pela morte da menina Isabella em 29 de março. A criança morreu após ser jogada da janela do apartamento de Alexandre, no 6º andar de um edifício na Zona Norte de São Paulo. O casal está preso desde 7 de maio. Após várias transferências, atualmente, os dois foram levados às penitenciárias de Tremembé. As informações são do G1 da Globo.
Mai
27
Após preparar parecer sobre os laudos do Instituto Médico Legal (IML) e Instituto de Criminalística (IC) referentes à morte da menina Isabella, os peritos contratados pela defesa de Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá devem fazer uma vistoria no Edifício London, na Zona Norte da capital, onde a criança foi assassinada.
A ida à cena do crime deve acontecer na próxima quinta-feira (29), segundo informou o médico-legista George Sanguinetti. De acordo com ele, serão feitas mensurações no local. A perita criminal aposentada Delma Gama também deve participar da visita.
O parecer foi feito com base nos laudos, sem qualquer contato com o local do crime ou com o cadáver da criança. Segundo a defesa, a chave do apartamento está no Fórum de Santana desde a conclusão do inquérito pela polícia. A família poderia ter retirado a chave, mas preferiu esperar a ida dos peritos a São Paulo para que eles encontrassem o imóvel assim como foi deixado pelos peritos da Polícia Científica.
De acordo com George Sanguinetti, para quem Isabella não sofreu esganadura, seu parecer sobre o laudo do IML está em fase final de conclusão. Ele acredita que os advogados encaminharão na quarta-feira (28) o parecer à Justiça, dia em que o casal será interrogado pelo juiz Maurício Fossen.
A defesa deve pedir a revogação da prisão do casal e a anulação do processo a partir da análise de Sanguinetti de que a criança não foi esganada. Para a polícia, Anna Jatobá teria asfixiado e Alexandre Nardoni jogado Isabella pela janela do 6º andar.
Segundo o médico-legista, a menina estava consciente ao ser lançada pela janela. Ele argumenta que Isabella teve uma fratura de hiperextensão no pulso ao cair no jardim do edifício. “Ela instintivamente estendeu o braço para diminuir o impacto (da queda). Ela estava consciente”, afirmou ele. G1
Mai
27
O ministro Napoleão Nunes Maia Filho leva a julgamento hoje o pedido de habeas-corpus apresentado por Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá, na Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ). A defesa do casal, acusado de participação na morte da menina Isabella Nardoni, ocorrida em 29 de março, na capital paulista, busca obter com o habeas-corpus não só a liberdade dos dois, mas também a anulação da denúncia recebida pela Justiça de São Paulo.
O pedido chegou ao STJ em 16 de maio. No mesmo dia, o relator indeferiu a liminar requerida. Para ele, a decisão do desembargador Caio Canguçu de Almeida, do Tribunal de Justiça paulista (TJ-SP), “expõe com fundamento e lógica, com pertinência e conclusividade, a necessidade de excepcionar uma importantíssima conquista cultural (direito à liberdade), quando diante da situação em que outro valor, igualmente relevante, se ergue e se impõe como merecedor de prioridade”, segundo informações do STJ.
Na última semana, chegou ao STJ o parecer do Ministério Público Federal em resposta à determinação do relator. O MPF recomenda que seja rejeitado o pedido de habeas-corpus apresentado pelo casal. Segundo o subprocurador Eugênio Aragão, que assina o parecer, já está consolidada a jurisprudência no sentido de que não pode se admitir a impetração em casos em que o habeas-corpus combate decisão denegatória de liminar em outro habeas-corpus.
Para o subprocurador, o decreto de prisão preventiva está devidamente fundamentado na garantia da ordem pública, devido à gravidade concreta do delito e da periculosidade dos agentes, o que foi evidenciado, a seu ver, pelo “brutal e cruel” modo de operar. A afirmativa refuta a alegação da defesa, de que falta fundamento ao decreto de prisão.AE
Mai
26
Depois de ir ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) tentar libertar Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá, a defesa do casal deve requerer por meio de petição à 1ª instância do Tribunal de Justiça de São Paulo a revogação da prisão e a anulação do processo judicial, no qual o pai e a madrasta de Isabella são réus.
De acordo com o advogado Marco Polo Levorin, a nova estratégia será baseada nos pareceres do médico-legista George Sanguinetti e da perita criminal Delma Gama, que expuseram na tarde desta segunda-feira (26) em São Paulo a leitura que fizeram dos laudos.
Para o defensor, Sanguinetti deixou claro que Isabella não sofreu asfixia mecânica (esganadura), diferentemente do que aponta o laudo do Instituto Médico-Legal (IML). A denúncia, baseada no inquérito policial e nos laudos, aponta que a madrasta asfixiou e o pai arremessou Isabella pela janela. “Isso (a exposição dos especialistas contratados) muda substancialmente o processo. Tecnicamente o processo é nulo”, afirmou Levorin.
