Ago
18
Demaquilante, sabonete, hidratante, tônico, adstringente, esfoliante, protetor solar… São tantos os cosméticos nas prateleiras de lojas, supermercados e farmácias que as consumidoras ficam perdidas, mas será que é preciso um arsenal tão grande para deixar a pele do rosto bonita e saudável?
Dermatologistas garantem que não é fundamental usar tantos produtos. Quem quer ter uma pele sempre bonita deve adotar os seguintes cuidados essenciais: limpar, hidratar e proteger. “Não pode faltar higienização e proteção solar, inclusive no inverno e em dias nublados, porque a radiação passa pelas nuvens. Também é preciso usar um hidratante facial”, afirma a dermatologista Carla Vidal.
Os cuidados e as substâncias adotadas variam de acordo com cada caso. O médico deve avaliar que hidratante vai usar de acordo com as condições da pele. O mesmo vale para a esfoliação, que pode ser aplicada por um período predeterminado, durante um tratamento, ou fazer parte da rotina, duas vezes por semana, caso haja tendência a formar cravos, por exemplo.
A tonificação, um cuidado considerado básico pela indústria cosmética por reequilibrar o pH fisiológico da pele, que pode ficar sensível após a higienização, pode ser dispensada, segundo os médicos. “Do ponto de vista dermatológico, a pele não precisa de tantos produtos, como tonificante e adstringente, nem consegue absorver tudo isso”, alerta o dermatologista Abdo Salomão Júnior.
Para ficar sempre bela, portanto, não é preciso muita coisa. “Vale a pena investir em um bom sabonete, que limpe sem agredir, em um filtro solar e em um hidratante com ativo antioxidante, como a vitamina C, que traz bons resultados”, indica o dermatologista Ricardo Sousa. Além disso, ter uma alimentação saudável, beber dois litros de água por dia, praticar atividade física, evitar o fumo e a exposição solar excessiva também ajudam a manter os efeitos do envelhecimento mais longe e a cútis, mais radiante.
Boxe: Os cinco elementos
Siga os passos para ter um rostinho cheio de saúde:
- Limpeza - É a hora de remover impurezas e resíduos deixados por tratamentos, maquiagem ou poluição. Dermatologistas indicam limpar a pele duas vezes por dia, de manhã e à noite, antes de dormir. Os produtos devem ser balanceados, de forma a não agredir nem ressecar.
- Tonificação - Os tônicos removem resíduos que ainda podem ter ficado na pele. Essa etapa, feita também duas vezes por dia, após a limpeza, ajuda a equilibrar o pH da pele e a acalmá-la, dando uma sensação de limpeza e frescor. Esteticistas recomendam, dermatologistas dispensam.
- Esfoliação - Remove as células mortas da pele e desobstrui os poros. Promove o afinamento da camada superficial da cútis e ajuda os ativos dos produtos a penetrarem melhor. Não é considerado um cuidado essencial pelos médicos. Se for esfoliada demais, o efeito pode ser negativo.
- Hidratação - Deve ser feita pelo menos uma vez ao dia. Além da ação nutritiva, os hidratantes ajudam a prevenir o envelhecimento precoce e evitam o ressecamento causado por fatores externos, como os raios solares, vento e poluição. Se a pele for oleosa, o produto deve ser livre de óleo.
- Fotoproteção - Esse é o passo mais fundamental, de acordo com os dermatologistas. Usar filtro solar é tão essencial quanto escovar os dentes. Além de proteger da ação do sol, os filtros ajudam a reparar os danos causados pelos radicais livres. Devem ser aplicados diariamente, a cada duas horas.Andressa ZanandreaAE
Mai
11
São Paulo tornou-se uma espécie de santuário natural para o qual migram mulheres de todo o País e até do exterior com problemas para engravidar, na busca das mais modernas clínicas de fertilização in vitro. Elas chegam por aqui, ficam em média oito dias e saem “mães”.
O tempo é suficiente para receberem altas doses de hormônio e estimularem a ovulação, retirarem os óvulos, fecundá-los e, depois, introduzirem pelo menos três no útero. Para uma única tentativa, deixam cerca de R$ 15 mil na capital, entre despesas médicas e de hospedagem. Deixam também histórias de sacrifícios em nome da maternidade. Muitas desfrutam da sensação de ter um embrião no útero por poucos dias e não conseguem segurar a gravidez.
