A CET (Companhia de Engenharia do Tráfego) interditou por volta da meia-noite deste domingo (27) a rua Santa Leocádia, na Vila Isolina Mazzei (zona norte de ), para a reconstituição da morte da menina Isabella Nardoni, 5, que acontece hoje.

Isabella foi jogada do sexto andar do edifício London no final da noite de 29 de março. A reconstituição está marcada para começar às 9h e pode se estender por até dez horas.

A partir das 7h do domingo o espaço aéreo ficará bloqueado em um raio de 1,5 km do prédio. Na noite de sexta-feira (25) a Aeronáutica emitiu o Notan (Notice to Airmen, aviso aos navegantes, em português) proibindo o vôo de helicópteros, balões e aviões das 7h às 22h.

Policiais civis e militares estão no local para controlar o acesso de pessoas. Só têm direito a circular na rua moradores e prestadores de serviço e seus respectivos veículos.

O esquema montado pela polícia prevê ainda bolsões para que as pessoas acompanhem o da perícia. Eles ficarão a 60 metros do ponto onde estará montada a área reservada aos jornalistas, um próximo à rua Mandaguari e à avenida General Ataliba Leonel.

A polícia cadastrou moradores para facilitar o acesso à rua e evitar que outras pessoas tenham acesso ao local. Caso as pessoas tentem furar o bloqueio, podem ser encaminhadas a delegacias de polícia da região e responder por desacato a autoridade.

Reconstituição

Os responsáveis pela do caso consideram fundamental a reconstituição. Através dela, por exemplo, será possível confirmar a tese defendida pela Polícia Civil, a de homicídio praticado pelo pai da garota.

O fechamento do espaço aéreo é necessário, segundo a Polícia Civil, para não prejudicar a reconstituição dos fatos que resultaram na morte da garota, asfixiada e jogada do sexto andar do prédio enquanto passava o fim de semana com o pai, Alexandre Nardoni, e com a madrasta, Anna Carolina Jatobá –indiciados pela polícia por homicídio doloso (com intenção) com três agravantes: motivo fútil, meio cruel e impossibilidade de defesa da vítima. O casal nega envolvimento no crime.

Nardoni e Jatobá não irão participar da encenação por recomendação dos advogados de defesa. Com isso, policiais civis com portes físicos parecidos com os do casal farão a reconstituição.

A expectativa é de que o inquérito que investiga as circunstâncias em que ocorreu a morte da garota seja concluído no prazo de 30 dias, que vencem na próxima terça-feira (29).

Apenas o edifício London e parte de um prédio vizinho serão utilizados na reconstituição. Fatos anteriores da chegada do casal ao estacionamento do edifício –entre eles compras em um hipermercado– e a visita do casal à casa dos pais de Anna Carolina, em Guarulhos (Grande ), não serão refeitos.

A encenação começará dentro do estacionamento do prédio. Após a saída do estacionamento será utilizado um dos elevadores que levam ao sexto andar, onde está localizado o apartamento. Serão gravadas imagens da saída do elevador até a porta do apartamento, sala e quarto, principais cenas do crime. De lá, o elevador é novamente utilizado até o acesso ao jardim do prédio parte da rua defronte ao edifício.

Para simular a presença dos filhos do casal, serão utilizados bonecos, assim como foi feito pela Polícia Técnico-Científica para simular a morte de Isabella durante o recolhimento de materiais que resultaram nos laudos.

Em determinados momentos, nem mesmo os delegados responsáveis pelo caso estarão presentes devido ao exíguo espaço de alguns locais. A prioridade é para os peritos e equipamentos que eles utilizarão.Folha

A rua do edifício London, na zona norte de , onde será feita a reconstituição da morte da menina Isabella Nardoni, 5 anos, vai ser fechada no final do dia. No momento o trânsito é normal na região e a polícia já cadastrou todos os moradores próximos e do prédio para impedir a entrada de curiosos. Por orientação dos advogados, o pai da menina, Alexandre Nardoni, e sua mulher Anna Carolina Jatobá não devem comparecer à reconstituição.