Ele acredita que a petição poderá ser encaminhada ao Fórum de Santana, na Zona Norte da capital, ainda nesta semana. O pedido está condicionado à conclusão dos pareceres do legista e da perita contratados pela família Nardoni, que também serão remetidos ao juiz Maurício Fossen.
Marco Polo Levorin afirmou que George Sanguinetti e Delma Gama poderão ser convocados para serem testemunhas de defesa do pai e da madrasta de Isabella.
Levorin afirmou que “a peça inicial (do Instituto de Criminalística e do Instituto Médico-Legal) ficou fulminada”. “Este parecer (de George Sanguinetti) é sólido, certo, bem fundamentado e isso vai ser levado em consideração”, declarou o advogado advogado do casal.
Segundo ele, estas informações apresentadas pelos dois peritos vão ser levadas ao “conhecimento do poder judiciário”. “Nós estamos tratando de prova pericial. Essas provas periciais ajudaram a formar uma opinião pública. Mas os peritos toruxeram informações fortes. Questionaram a metodologia, as informações e vários outros procedimentos”, completou.
Com as falhas apontadas, Levorin acredita que a acusação aos seus clientes não foi bem fundamentada. “A imputação do presente caso indica que Anna teria esganado a Isabella, mas uma aula brilhante do professor (Sanguinetti) nos demonstrou a ausência de esganadura. Há de fato agora umsa situação que se reverte. É preciso se buscar esta verdade, que não foi buscada na peça inicial. Vamos requer a nulidade do processo”, concluiu.
De cabeça para baixo
A perita criminal e advogada Delma Gama, que também foi contratada pela defesa do casal Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá, afirmou em entrevista nesta segunda-feira que Isabella foi lançada de cabeça para baixo pela tela da janela.
Segundo ela, as marcas deixadas na sujeira da parede do edifício foram feitas por uma das pernas de Isabella, e não por uma das mãos. “Esse corpo não foi lançado como está aqui (apontando para um croqui que integra o laudo). Foi lançado de cabeça para baixo”, disse. A justificativa seria a amplitude que atinge as pernas em relações aos esfregões na parede do prédio e um pingo de sangue no peitoril da janela.
De acordo com ela, o laudo não prova que a marca de sapato no lençol do quarto de onde Isabella foi arremessada é da sandália de Alexandre Nardoni. Delma Gama criticou o fato de a perícia não ter realizado um levantamento de digitais em todos os objetos da casa.
“No laudo, os peritos dizem que, ao chegarem no local, havia uma desordem caracterizando hábitos rotineiros do casal, que vivem no lixo. Como eles podem afirmar isso? Eles viviam com o casal? Eles tinham a obrigação de fazer o levantamento das impressões digitais nos objetos revirados no apartamento e colher o material biológico para análises comparativos”, insistiu.
Delma Gama afirmou, categoricamente, que encontrou o modus operandi e a motivação do crime. “Só não posso dizer agora pois não terminei de estudar os laudos”, ressaltou. Segundo ela, a tela foi cortada para jogar algum objeto que seria subtraído do apartamento, e não para jogar a menina. Para ela, o diâmetro da tela era pequeno demais para que o corpo de Isabella fosse lançado.
Segundo a perita, o laudo do Instituto de Criminalística “exprime juízo de valor, algo inconcebível”. “O laudo que eu examinei é inconcluso. Na última página, há apenas algumas considerações. É uma agressão à criminalística”, afirmou.
Sem marcas de esganadura
O médico-legista George Sanguinetti apresentou antes sua avaliação sobre os laudos periciais da morte da menina Isabella, em 29 de março. Ele foi contratado pelos advogados do casal Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá, pai e madrasta da menina, para auxiliar na defesa.
Logo no início de sua apresentação, o legista deixou claro que Isabella não foi morta por asfixia, ao contrário do que afirma o laudo. “Não há asfixia mecânica por esganadura sem marcas externas. Não há como. Não houve esta violência”, afirmou.
O principal motivo da morte, segundo ele, foi traumatismo craniano. “Ela tinha lesões terríveis que lhe tiraram a vida. Ela tinha lesões múltiplas de cérebro. Depois observem o encéfalo como ficou”, disse.
Para o especialista, houve precipitação por parte dos peritos do Instituto de Criminalística e do Instituto Médico Legal (IML) de São Paulo na elaboração dos laudos. “Talvez a pressa, talvez a cobrança, talvez a pressão, não sei. O laudo é inservível, está incorreto. Esse trabalho que está aqui é nulo de direito, porque não tem valor probante. É medíocre. Laudos falhos não tem valor probante”, disse, sobre a atuação dos legistas paulistas.
