Ago
4
O diretor de Geração Leste da Companhia Energética de São Paulo (Cesp), Sílvio Roberto Areco Gomes, avaliou hoje que a retomada do processo de privatização da empresa ainda esbarra na definição, por parte do governo federal, de uma solução para a renovação das concessões das usinas hidrelétricas que vencem em 2015.
O assunto está sendo discutido por um grupo de trabalho criado no âmbito do Ministério de Minas e Energia, que deverá ampliar o escopo das discussões para tratar também do vencimento das concessões nos segmentos de distribuição e transmissão. Gomes acredita que no caso das geradoras a perda de lastro (ou geração de energia para honrar os contratos) está sendo considerada pelo governo federal. De qualquer forma, “o que interessa é resolver o problema do setor, com regras claras e válidas para todo mundo”, aponta.
A expectativa é de que o grupo apresente uma posição sobre o assunto até dezembro. A partir daí, as perspectivas são de que o tema passe também pelo crivo do ministério e também por sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Ainda assim, a decisão dependerá do objetivo que se deseja atingir, ou seja, tratar das renovações de todos os segmentos do setor ou apenas da geração.
“Acredito que não dá para tocar o processo de privatização ainda este ano, já que os investidores colocaram de forma clara que a privatização só ocorreria se o problema da concessão estivesse definido. Se o governo do Estado continuar na intenção de vender, isso deve acontecer somente a partir do ano que vem, a não ser que estas ações tenham uma solução específica para o caso da Cesp.”
No caso da empresa, estão nesta situação as usinas de Jupiá e Ilha Solteira, que juntas têm uma potência instalada de aproximadamente 3 mil megawatts (MW), que representam cerca de 70% da capacidade de geração da companhia.
Conforme o executivo, “o processo de privatização da Cesp foi suspenso, não foi cancelado. O estado de privatização permaneceu. Os fundamentos legais que suportam essa decisão continuam válidos”. Ele considerou ainda que há um empenho do governo estadual em discutir o assunto.AE
Jul
30
O presidente da Comissão Européia (CE), José Manuel Durão Barroso, expressou sua “profunda decepção” pelo fracasso do relançamento da Rodada de Doha para a liberalização comercial, e assegurou que o bloco “fez absolutamente todo o possível” para chegar a um acordo.
“É uma profunda decepção para a União Européia (UE), a CE e para mim”, afirmou Barroso em comunicado.
A CE recomendará aos Estados-membros que avaliem este resultado e que se preparem para voltar a se comprometer com os principais parceiros da UE “no momento adequado”.
Barroso reconheceu que se trabalhou para conseguir um “acordo justo e equilibrado” que poderia ter gerado uma situação benéfica para todas as partes e um impulso à economia mundial que teria sido “muito bem amparado”.
“Fizemos absolutamente tudo que pudemos para conciliar os diferentes pontos de vista e chegar a um compromisso”, ressaltou.
Além disso, Barroso afirmou que este fracasso “não questiona a necessidade de avançar”, especialmente para beneficiar os países em desenvolvimento.
Jul
3
A inadimplência das empresas apresentou queda de 2,7% nos cinco primeiros meses de 2008, na comparação com o mesmo período de 2007, revela o Indicador Serasa de Inadimplência Pessoa Jurídica.
O levantamento da Serasa, uma empresa do grupo Experian, aponta ainda que na comparação entre maio de 2008 e maio de 2007, a inadimplência das pessoas jurídicas diminuiu 7,5%. Já na relação entre maio de 2008 e abril último, a queda foi de 0,3%...como consultar serasa gratuitamente
Os títulos protestados seguiram liderando o ranking da inadimplência das empresas nos cinco primeiros meses de 2008, com uma participação de 42,3% no indicador. No período de janeiro a maio de 2007, os protestos tiveram 39,8% de representatividade. Como consultar spc e serasa gratis..
Em seguida estão os cheques devolvidos, que de janeiro a maio deste ano representaram 38,5% da inadimplência das pessoas jurídicas, enquanto no mesmo período de 2007 tal participação foi de 38,6%.
Fechando o ranking, as dívidas com os bancos tiveram uma representatividade de 19,2% nos cinco primeiros meses de 2008, abaixo dos 21,6% obtidos no mesmo acumulado de 2007.
Quanto ao valor médio das dívidas, de janeiro a maio de 2008 as pendências com os bancos tiveram um valor médio de R$ 4.456,91, resultando em alta de 8,7% na relação com os cinco primeiros meses de 2007.
