Jul
27
Uma pesquisa feita pelo neurocientista Fernando Gómez-Pinilla, da Universidade da Califórnia, aponta quais são os alimentos que fazem bem para o cérebro e melhoram as faculdades mentais do ser humano.
Em entrevista concedida ao ‘Fantástico’, em Los Angeles (EUA), o neurocientista afirma que analisou estudos de várias partes do mundo e concluiu que, de fato, existem alimentos capazes de melhorar o desempenho do cérebro e de prevenir sua degeneração
Nozes, castanhas e óleos vegetais, como o azeite de oliva, contêm nutrientes que são excelentes antioxidantes.
Gómez-Pinilla explica que o cérebro consome muita energia para funcionar e isso deixa como resíduos muitos químicos oxidantes. Além disso, a massa cinzenta é feita em grande parte de material oxidável. Portanto, para o cérebro não enferrujar, é preciso antioxidantes.
Lentilha, couve-flor, aspargo, espinafre, abacate, contêm vitaminas B, D e E, que também são antioxidantes. O espinafre também é bom por conter ácido fólico, assim como o suco de laranja. Vários dos estudos analisados afirmam que o ácido fólico pode ajudar a memória, a fluência da fala e a velocidade de processamento das informações.
Peixes gordos, como o salmão, contêm a vedete dos “remédios naturais” para o cérebro: o ácido graxo ômega-3. Presente também nas castanhas. O ômega-3 dá ao cérebro maior fluidez e plasticidade, o que aumenta sua capacidade de transportar sinais, mensagens.
Existem vários nutrientes que agem no cérebro, por isso, para melhorar seu funcionamento, é fundamental ter uma boa alimentação variada.
Mas não é só: além de uma boa alimentação, é aconselhável buscar coisas interessantes para fazer. Atividades estimulantes também ajudam a manter o cérebro saudável.
Não existe uma fórmula. Tanto para o cérebro quanto para a saúde em geral, o segredo está na variedade. Pouca gordura, muita atividade física e dê preferência aos alimentos frescos.
G1
Jul
25
O governador José Serra assinou na noite desta quinta-feira, 24, decreto que concede a isenção de ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) na importação de um aparelho batizado de Cíclotron, pela Fundação Antônio Prudente, instituição reconhecida como excelência mundial na pesquisa e tratamento do câncer. Com o ato, o governo estadual busca acelerar o diagnóstico e a pesquisa sobre o câncer beneficiando a população de todo o Brasil.
O equipamento, avaliado em R$ 4,95 milhões, será cedido ao hospital em regime de comodato por uma empresa da Bélgica. A previsão é que o aparelho com 25 toneladas desembarque no Porto de Santos ainda neste semestre. Contudo, sua operação está prevista apenas para o primeiro trimestre do próximo ano.
A isenção de ICMS concedida pelo governo paulista permitirá mais autonomia ao Hospital do Câncer, que não dependerá mais do fornecimento do radiofármaco FDG (Flúordesoxiglicose) do Ipen (Instituto de Pesquisa Nuclear). Hoje, o Ipen mantém dois equipamentos similares, porém seu uso para pesquisa com câncer é restrito.
Com o aparelho, responsável pela produção do FDG – chamada pelos especialistas de Glicose Radioativa - é possível identificar tumores que ainda não se manifestaram. “Trata-se de um equipamento de última geração na pesquisa do câncer. É um equipamento do século XXII”, observou o secretário estadual da Saúde, Luiz Roberto Barradas. Todo o trabalho das instituições do Estado de São Paulo dependem da produção de FDG pelos equipamentos do Ipen - tanto para o diagnóstico como para a pesquisa.
“Será o quarto equipamento desse tipo no Brasil. Três deles ficarão em São Paulo. O outro vem sendo montado em Recife”, comentou o diretor-presidente da Fundação Antônio Prudente, Ricardo Renzo Brentani, depois de participar de uma audiência no Palácio dos Bandeirantes com uma equipe de especialistas e os secretários Mauro Ricardo (Fazenda) e Aloysio Nunes (Casa Civil). Portal Governo de SP
Jul
24
O uso freqüente do telefone celular pode aumentar o risco de uma pessoa ter câncer, dada a radiação eletromagnética emitida pelo aparelho, advertiu hoje o diretor do Instituto do Câncer da Universidade de Pittsburgh, Ronald Herberman.