A reconstituição está prevista para começar às 9 horas e deve terminar dez horas depois. O objetivo das autoridades, com base nos laudos periciais, é comprovar o indiciamento de Alexandre e Anna Carolina como principais envolvidos no caso. O casal alega a existência de uma terceira pessoa na cena do crime. Na próxima semana, já com os resultados da reconstituição, a polícia poderá solicitar nova prisão do casal.AE

A Polícia continua a insistir no fechamento do espaço aéreo durante a reconstituição do assassinato de Isabella Nardoni, de 5 anos, na zona norte da capital paulista, neste domingo. Segundo a Secretaria de Segurança Pública (SSP), o Departamento de Polícia Judiciária da Capital (Decap) entrou hoje com uma representação na Justiça para que a Aeronáutica autorizasse o bloqueio do espaço aéreo em um raio de 3 km no entorno do Edifício London, após a recusa da Aeronáutica.

O pedido foi feito junto ao juiz do 2º Tribunal do Júri do Fórum de Santana, Mauro Fossen. O prédio fica em uma rua do bairro do Carandiru e o deve durar o dia inteiro de domingo.

O promotor Francisco Cembranelli, responsável pela da morte de Isabella Nardoni, afirmou hoje que a menina foi “delicadamente” derrubada do sexto andar do prédio em que mora o pai, Alexandre Nardoni, e a madrasta, Anna Carolina Jatobá. Isso, na opinião de Cembranelli, refuta a versão apresentada pelo casal. “Se fosse um monstro, como dizem os indiciados, certamente não se preocuparia e arremessaria a menina de qualquer lugar e de qualquer jeito. Ela foi jogada do quarto dos irmãos, cuidadosamente introduzida no buraco da rede de proteção e delicadamente teve as mãos soltas”, afirmou. Segundo o promotor, por conta do piso de granito, Isabella teria sofrido danos físicos ainda maiores se fosse arremessada da janela de seu quarto. Há um gramado abaixo da janela do quarto dos irmãos.AE

Cembranelli esteve reunido por cerca de três horas na tarde de hoje com a delegada-assistente do 9º Distrito Policial, Renata Pontes. Segundo o promotor, o encontro serviu para finalizar dados do inquérito policial, que será concluído após a reconstituição da morte da menina, marcada para domingo. O promotor voltou a dizer que provas indicam “claramente” que a cena do crime foi adulterada. “Tentou-se maquiar a versão verdadeira. Tentaram remover as manchas de sangue e até conseguiram remover algumas, mas os equipamentos de perícia modernos captaram a alteração”, explicou, afirmando que essa remoção quase prejudicou a perícia.

O promotor afirmou que já vai começar a ler o inquérito policial e examinar os laudos, além de confirmar sua presença na reconstituição da morte de menina. Ele afirmou ainda que “não há dúvida” de que o sangue encontrado no carro do casal Alexandre e Anna Carolina era de Isabella. “A conclusão é clara. Só não vê quem não quer”, disse. Para Cembranelli, o prazo de 30 dias concedido por lei para a policial será respeitado. Ele ainda explicou que já tem uma idéia do motivo do crime, contudo, não deu maiores esclarecimentos. “Isso será dito no momento oportuno”, disse.

Os depoimentos do advogado Antônio Nardoni e de Cristiane Nardoni, avô e tia de Isabella, foram transferidos para amanhã. Segundo a Secretaria de Segurança Pública (SSP), eles serão ouvidos amanhã à tarde, após os depoimentos de dois vizinhos do casal Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá do edifício de onde a menina caiu da janela do sexto andar do apartamento do pai e da madrasta, na zona norte da capital, que estão marcados para as 14 horas de amanhã. O horário previsto para os depoimentos do avô e tia de Isabella é 16 horas. A SSP não soube informar os motivos para o novo adiamento.AE

Os advogados de defesa da Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá, pai e madrasta de Isabella, informaram hoje que amanhã darão entrada em representação na Corregedoria da Polícia Civil de por causa de supostas irregularidades na condução do inquérito que investiga a morte da menina, ocorrida no dia 29 de março. O advogado Rogério Neres de Sousa citou entre as irregularidades o fato de o casal ter sido questionado, no novo depoimento, na sexta-feira, acerca de provas que não estão nos autos, entre elas marcas de sangue de Isabella que teriam sido encontradas no carro da família.