Segundo o diretor do escritório brasileiro da Rede Latino-Americana de Reprodução Assistida (Rede Lara), Assumpto Iaconelli, o Brasil tem cerca de cem clínicas de fertilização, quase a metade na Região Metropolitana de São Paulo, com algumas localizadas em cidades do interior do Estado. “Recebemos mulheres de outros países, principalmente africanas”, afirma Iaconelli. São Paulo é atraente para estrangeiras por razões econômicas. Para um leigo, R$ 15 mil investidos em uma única tentativa pode parecer caro, mas em países como os Estados Unidos custa o triplo. “Tudo é feito de forma que a mulher fique o menor tempo possível na cidade”, explica o especialista.
Roger Abdelmassih é um desses profissionais da fertilização que mais atraem candidatas à maternidade. Segundo ele, entre 60% e 65% das pacientes que atende por mês são de fora da cidade de São Paulo. Abdelmassih faz 150 fertilizações (ou “ciclos”, como ele fala) por mês. “Não precisa ficar mais do que um dia após a fertilização. Pode pegar avião, tudo”, diz. Maternidade é estatística para esses profissionais. Em pelo menos metade dos casos, a fertilização pode não dar certo, se feita em São Paulo ou no Chuí. As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.
Mai
11
Uma equipe de médicos da Santa Casa de Belo Horizonte fez neste sábado (10) a cirurgia de separação de gêmeas siamesas.
As meninas nasceram unidas pelo abdome e fígado em setembro e estavam internadas à espera da cirurgia. O hospital já recebeu 22 casos de siameses. Esse foi considerado simples porque as duas irmãs têm todos os órgãos.
Ana Clara e Ana Flávia devem ter alta em dez dias, e segundo os médicos, poderão levar uma vida normal.
Fev
26
A menina Iasmin Bernardino Moreno da Silva, de 5 anos, foi enterrada hoje em Calumbi, no Sertão de Pernambuco, a 407 quilômetros do Recife. Iasmin passou mal depois de comer bolacha de água e sal na noite de ontem. Levada pela mãe, Maria Ivaneide Bernardino, a um hospital em Serra Talhada (PE), ela morreu poucas horas depois, na madrugada de ontem.
Grávida de 8 meses do nono filho, Ivaneide deparou-se, ao retornar para casa, com os outros cinco filhos e um sobrinho, que também haviam comido o alimento, com os mesmos sintomas de intoxicação apresentados por Iasmin - dores na barriga e vômito.
Eles foram encaminhados para hospitais em Serra Talhada e Arcoverde (PE) e dois deles - os mais novos, de 2 e 3 anos - foram depois transferidos para o Hospital da Restauração, na capital pernambucana. Nenhum corre risco de morte.
O delegado regional Emanoel Serapião, que investiga o caso, afirmou acreditar que a morte foi causada por contaminação da bolacha com veneno. Restos do biscoito foram encaminhados para análise no Instituto de Criminalística de Salgueiro (PE), assim como uma pequena quantidade de um pó branco encontrado sobre um móvel da casa das crianças.
O laudo deve ficar pronto em 15 dias. O comerciante Gonçalo Teles, dono da mercearia onde a bolacha foi comprada, negou a informação de que a embalagem do produto estivesse roída. Em depoimento a Serapião, Teles disse não usar veneno para ratos e afirmou que o pacote de biscoito não estava violado.
Fev
24
O Ministério da Saúde confirmou mais uma morte causada pela febre amarela. A vítima é um homem que morava na área rural do Distrito Federal.
Ao todo foram registradas 17 mortes pela doença desde 16 de dezembro do ano passado, quando foi confirmado o primeiro caso. Até sexta-feira, foram notificados 59 casos suspeitos de febre amarela silvestre. Deste total, 33 foram confirmados, 23 descartados e 3 ainda estão em investigação.
O Distrito Federal é uma das áreas de risco de infecção pela doença, juntamente com os Estados de Goiás, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul.
O maior número de mortes foi registrado em Goiás, com 20 confirmações, o que representa 61% do total. Mato Grosso do Sul vem em segundo lugar, com 18%, seguido do Distrito Federal (15%) e Mato Grosso (6%). Também foram registrados casos suspeitos de febre amarela no Acre, Minas Gerais, Pará e Rondônia.
Entre as mortes confirmadas, segundo boletim do Ministério da Saúde, a maioria é de homens, com idade média de 41 anos. Os dados mostram ainda que 91% das pessoas que morreram por causa da doença não tinham sido vacinadas ou tomaram a vacina há mais de dez anos, ou seja, sua validade já estava vencida.