Herberman distribuiu uma advertência aos docentes e empregados do instituto para que limitem o uso do telefone celular.
“Realmente o motivo principal da minha preocupação é que não deveríamos esperar que haja um estudo definitivo sobre este assunto, mas é melhor estar agora errado por ser cauteloso, que lamentar mais adiante”, disse Herberman.
O especialista afirmou que sua recomendação se sustenta na “assessoria de um painel internacional de especialistas” que inclui cientistas da França, Itália e Holanda.
“Os campos eletromagnéticos gerados pelos telefones celulares devem ser considerados um perigo potencial para a saúde humana”, diz.
“Não passou tempo suficiente para que tenhamos dados conclusivos sobre os efeitos biológicos dos telefones celulares e outros aparelhos telefônicos sem fios, uma tecnologia que agora é de uso global”, acrescentou.
Herberman disse que “os estudos com humanos não indicam que os celulares sejam inócuos, e também não indicam que sejam perigosos.
Mas um conjunto crescente de provas indica que deveríamos reduzir a exposição enquanto continua a pesquisa sobre o assunto”.
O especialista da universidade do estado da Pensilvânia, nos Estados Unidos, assinalou que os fabricantes de telefones celulares e sem fio declaram que os aparelhos emitem radiação eletromagnética.
“É provável que os campos eletromagnéticos penetrem mais profundamente o cérebro das crianças que o dos adultos”, escreveu Herberman.
No entanto, à revelia de provas definitivas de que os campos eletromagnéticos dos telefones celulares causem câncer, “não deveríamos falar da necessidade de medidas preventivas, como no caso do tabaco”, ressaltou.
À espera de informação mais conclusiva, Herberman mencionou várias medidas que ele acredita serem convenientes, e que incluem que não se permita o uso de telefones celulares por crianças “exceto em emergências”.
Herberman mencionou que “os órgãos em desenvolvimento de um feto ou de uma criança são provavelmente os mais sensíveis aos efeitos possíveis da exposição a campos eletromagnéticos”.
“Quando se comunicar usando seu telefone celular procure mantê-lo o mais longe do corpo possível”, acrescentou. EFE
Jul
24
Quem comprou o antiinflamatório Prexige de 100 miligramas, que teve o registro cancelado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) na terça-feira, pode pedir reembolso do valor pago pelo remédio a partir de amanhã em qualquer farmácia do País. A medida vale também para o Prexige 400 mg, com venda suspensa por 90 dias.
O laboratório Novartis, que produz o medicamento, informou que o consumidor deve levar à farmácia no mínimo um comprimido fechado na cartela e a caixa do medicamento. Não é preciso nota fiscal e nem procurar a mesma loja em que o remédio foi comprado. O reembolso será de acordo com o preço máximo de cada farmácia.
A Anvisa recomenda que os usuários do antiinflamatório procurem um médico para substituir o remédio. Reações adversas levaram a Anvisa a proibir a venda do Prexige 100mg e suspender a do Prexige 400mg. De julho de 2005 (quando foi liberado no Brasil) a abril de 2008, aconteceram 1.265 casos de reações ao medicamento. No mundo todo, foram 3.585 casos nesse período, sendo que a venda do remédio hoje só é permitida em seis países.AE
Jul
23
Os pesquisadores usaram a planta para como “fábrica” - ou incubadora - de um anticorpo químico capaz de combater linfoma folicular de célula-B, um tipo de câncer do grupo de linfomas não-Hodgkin.
As células deste tipo de câncer possuem uma característica peculiar: se reproduzem criando clones idênticos que carregam o mesmo anticorpo na sua superfície exterior. Essa “marca” é peculiar a este tipo de câncer e não é encontrada em células saudáveis.
A estratégia da vacina criada a partir da folha do tabaco é injetar os anticorpos do câncer no paciente diagnosticado com a doença, estimulando o seu sistema imunológico para reconhecer e destruir as células do linfoma.
A vacina está na fase inicial de testes e foi utilizada em apenas 16 pacientes para testar os efeitos colaterais dos anticorpos produzidos pelas plantas. O resultado da primeira fase foi publicado nesta semana na revista científica Proceedings of the National Academy of Sciences.