Além disso, a polícia não teria preservado a cena do crime, como manda a lei. A defesa espera a interferência da Corregedoria e que ela “garanta que os trabalhos sejam conduzidos dentro do Código do Processo Penal”, disse Neres. Isabella, de 5 anos, foi agredida e jogada do apartamento do pai, no 6º andar de edifício na zona norte de . Na sexta-feira, o casal foi indiciado por homicídio. Em entrevista ontem ao “Fantástico”, eles afirmaram ser inocentes e negaram participação no crime.

Amanhã pela manhã os delegados do 9ª Distrito Policial, que apura o caso, devem ouvir novos depoimentos de pessoas indicadas pela defesa de Alexandre e Anna Carolina. Os depoimentos de Antônio e Cristiane Nardoni, avô e tia de Isabella, devem começar às 16 horas, segundo Neres.

“Tá ouvindo os gritos?”, perguntou o professor Antonio Lúcio Teixeira, morador do 1º andar do Edifício London, na zona norte de , enquanto falava com o Centro de Operações da Polícia Militar (Copom) no dia 29 de março, numa ligação iniciada às 23h49m59. O Estado apurou que exatamente na hora em que o vizinho chamava o resgate para Isabella Nardoni, de 5 anos, atirada do 6º andar do prédio, ele ouviu a voz de Alexandre Nardoni, pai da menina, berrando que a filha havia sido jogada e a porta do apartamento estava arrombada.

Praticamente no mesmo momento, às 23h50m32, uma ligação era feita do telefone fixo do apartamento do casal, para o celular do pai de Anna Carolina Jatobá, Alexandre José Peixoto Jatobá. Essa ligação, gravada pela polícia e anexada ao inquérito policial que investiga a morte da menina, é a prova de que Alexandre e Anna Carolina não desceram juntos ao térreo do prédio para verificar o que havia acontecido com Isabella, como alegaram em seus depoimentos. É uma contradição a mais que pode desmontar a versão do casal de que não teria participado do crime.

Além disso, a polícia também descobriu, pelo aparelho de GPS (Sistema de Posicionamento Global) instalado no carro de Nardoni que o veículo foi desligado na garagem do Edifício London às 23h36, ou seja, quase 14 minutos antes de o resgate ter sido chamado. Estimando-se que o vizinho demorou cerca de dois minutos, após a queda, para saber do fato e chamar o resgate, o casal ficou 12 minutos no prédio até a menina ser atirada.

Para a polícia, se Alexandre e Anna Carolina demoraram pelo menos a metade desses 12 minutos no sobe e desce, o restante seria muito pouco tempo para a hipótese de o crime ter sido cometido por uma terceira pessoa. Ele teria, nessa suposição, seis minutos para abrir a porta sem deixar marcas, espancar e esganar Isabella, limpar o sangue da menina, cortar a rede de proteção da janela com uma faca, depois uma tesoura, atirar a menina, guardar a tesoura na cozinha onde sempre fica, lavar a fralda e a toalha usadas para limpar o sangue da menina, fechar a porta e fugir. (AE)

Para a perícia, Alexandre Nardoni, pai de Isabella, jogou a filha do 6º andar do Edifício Residencial London. Essa foi a principal conclusão do laudo final feito pelo Instituto de Criminalística (IC). A prova que “pôs o pai na cena do crime” era considerada um trunfo para a polícia e foi mantida em segredo pelos peritos até sexta-feira, quando o casal Alexandre e Anna Carolina Jatobá voltou a prestar depoimento.

Um exame mostrou a presença de micropartículas de náilon e de poeira na camisa do pai, as mesmas da tela de proteção da janela de onde a menina foi arremessada em 29 de março. Essas micropartículas ficaram impressas na roupa como uma tatuagem invisível a olho nu. A prova é considerada definitiva pelos peritos, pois mostra que Alexandre é o autor do crime. A prova se soma a outras que demonstram a presença do pai no quarto de onde Isabella foi arremessada.