O médico-legista contestou o fato de o laudo do IML apresentar duas causas de morte (asfixia mecânica e politraumatismo). “Este laudo é nulo de direito. Ninguém pode ter duas mortes”, completou.
Ele afirmou também, com base nos laudos, que não há lesões nas vias respiratórias superiores de Isabella que justifiquem as esganaduras e que não existe esganadura sem arranhões no pescoço. Sanguinetti explicou que o vômito foi provocado no momento em que ela foi entubada pela equipe de socorro médico que atendeu Isabella. G1
Mai
25
Os pais de Alexandre Nardoni foram hoje até o presídio de Tremembé para visitar o filho, preso desde o início do mês acusado de envolvimento na morte da filha Isabella, 5 anos. O advogado Antonio Nardoni entrou no presídio com a mulher, que estava com cabeça coberta e, segundo seguranças do local, não fez comentários na saída.
O casal levou produtos de higiene pessoal e muitas garrafas de água mineral. Os seguranças fizeram uma triagem nos produtos trazidos pelos pais e devolveram um parte, pois ultrapassava o limite permitido. No próximo dia 28, Alexandre Nardoni e sua mulher Anna Carolina Jatobá serão ouvidos na primeira audiência na justiça.
Mai
19
Um dos advogados de Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá, Rogério Neres de Sousa, acredita que um pedido de habeas-corpus ao Supremo Tribunal Federal (STF) aumentaria as chances de conseguir a liberdade do casal. Isso porque, segundo Neres de Sousa, há decisões do STF recusando o clamor público como justificativa para prisão preventiva. O argumento foi usado pelo juiz Maurício Fossen ao determinar a detenção de Alexandre e Anna Carolina. “No STF, aumentariam ainda mais as nossas chances de obter a liberdade do casal”, afirma o defensor. “A orientação de que clamor não fundamenta prisão vem de cima.”
Os advogados decidem hoje à tarde se pedirão ao STF a liberdade do casal, acusado pelo assassinato de Isabella Nardoni em 29 de março. O pedido de liminar em habeas-corpus já foi negado pelo Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) e pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ), na última sexta-feira. O mérito da solicitação ainda precisa ser analisado pelos dois tribunais.
A defesa decidirá se aguarda os julgamentos de mérito ou se recorre ao STF tendo como principal critério o tempo até o julgamento. No TJ, entra na pauta somente em 10 de junho, no STJ, não há prazo previsto. Para o defensor Rogério Neres de Sousa, a avaliação no Superior Tribunal não deve acontecer antes de um ou dois meses, o que justificaria o encaminhamento do pedido ao STF.
O Supremo julga casos em que a obediência à Constituição é questionada. Para Neres de Sousa, há desrespeito à Constituição no caso da prisão preventiva de Alexandre e Anna Carolina. “A Constituição diz que a prisão precisa ser fundamentada na legislação”, afirma. “Como a prisão ofende a lei processual, ofende também os princípios constitucionais. A prisão precisa ser a exceção, não a regra.”
Em eventual pedido de habeas-corpus ao STF, a defesa vai usar os mesmos argumentos dos dois documentos entregues às outras instâncias da Justiça. “Apenas acrescentaremos cópias das decisões anteriores, para podermos atacá-las tecnicamente”, diz o advogado. “Continuamos a questionar a falta de requisitos autorizadores para a prisão e o clamor popular como justificativa para a detenção.”
A liminar do pedido de habeas-corpus de Alexandre e Anna Carolina foi negado cinco horas depois de entregue ao STJ, em Brasília, na sexta-feira. O ministro Napoleão Nunes Maia Filho endossou a decisão do desembargador Caio Canguçu de Almeida, do TJ-SP, por “não vislumbrar qualquer mácula na decisão judicial atacada”.
A decisão do ministro do STJ foi enviada hoje ao Ministério Público Federal (MPF), onde será analisada por um subprocurador da República. Ele emitirá um parecer, expressando sua opinião sobre o julgamento. Quando o documento voltar ao STJ, Maia Filho produzirá o seu voto e o levará à apreciação de outros quatro ministros. Eles decidirão sobre o mérito do habeas-corpus em reunião da 5ª Turma Julgadora.AE
Mai
16
O Superior Tribunal de Justiça (STJ) rejeitou na noite desta sexta-feira (16) o pedido de habeas corpus para Alexandre Nardoni e Anna Jatobá, pai e madrasta da menina Isabella, morta em 29 de março. O ministro do STJ Napoleão Nunes Maia Filho não viu “defeito” na decisão do desembargador Caio Canguçu de Almeida, que, na terça-feira (13), decidiu manter os dois na prisão.