Fev
20
Centenas de especialistas analisam hoje na cidade de Chiang Mai, no norte da Tailândia, como explorar o potencial nutricional e comercial das mais de 1.400 espécies de insetos que pessoas de diferentes regiões do mundo consomem.
Durante a conferência patrocinada pela Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação (FAO), os especialistas se centrarão na identificação de métodos para criar insetos florestais comestíveis.
“Ainda temos poucos conhecimentos sobre o ciclo de vida destes insetos, seu potencial comercial e a forma de criá-los”, disse Patrick Durst, especialista da FAO.
Do total de espécies de insetos consumidas no mundo, 527 fazem parte da dieta alimentar em 36 países da África, em 29 da Ásia e em 23 das Américas.
Entre os insetos mais consumidos estão escaravelhos, gafanhotos, grilos, formigas, abelhas e borboletas, segundo o relatório da agência das Nações Unidas.
Segundo Durst, para conseguir aumentar o consumo de insetos comestíveis, é necessário que as empresas que os comercializam “melhorem o empacotamento e a promoção de seus produtos para atrair o potencial consumidor e ampliar assim a demanda, especialmente nas cidades”.
De acordo com os especialistas que participam da conferência, o aumento da demanda destas criaturas criará emprego e elevará o poder aquisitivo da população rural, sobretudo em países como Tailândia, onde pelo menos 200 espécies de insetos são consumidas.
Fev
18
Cientistas do Acre ajudaram no trabalho que obteve 15 mil seqüências
Observar os frutos do guaraná, com seus “olhos saltados” envoltos por cápsulas que oscilam entre tons de amarelo e vermelho, encanta e ilustra uma das inúmeras peculiaridades da natureza.
Este fruto, um dos símbolos da Amazônia, teve seu genoma seqüenciado por pesquisadores da Realgene - Rede da Amazônia Legal de Pesquisas Genômicas. Os resultados foram publicados na edição de janeiro do periódico científico Plant Cell Reports.
“Nós descobrimos vias metabólicas secundárias que nem suspeitávamos estarem ativas no fruto do guaraná. Suspeitamos que algumas dessas vias são responsáveis pela síntese de princípios ativos importantes para os efeitos do guaraná”, explica Spartaco Astolfi-Filho, coordenador da Realgene e líder do trabalho.
Dentre as vias metabólicas secundárias descritas no artigo, assim chamadas para se diferenciar do metabolismo de substâncias primárias como carboidratos e proteínas, estão as vias dos flavonóides, da cafeína e dos carotenóides.
Conhecido como energético e pelos efeitos de aumento da capacidade cognitiva e perda de peso, entre outros, o guaraná é bastante rico em cafeína: cerca de 3 a 6% do peso seco do fruto é de cafeína, comparado com 1 a 2,5% desta substância encontrada nos grãos de café, relatam os autores.
O grande desafio para a realização do trabalho, de acordo com Astolif-Filho, “foi construir e equipar laboratórios de biologia molecular em todos os estados da Amazônia, assim como treinar e educar bolsistas e estudantes de todos estados”.
Os equipamentos necessários para revelar o genoma do guaraná, os chamados seqüenciadores, já haviam sido adquiridos pelo projeto genoma nacional, e ficaram alocados nas universidades federais do Amazonas (UFAM) e do Pará (UFPA), e também no Instituto Nacional de Pesquisa da Amazônica (INPA).
Com a participação de pesquisadores de Manaus, Brasília, Belém, São Luís, Boa Vista, Macapá, Palmas, Porto Velho, Ribeirão Preto e Rio Branco, o trabalho levou quatro anos para ser concluído. A metodologia empregada foi a extração de RNA das sementes de guaraná, seguida da síntese da cadeia complementar de DNA e clonagem destes fragmentos de DNA em vetores bacterianos, os chamados plasmídeos.
Cerca de 15 mil seqüências foram obtidas e, com o auxílio de ferramentas de bioinformática, comparadas com seqüências depositadas em banco de dados internacionais. Por meio desta metodologia foi possível “garimpar” seqüências de interesse.
“Dar início ao estudo de alguns genes visando futuras aplicações biotecnológicas é um dos próximos passos do trabalho”, destaca Astoli-Filho, que também é pesquisador da UFAM. “Pretendemos demonstrar a expressão diretamente em diversos tecidos dos genes que consideramos relevantes”, conclui o pesquisador. Conhecido por muitos como criador de processos biotecnológicos, Spartaco desenvolveu com a BIOBRÁS (Bioquímica do Brasil S/A) a tecnologia de produção de insulina humana por engenharia genética.