Fábrica
Para fazer a planta produzir a vacina, os cientistas isolam a célula cancerígena do paciente em laboratório, extraem o gene responsável pela produção do anticorpo e o injetam no chamado “vírus do mosaico do tabaco” – um parasita que ataca as células das plantas e se reproduz rapidamente.
Os cientistas então infectam a planta com o vírus e as células afetadas começam a produzir grandes quantidades do anticorpo. Depois de alguns dias, os anticorpos são extraídos das folhas do tabaco e injetados no paciente.
Segundo os pesquisadores, são necessárias apenas algumas plantas para produzir a quantidade de vacina necessária para tratar um paciente.
No entanto, cada pessoa produz um tipo diferente de anticorpo e, por isso, cada paciente precisaria de uma vacina personalizada.
De acordo com o estudo, o processo de produção da vacina em plantas é vantajoso porque não sai caro e é rápido.
“É uma tecnologia bem bacana e é muito irônico um tratamento para câncer feito com base em tabaco. Isso me chamou a atenção”, disse Ronald Levy, que lidera a equipe de cientistas.
Para o professor Charles Arntzen, da Universidade do Arizona, a velocidade do processo de produção da vacina poderia levar os pacientes a esperar por sua vacina personalizada em vez de tentar outro tipo de tratamento.
Um porta-voz da Cancer Research UK, entidade beneficente britânica de fomento a pesquisas sobre câncer, afirmou que são necessárias mais pesquisas para avaliar o efeito real da vacina.
“Enquanto esses resultados são potencialmente muito empolgantes, os testes foram feitos em pequena escala, estão em estágio inicial e não avaliaram se a vacina realmente reduz o tamanho dos tumores”, afirmou o porta-voz.
“Esse estudo oferece uma boa base, mas uma pesquisa maior será necessária para testar o sucesso dos anticorpos produzidos pelas plantas em combater o linfoma não-Hodgkin”, concluiu.BBC
Jul
22
Julho é o mês mais seco dos últimos 14 anos em São Paulo. A umidade ficou abaixo dos 30% em cidades como São José do Rio Preto, no interior Paulista. Umidade abaixo do nível considerado aceitável também foi registrada em Campo Grande, em Mato Grosso do Sul.
O tempo seco mantém em alerta 13 estados e o Distrito Federal. “Essa situação deve perdurar até final de agosto. Só em setembro começa a temporada de chuva no centro-oeste e sudeste do Brasil”, diz o meteorologista Alexandre Galvão.
A umidade que falta no ar, a família do biólogo Rogério Pazetti produz dentro de casa, espalhando toalhas molhadas e bacias. Uma diversão para os oito filhos do casal.
Três crianças tiveram problemas respiratórios nesse inverno. A bebê de 4 meses tem de fazer inalação.
“A gente percebe que quando toma essas iniciativas de bacia com água, toalha molhada, eles passam melhor à noite. A gente sente menos os efeitos da secura no ar”, diz o biólogo.
Um remédio para baixa umidade é alta tecnologia, que tem custo, mas não decepciona quem pode fazer uso dela. A casa de uma família de alérgicos em São Paulo foi projetada especialmente para ser uma espécie de bolha, que protege dos males do tempo seco.
O ar que entra na casa passa por uma cascata, que retém partículas de poeira. No telhado, instrumentos medem temperatura e umidade, monitoradas por controle remoto. A umidade, que lá fora é de 30%, sobe para 47% com a ajuda de umidificadores.
“O período que fico dentro de minha casa, tenho qualidade de vida pra viver fora dela”, diz o empresário Sérgio Cordeiro.
Seja qual for o orçamento, a melhor receita segundo os médicos é uma só: beber muita água.G1
Jun
28
Em agosto próximo, homens e mulheres com idade entre 20 e 39 anos serão orientados a receber a vacina contra a rubéola, mesmo que já tenham tido a doença ou sido vacinados no passado.
A meta do Ministério da Saúde é vacinar 61,8 milhões de pessoas nesta faixa etária, focando os homens jovens, que respondem pela maioria dos casos da doença no Brasil. Só no Estado de São Paulo, os homens entre 20 e 29 anos responderam por 50,5% dos 1.659 casos de rubéola registrados em 2007 –contra 66 em 2006. Foi o maior número de casos da doença no Estado desde 2000, quando houve um total de 2.566 registros.