Para Maia filho, a determinação do desembargador da 4ª Câmara Criminal expõe “com fundamento e lógica” a necessidade de tornar exceção “uma importantíssima conquista cultural (direito à liberdade), quando diante da situação em que outro valor, igualmente relevante, se ergue e se impõe como merecedor de prioridade”, segundo nota no site do STJ.
A entrada com o pedido de hábeas corpus no STJ foi feita na tarde desta sexta-feira (16) pela defesa de Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá. O casal está preso desde a amdrugada de 8 de maio. Nardoni está na enfermaria do Centro de Detenção Provisória de Guarulhos, na Grande São Paulo, e Anna Jatobá, na Penitenciária Feminina de Tremembé, no interior do estado.
Ameaçados
Para a polícia e o Ministério Público, não há dúvidas de que o pai e a madrasta de Isabella são os autores do crime. A menina morreu após ser atirada do 6º andar do prédio de Nardoni, na Zona Norte de São Paulo. Laudos periciais apontaram que a criança foi agredida e sofreu esganadura antes de ser jogada do apartamento.
O caso ganhou repercussão. Quando tiveram a prisão preventiva decretada e foram presos no dia 8, Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá deixaram o apartamento do pai dela, em Guarulhos, Grande São Paulo, sob gritos de “assassinos”. Do lado de fora do edifício, uma multidão de cerca de 800 pessoas ficou para acompanhar a saída dos dois até a prisão. Nardoni e a mulher deixaram o local algemados e em carros separados.
Em entrevista ao G1, o avô paterno de Isabella, Antonio Nardoni, admitiu que havia risco de o STJ não aceitar o pedido para análise. “Risco sempre existe. Tem uma súmula que afasta isso. Os advogados estão entrando com um embasamento muito bom. Acho que há possibilidade de eles aceitarem em razão de jurisprudência que existe”, defendeu ele nesta sexta-feira (16). G1
Nardoni e Anna Carolina tiveram de ser transferidos das prisões para onde foram inicialmente, porque foram hostilizados por outros presos e correriam risco de vida. Ela estava na Penitenciária Feminina de Santana e ele, no 13º DP (Casa Verde).
Mesmo afirmando que o Centro de Detenção Provisória 2 de Guarulhos, onde o pai de Isabella está atualmente, “é um local seguro”, a defesa do casal pretende pedir novamente que ele seja transferido para uma cadeia com detentos com nível superior de ensino. Isolada das outras presas, Anna Carolina estaria com problemas intestinais por apresentar distúrbios nervosos.
Mai
16
A defesa de Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá, presos sob acusação de assassinar a menina Isabella Nardoni, de 5 anos, apresentou na tarde de hoje ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) um pedido de habeas-corpus para o casal. Anna Carolina, madrasta de Isabella, está presa na Penitenciária Feminina de Tremembé, no interior de São Paulo. Alexandre, pai da menina, é mantido numa cela do Centro de Detenção Provisória II (CDP), em Guarulhos, na Região Metropolitana de São Paulo.
Os advogados de defesa questionam as justificativas usadas na decretação da prisão preventiva, em primeira instância: clamor público, gravidade do crime e credibilidade das instituições. O STJ, porém, não divulgou o conteúdo completo do pedido feito pelos advogados. A defesa pretendia esperar o julgamento do mérito de outro pedido de habeas-corpus, protocolado na 4ª Câmara do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP), que já havia negado o pedido em caráter liminar. Porém, como o mérito só será julgado depois de 10 de junho, os advogados decidiram recorrer já ao STJ.
Alexandre e Anna estão presos, em celas isoladas, há dez dias. O advogado Marco Polo Levorin informou hoje pela manhã que os “fundamentos do recurso ao STJ são os mesmos” usados no pedido de habeas-corpus encaminhado ao TJ. O assunto será relatado pelo ministro Napoleão Nunes Maia Filho.
Mai
16
Anna Carolina Jatobá, acusada pelo assassinato de sua enteada, Isabella Nardoni, foi atendida hoje por um médico particular por causa de uma hemorragia. O profissional foi levado até a Penitenciária Feminina Santa Maria Eufrásia Pelletier, em Tremembé, no interior de São Paulo, pelos advogados de defesa Rogério Neres de Sousa e Ricardo Martins. Os relatos são de que Anna Carolina está deprimida, chora muito e tem se alimentado mal.
O médico fez uma avaliação física e psicológica da detenta, segundo o advogado Marco Polo Levorin, que coordena a defesa de Anna Carolina e de seu marido Alexandre Nardoni, também acusado pelo crime. Levorin disse não ter detalhes sobre o quadro de saúde da cliente. Anna Carolina está em uma cela isolada da penitenciária, desde o dia 8, quando foi transferida da Penitenciária Feminina de Sant’Anna, na zona norte de São Paulo, onde havia risco a sua integridade física.AE