Os peritos chegaram à seguinte conclusão: Alexandre entrou no quarto com Isabella no colo. Pôs a menina sobre a cama enquanto cortava a tela de proteção com uma faca e uma tesoura - ele tinha pressa, daí a troca de instrumento, pois o primeiro não cortou direito a tela. Feito o buraco, o acusado apanhou de novo a criança e se dirigiu até a janela. Começou a subir na cama, desequilibrou-se e o pé esquerdo entrou no vão entre as camas, fazendo o assassino deixar uma pegada no lençol.

Depois, o criminoso se apruma, ajoelha-se na cama e encosta o peito na tela. Passa as pernas enquanto segura a criança pelas mãos, a 20 metros de altura. Primeiro solta a mão esquerda e, em seguida, a direita. Os dedos da menina deslizam pelo parapeito, deixando um rastro de sangue. Isabella ainda vivia. Só o impacto da queda é que determinaria a morte.AE

Havia uma trilha de sangue na cena do crime que o assassino tentou disfarçar. Ela começava no carro de Alexandre Nardoni, de 29 anos, e continuava a partir da entrada do apartamento. Por tudo isso, a perícia chegou à conclusão de que a menina Isabella de Oliveira Nardoni, que faria 6 anos ontem, chegou ferida ao apartamento do 6º andar do Edifício Residencial London, na Rua Santa Leocádia, na Vila Isolina Mazzei, zona norte. Essas são algumas das revelações do laudo da perícia do Instituto de Criminalística (IC), que colocam Alexandre na cena do crime.Os peritos constataram que as marcas no pescoço da menina foram provocadas por esganadura. Pela extensão e o tipo das lesões internas, tudo leva a crer que a compressão foi feita por alguém não tão forte - daí as suspeitas recaírem sobre a madrasta da garota, Anna Carolina Jatobá, de 24 anos.

A trilha de sangue foi produzida por pingos que caíram de uma altura de 1,2 ou 1,3 metro de altura, o que é compatível com a altura do pai da menina. O rastro começa no carro de Alexandre, o Ford Ka estacionado na garagem do 2º subsolo do prédio, e só foi revelado após a aplicação do luminol (substância química que destaca manchas invisíveis a olho nu).

Havia sangue de Isabella na lateral direita da cadeira do bebê e entre os bancos, perto do freio de mão. Além disso, havia sangue no encosto do banco do motorista. As primeiras análises haviam dado negativo, mas os exames de DNA confirmaram a presença do sangue no veículo. Sabe-se ainda que a fralda, encontrada de molho com alvejante num balde dentro do apartamento, foi utilizada para envolver a cabeça da menina do carro até o apartamento.

Além da porta do apartamento, a trilha continuava, passando ao lado da mesa com seis lugares e do sofá de couro preto. Em seguida, os pingos mostraram que o assassino de Isabella levou a menina no colo pela sala onde estava a tevê de plasma de 50 polegadas até o corredor em direção dos quartos.

Uma gota foi identificada, por exemplo, na frente da porta do banheiro. O criminoso entrou na primeira porta à esquerda - o quarto de Cauã e Pietro, que fica antes do de Isabella. Ele pôs Isabella em cima da cama enquanto cortava a rede da tela de proteção, daí a mancha de sangue no lençol encontrada no quarto. Os exames de DNA comprovaram que o sangue de fato era de Isabella.

Foi então que o assassino escorregou e pisou no lençol da cama. É ali que foi encontrada a pegada característica do chinelo que Alexandre usava na noite do crime. A tela foi cortada rapidamente com uma faca e com uma tesoura - na roupa de Alexandre havia partículas de naílon da tela. Isabella foi segura pelas mãos a 20 metros de altura. Foi solta primeiro pela mão esquerda e depois pela direita. Havia uma mancha de sangue em forma de dedos de criança a 5 cm do parapeito da janela.

O fato de Isabella ter chegado ferida ao prédio desmente o álibi do pai. Em seu primeiro interrogatório, Alexandre afirmou que ela estava bem quando chegou ao prédio. Isabella dormia. Alexandre afirmou que levou a menina no colo até o quarto dela. Alexandre contou à polícia que levou Isabella sozinho até o apartamento enquanto sua mulher e seus dois outros filhos aguardavam na garagem. Segundo ele, quando voltou ao apartamento encontrou a tela da janela rompida e a criança havia sido jogada.