Causada por um vírus, a rubéola é mais comum na infância, mas também atinge adultos e é especialmente perigosa em grávidas –pode causar má-formação do feto. Tem como principais características o aparecimento de urticárias na pele e de ínguas ou caroços.Folha
Jun
24
Em três dias - 12 bebês morrem na maior maternidade do PA
Ciências e Saúde, Destaque, Pará, Ultimas noticias | Leave a Comment
O governo do Pará confirmou a morte de 12 bebês na Fundação Santa Casa de Misericórdia, a maior maternidade do Pará. As mortes ocorreram entre sexta-feira (20) e domingo (22).
Em nota, o governo informou que o número de óbitos está de acordo com a taxa aceita pela Organização Mundial de Saúde (OMS).
A gerência de neonatologia da Santa Casa está analisando os prontuários dos pacientes da UTI Neonatal.
O sindicato dos médicos alega que falta estrutura no hospital.G1
Jun
21
Uma menina de 3 anos morreu nesta sexta-feira (20) asfixiada por um bolo do verme popularmente conhecido como lombriga (Ascaris lumbricoides). Ela foi encontrada morta pelos tios, com quem morava.
O responsável pelo Instituto Médico Legal (IML) de São Miguel do Oeste, Eloir Wurzius, disse que a garganta da menina estava obstruída pela presença dos vermes. “Há mais de 15 anos que não via um caso desses”, disse Wurzius, que há 24 anos trabalha no local.
O médico e secretário de Saúde de São Miguel do Oeste, Lairton Scheffer, disse que o caso foi surpreendente, pois todo o município é coberto por agentes de saúde. Segundo ele, pelo menos uma vez por mês os agentes visitam as famílias.
De acordo com Scheffer, o bairro São Luís, onde reside a família, é um dos mais pobres de São Miguel do Oeste. A doença tem maior ocorrência em regiões em que há falta de saneamento e higiene.
O secretário disse que apesar da morte ser algo incomum, a doença é comum. Segundo a Organização Mundial de Saúde, o parasita infecta um quinto da população mundial.
O delegado da Polícia Civil de São Miguel do Oeste disse que não deve instaurar inquérito para apurar a morte, já que, apesar da possibilidade de ter ocorrido algum descuido, houve uma causa natural.
(*G1/Com informações do Diário Catarinense)
Jun
19
O ritmo de perda de gelo no oceano Ártico, que se acelerou nas últimas duas décadas, se encaminha a outro recorde este ano, afirmou hoje um cientista da Universidade do Colorado (Estados Unidos).
“Ao fim do inverno (hemisfério norte) havia no Ártico mais gelo do mar que em anos recentes, mas a perda de manto gelado se acelerou”, disse à Agência Efe Mark Serreze, um cientista do Centro Nacional de Dados sobre Neve e Gelo (NSIDC, em inglês), de Boulder, Colorado.
O NSIDC documentou a extensão do manto gelado no Ártico e na Antártida por mais de uma década, e mediu as perdas de gelo em ambas as regiões durante os verões (hemisfério norte).
Sobre esta base desses dados, o Centro faz projeções do futuro da cobertura de gelo.
Os cientistas do NSIDC calcularam que, se continuarem as mudanças climáticas globais, o Ártico poderia perder todo o gelo durante o verão dentro de cinco a dez anos.
Em vários verões do hemisfério norte, a maior parte da perda de gelo no Ártico ocorreu na metade desse oceano, entre o norte do Canadá, Alasca (EUA) e Sibéria (Rússia), enquanto a região ao nordeste da Groenlândia e da Escandinávia conservou o manto de gelo.
“Isto varia a cada ano e responde às relações entre padrões climáticos e circulação atmosférica”, explicou Serreze.
No verão de 1980, o manto gelado sobre o Ártico cobria 7,8 milhões de quilômetros quadrados, e, no ano passado, a cobertura se restringiu a 4,2 milhões de quilômetros quadrados.
“Na Antártida, por outro lado, houve um leve aumento da cobertura de gelo sobre os mares que rodeiam o continente”, disse Serreze. “Isto pode se dever, também, ao impacto da circulação atmosférica”.
A perda da cobertura de gelo pelo aquecimento global, por sua vez, acelera o aumento da temperatura dos mares e da atmosfera, explicam os especialistas.
O gelo aumenta a reflexividade da superfície aos raios do Sol, e se a água oceânica se derreter, absorve mais energia solar e se aquece mais rapidamente.Fonte: EFE