Os títulos protestados, por sua vez, registraram de janeiro a maio deste ano um valor médio de R$ 1.473,08, com alta de 2,7% sob o valor médio do mesmo período do ano passado. Já os cheques devolvidos, até maio deste ano apresentaram um valor médio de R$ 1.273,60, o que representou uma elevação de 12,4% ante o acumulado de janeiro a maio de 2007.
Análise
Os técnicos da Serasa afirmam que a queda da inadimplência das pessoas jurídicas, no período de janeiro a maio de 2008, é decorrente do nível de atividade da economia doméstica que, apesar da relativa acomodação neste início de ano, ainda permanece positivo em relação ao mesmo período de 2007. Essa expansão tem permitido a melhora do fluxo de caixa das empresas, o que, conseqüentemente, favorece o pagamento dos fornecedores e a quitação dos financiamentos e empréstimos tomados para atender às necessidades de capital de giro e de investimentos das empresas.
Esse movimento é confirmado pela comparação mensal, visto que houve queda interanual de 15,0% do indicador em março e de 7,5% em maio deste ano ante iguais meses de 2007. Embora os protestos continuem como os mais representativos da inadimplência, a participação das dívidas com os bancos caiu 2,2 p.p. (pontos percentuais) de 21,5% em maio de 2007 para 19,3% em maio de 2008. Esse movimento mostra também que as empresas estão se financiando com seus fornecedores, que é o crédito mercantil - de empresas para empresas.
Segue o alerta de que a inadimplência do consumidor se mantém elevada, o que pode respingar na tesouraria e na rentabilidade das empresas menos organizadas financeiramente - aquelas que concedem o crédito de forma inadequada, o que poderá causar sua própria inadimplência. Isso ocorre, sobretudo, nas micro, pequenas e médias empresas.consulta de spc e serasa gratuita
Metodologia
O Indicador Serasa de Inadimplência Pessoa Jurídica, por analisar eventos ocorridos em todo o Brasil, reflete o comportamento da inadimplência em âmbito nacional. O modelo estatístico de múltiplas variáveis considera as variações registradas no número de cheques sem fundos, títulos protestados e dívidas vencidas com instituições financeiras. É divulgado mensalmente pela Serasa, desde 2002.
A Serasa, uma empresa do grupo Experian, é a maior empresa do Brasil em pesquisas, informações e análises econômico-financeiras para apoiar decisões de crédito e negócios e referência mundial no segmento. Participa ativamente no respaldo às decisões de crédito e de negócios tomadas em todo o Brasil, facilitando aproximadamente 4 milhões de negócios por dia, para mais de 400 mil clientes diretos ou indiretos…consultar spc e serasa gratuita
Jun
27
O Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M) novamente salgado, combinado com a alta do petróleo e o ambiente externo tenso, reforçam o nervosismo no mercado futuro de juros, que começa a questionar se o Banco Central poderá, realmente, manter o ritmo de aperto monetário diante do atual cenário.
As taxas dos contratos de depósito interfinanceiro (DIs) vêm ampliando a alta. Mas, desta vez, operadores consideram que a curva de juros assume um nível mais alto porque, de fato, o mercado está vislumbrando o risco de o BC ter de adotar uma nova estratégia de política monetária. “Embora o BC afirme que a alta da inflação já estava no cenário, o mercado vai testar a convicção do BC”, afirma um operador. Nos dois últimos encontros, o Comitê de Política Monetária (Copom), elevou a taxa básica de juros, a Selic, em 0,50 ponto porcentual cada, para os atuais 12,25% ao ano.
Lá fora, a aversão ao risco segue pesando sobre os negócios. E o petróleo alimenta o medo da inflação global. Ontem, o barril bateu a inédita marca de US$ 140,00 durante a sessão de negócios e hoje a matéria-prima (commodity) já é negociada acima deste nível na Bolsa Mercantil de Nova York (Nymex, na sigla em inglês).
Por aqui, as notícias também não amenizam. O Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M) mostrou nova aceleração em junho, eliminando por completo a percepção de que a inflação poderia, enfim, ingressar em um período de acomodação. A taxa subiu 1,98% este mês, ante alta de 1,61% em maio. Foi a maior taxa para esse índice de inflação desde fevereiro de 2003, quando subiu 2,28%.
Por causa da constatação de que a inflação continua em uma trajetória ascendente - o que já havia sido mostrado pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo - 15 (IPCA-15) de junho, nesta semana -, e de que o petróleo e as commodities estão longe de dar um refresco, o mercado começa a considerar que o BC vai ter de ajustar seu passo. Investidores já apostam em uma alta de 0,75 ponto porcentual na Selic nas próximas reuniões do ano, inclusive na de julho. “O mercado mudou de patamar, porque enxerga uma nova piora no balanço de riscos”, afirma um operador.