Sobre o guaraná
O nome científico do guaraná, Paullinia cupana var. sorbilis, foi uma homenagem a C.F. Paullini, um botânico alemão que viveu no século dezoito. “A espécie foi descrita por Karl Sigismund Kunth em 1821, baseada em um material coletado por Humboldt e Bonpland às margens do Orinoco, próximo a San Fernando de Atabapo, Venezuela. O nome ‘cupana’ é o nome popular da planta na Venezuela. O nome guaraná já é de origem tupi - ‘uaraná’, e foi dado pelos Sateré-Maué, que forneceram as plantas para o uso medicinal e industrial no Brasil”, explica Eduardo Gomes Gonçalves, da Universidade Católica de Brasília e especialista em taxonomia vegetal.
O guaraná é cultivado nos estados do Amazonas, Bahia, Mato Grosso, Pará, Rondônia e Acre, e tem grande potencial econômico. Segundo relatório da Superintendência da Zona Franca de Manaus (SUFRAMA), estima-se que a produção atual de ramas de guaraná no país seja em torno de 4.300 toneladas/ano.
Dessa produção, estima-se que 70% seja absorvido pelas indústrias de refrigerantes gaseificados, sob a forma de xarope, enquanto que os 30% restantes são comercializados sob a forma de xarope, pó, bastão, extrato para consumo interno e para a exportação.
Xyllela x Guaraná - Mesmo com o referido potencial econômico, além das demais propriedades biológicas do guaraná que poderão ser melhor compreendidas após a conclusão dessa primeira parte do projeto, pouco se ouve falar sobre a publicação do genoma deste fruto. E por que a cobertura da mídia é tão discrepante quando comparada a do genoma da bactéria Xyllela fastidiosa? ”
A Xylella causa a doença do amarelinho da laranja, muito importante para a indústria de citros no Brasil; não creio que o guaraná tenha a mesma importância. Além disso, foi “o” projeto pioneiro de seqüenciamento no Brasil e se beneficiou em termos de publicidade por ter sido publicado na mesma época (julho de 2000) do primeiro anúncio do Projeto Genoma Humano (junho de 2000)”, destacou o jornalista Marcelo Leite, colunista do Jornal Folha de São Paulo e autor do livro “Promessas do genoma”.
Fev
16
O Paraguai recebeu neste sábado 800 mil doses de vacina conta a febre amarela, um dia após declarar estado de emergência diante da confirmação de seis casos da doença na sua variedade silvestre em mais de 30 anos, informaram fontes oficiais. O lote enviado pelo governo brasileiro permitirá às autoridades sanitárias ampliar a campanha de imunização e atender à crescente demanda por vacinas em todo o país.
O presidente paraguaio, Nicanor Duarte, declarou na quinta-feira estado de emergência nacional por 90 dias frente ao risco de uma epidemia da doença.
A confirmação de aproximadamente 10 casos, entre eles dois envolvendo mortes, em várias pontos da área metropolitana de Assunção, provocou pânico em milhares de paraguaios, que pedem uma vacinação em massa.
“Com a chegada deste importante lote, que obtivemos graças à declaração de emergência, epidemiologistas estão planejando uma nova estratégia para a vacinação em todo o país”, disse o ministro de Saúde, Oscar Martínez, a jornalistas, logo após o recebimento das vacinas.
O secretário de Estado explicou que espera alcançar um estoque de pouco mais de um milhão de doses nos próximos dias, após a chegada de 144 mil vacinas prometidas pelo governo peruano e de outras 100 mil solicitadas à Venezuela.
O Paraguai detectou há quase duas semanas um foco de febre amarela numa área rural do departamento de San Pedro, 200 quilômetros ao norte de Assunção, onde foram confirmados seis casos, com outros quatro sendo investigados, incluindo um fatal.
Fev
4
O helicóptero de resgate do Corpo de Bombeiros do Pará fez um pouso de emergência em uma das avenidas mais movimentadas de Belém, na manhã desta segunda-feira (4). O helicóptero transportava uma mulher grávida de 23 anos, que saiu do município de Curralinho (PA) e seguia para uma maternidade.