Não havia sinais de arrombamento no apartamento nem de uma possível invasão do prédio. Os peritos usaram um homem de 1,9 m de altura para exemplificar que seria impossível que alguém escalasse o muro dos fundos do prédio para entrar no imóvel. Concluíram que não havia possibilidade de que uma terceira pessoa tivesse invadido o prédio e matado a menina.

A trilha de sangue no apartamento foi desfeita às pressas pelo criminoso. O que ele não contava era que o rastro de gotas de sangue e a presença de manchas na fralda fossem detectadas pelo uso do luminol.

Os peritos também analisaram as fitas de vídeo do sistema de segurança do Edifício London e do prédio em frente. Em nenhum momento foi observada a presença de pessoa estranha ou veículo entrando no prédio no dia do crime.

Portanto, os dois únicos adultos que estavam no apartamento naquela noite eram o pai e madrasta da menina. Essa certeza se deve ainda a um dos princípios de toda perícia criminal: todo contato deixa uma marca. Nenhuma outra pessoa deixou marcas dentro do apartamento além dos dois acusados. Todas as marcas e vestígios no lugar foram feitos pelo casal e pelas três crianças.

Essas foram as provas principais que a polícia usou para convencer Alexandre e a madrasta a contar o que ocorreu na noite do crime. Para os policiais, os resultados da perícia não deixavam dúvida de que eles foram os autores do crime. Aliados a testemunhos que desmentiam os suspeitos, os laudos deram aos policiais do 9º Distrito Policial a convicção de que precisavam para acusar o casal. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo

O diretor do Decap (Departamento de Polícia Judiciária da Capital), Aldo Galiano Júnior, disse no final da tarde desta sexta-feira que Alexandre Nardoni, pai da menina Isabella Nardoni, foi indiciado pelo homicídio da filha depois de prestar depoimento no 9º DP (Carandiru), na zona norte de . Com o indiciamento, ele se torna oficialmente de ter matado a menina, no último dia 29 de março.

Conforme Galiano Júnior, a mulher de Nardoni e madrasta da menina, Anna Carolina Jatobá, será indiciada pelo mesmo crime assim que terminar de prestar depoimento. O indiciamento do casal acontece no dia em que Isabella completaria seis anos.

“O caso está praticamente solucionado”, afirmou o diretor. “Os dois serão indiciados por homicídio, artigo 121, e as qualificadoras serão discutidas com a autoridade policial que preside o inquérito. Peço compreensão quanto ao sigilo.”

Galiano Júnior confirmou que a prisão preventiva do casal, supostamente o próximo passo a ser dado, não será pedida à Justiça ainda nesta sexta-feira. “Para se fazer uma preventiva, tem que se reunir uma documentação, não é assim. Ela precisa ir bem embasada, não é o momento. De forma alguma ela será pedida hoje.”

Tumulto

Nardoni e Jatobá foram levados ao 9º DP para prestar depoimento na manhã desta sexta, sob forte esquema de segurança e sob a presença maciça da imprensa e de curiosos que chamavam os dois de “assassinos”. Os dois tiveram dificuldade de deixar a casa do pai de Nardoni, também na zona norte de , e precisaram seguir em um carro do GOE (Grupo de Operações Especiais) da Polícia Civil.

Aniversário

Como Isabella completaria seis anos nesta sexta-feira, a mãe dela, Ana Carolina Cunha de Oliveira, visitou o túmulo da menina no cemitério Parque dos Pinheiros, na região norte de . De acordo com informações da administração, Ana Carolina chegou por volta das 8h, acompanhada de outra pessoa. Às 9h40, a mãe de Isabella já havia deixado o cemitério.

Terceira pessoa

Para a Polícia Civil, a madrasta de Isabella a agrediu e, na seqüência, o pai dela cortou a grade de proteção de uma janela de seu apartamento e a jogou, do sexto andar. Desde o início das investigações, Nardoni e Jatobá negam as acusações e dizem que uma terceira pessoa, provavelmente um criminoso, foi o autor do assassinato.

Amanhã (19), Antonio Nardoni –pai de Alexanadre– e a filha, Cristiane, também devem prestar depoimento como parte das investigações sobre a morte de Isabella.Folha

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