A criança deveria ter nascido no domingo (3). A viagem de barco até a capital seria muito demorada. Para garantir a sobrevivência do bebê e da mãe, a família pediu o helicóptero.
O trânsito foi interrompido para o pouso da aeronave. O local foi escolhido por ser o mais próximo da maternidade.
A mãe recebeu os primeiros cuidados ainda na ambulância que a esperava no local do pouso. Ela foi levada para a maternidade. G1
Fev
4
A falta de higiene entre os homens pode levar a uma doença muito comum e pouco divulgada: o câncer de pênis. A Sociedade Brasileira de Urologia (SBU) alertou para a importância de divulgar a necessidade higiene entre os homens de todas as idades
Segundo o presidente da SBU, José Carlos de Almeida, os homens com fimose podem se enquadrar no grupo de risco para câncer do pênis. Por fimose, entende-se a dificuldade ou impossibilidade de expor a glande (cabeça do pênis) porque a pele que a recobre tem um anel muito estreito. Normalmente, esse problema se resolve com uma cirurgia feita ainda na infância.
“Aquela criança com fimose que não opera, que mora em local às vezes com pouco acesso a profissionais de saúde, vai chegar aos 45 ou 50 anos e vai aparecer ali um câncer de pênis. Porque aquela glande nunca foi exposta e nunca foi higienizada”, explicou o especialista.
Almeida disse que a fimose não permite que se lave adequadamente a glande, porque ela está toda coberta por uma pele. “Então, aquelas secreções e elementos produzidos pelas glândulas jamais saem dali. E aquilo, ao longo do tempo, é um grande fator para o câncer de pênis”.
O presidente da SBU afirmou que essa doença não devia existir. “Na verdade, é uma doença completamente evitável com educação, com higiene e com diagnóstico da fimose. Operando a fimose, você está gerando uma prevenção do câncer de pênis”, garantiu.
O Brasil é um dos líderes mundiais na incidência de câncer de pênis, depois da Índia e da África. No Brasil, a relação é de um caso para 100 mil habitantes. Na Índia, a incidência é de 3,32 casos para 100 mil habitantes. A menor incidência é encontrada entre os judeus nascidos em Israel, próxima a zero. A circuncisão néo-natal, isto é, feita na criança, reduz em quatro vezes a chance de o indivíduo contrair essa doença.
O presidente da SBU declarou que todo esforço deve ser feito para erradicar a doença do Brasil. “Temos que abolir [o câncer de pênis] da nossa realidade, porque é um termômetro muito ruim para o perfil de um país”. Ele revelou que na Europa e Estados Unidos, essa doença aparece de forma muito esporádica. “Nós temos que dar uma dignidade maior a esse paciente e ao país, eliminando essa doença do cenário nacional”, sugeriu.
José Carlos de Almeida informou que os números disponíveis sobre a incidência dessa doença no Brasil não correspondem à realidade. “Os números são muito aquém da realidade. São em torno de 1,1 mil amputações por ano nos homens, totais ou parciais, em função do câncer de pênis”. Os casos de amputação aumentam 10% a cada ano no Brasil.
O presidente da SBU disse, ainda, que a divulgação da doença é problemática porque as grandes regiões que registram casos de câncer de pênis têm dificuldade de fazer as notificações. “Nós acreditamos que exista muito paciente com câncer de pênis sem estar sendo notificado”, avaliou.
A maior incidência da doença é no Nordeste e, dentro da região, a maior prevalência é no estado do Maranhão, associada à falta de higiene e ao aspecto da presença da fimose. “A fimose é o grande fator anatômico que impede o paciente de higienizar o pênis. A grande maioria dos pacientes que tem câncer de pênis é portadora de fimose, está já idosa e nunca teve condição de expor a glande para poder higienizar”, revelou o urologista.
Almeida defendeu que a urologia possa atuar na prevenção dessa doença em harmonia com a assistência básica à população. Ele acredita que a criação agora, pelo Ministério da Saúde, de um setor específico de atenção à saúde do homem pode “revolucionar o papel da urologia e do paciente urológico, principalmente no Sistema Único de Saúde (SUS), porque a urologia depende de infra-estrutura e aparelhos para funcionar e ser uma especialidade plena”.
Na avaliação do presidente da SBU, a urologia poderá contribuir com o ministério nesse setor da saúde do homem, em especial no que se refere a doenças pouco divulgadas e pouco tratadas da forma que deveriam. Entre elas, destacou o câncer de pênis e as doenças genitais masculinas