Após abertura dos negócios na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), o DI com vencimento em janeiro de 2010 avançava para 15,01% ao ano, de 14,98% ao ano ontem; o DI com vencimento em janeiro de 2009 subia de 13,30% ao ano para 13,32% ao ano.
Jun
26
A confiança do consumidor francês registrou uma baixa recorde em junho, pior do que a previsão dos economistas. O resultado oferece ao governo um sinal pouco animador das perspectivas econômicas no país este ano.
A Agência Estatal de Estatísticas (Insee) anunciou nesta quinta-feira que todos os componentes de seu indicador de confiança do consumidor caíram neste mês, provocando uma queda para -46, ante a uma leve alta revisada de -42 em maio. Os números de junho são os mais baixos desde que a agência iniciou a pesquisa em 1987.
Os economistas ouvidos pela Dow Jones Newswires previram que o índice de junho seria de -41.
A confiança do consumidor francês foi de -13 em junho do ano passado, o mais alto nível desde 2003. A queda tem sido provocada pelas preocupações com a inflação, a desaceleração do crescimento da economia e mais recentemente pela alta dos preços do petróleo e dos gêneros alimentícios básicos.
“A forte degradação afeta a opinião dos consumidores sobre as expectativas para o desenvolvimento de seu padrão de vida”, disse o Insee. “Eles estão também pessimistas sobre sua situação financeira pessoal.”
Os números são ameaçadores para o crescimento da economia francesa, que poderá cair para cerca de 1,6% em 2008, ante 2,1% no ano passado, segundo estimativa da Insee divulgada na semana passada. A economia do país é conduzida pelos consumidores, o que faz com que qualquer queda na confiança seja preocupante. As informações são da Dow Jones.
Jun
23
Cingapura - A inflação da Cingapura registrou a maior alta em 26 anos em maio, puxada pela alta dos preços dos alimentos e da energia.
O índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) avançou 7,5% no mês passado, em comparação com o mesmo período de 2007, depois de subir no mesmo ritmo em abril, de acordo com um comunicado divulgado nesta segunda-feira pelo Departamento de Estatísticas. A alta de abril foi a maior desde 1982.
Os economistas ouvidos pela Dow Jones Newswires previram um aumento de 7,7% para a inflação.
O Banco Central do país endureceu sua política monetária pelo segundo encontro consecutivo em abril e maio, elevando a meta da inflação em 2008 para 5%-6%.
Os preços dos alimentos subiram 9% em maio, ante o mesmo período do ano passado, conduzidos pela alta dos preços do arroz, óleo e leite.
As despesas com acomodação também contribuíram para o aumento da inflação, com o componente moradia do índice avançando 12,4%.
Os preços de transportes aumentaram em maio, com a elevação das tarifas do táxi e dos preços da gasolina.
O índice subiu 0,3% em maio, em termos ajustados sazonalmente, e 0,9% em abril, em comparação com o mês anterior.
Em termos não ajustados, o CPI avançou 0,2% em maio, em relação a abril. As informações são da Dow Jones
Jun
17
A Votorantim Cimentos anunciou ontem investimentos de R$ 300 milhões na construção de uma nova linha de produção na fábrica que possui em Nobre (MT). A expansão, prevista para ser concluída em dois anos, elevará a capacidade de produção da fábrica dos atuais 1 milhão para 2 milhões de toneladas de cimento por ano. Com o anúncio de ontem, os investimentos totais da Votorantim na produção de cimento devem somar R$ 2 bilhões até 2010.
“Vamos investir para aumentar a produção e atender à demanda crescente por cimento nos Estados de Mato Grosso, Rondônia e Acre. Entendemos que a indústria da construção civil vive um novo ciclo de crescimento sustentável no País”, diz Marcelo Chamma, diretor-comercial da Votorantim Cimentos. Segundo ele, a produção adicional será toda absorvida pela região e atende à necessidade da empresa de estar mais próxima desse mercado de consumo.
Na mesma fábrica, a empresa investiu também R$ 80 milhões para implantação de um novo forno de pozolana (um dos insumos que compõem o cimento), com capacidade de produzir 320 mil toneladas por ano da matéria-prima, com previsão de entrar em operação até o fim do ano. O plano de investimentos até 2010 prevê ainda a construção de quatro novas fábricas integradas de cimento, cinco novas moagens, reativações de fábricas, reforma, ampliação e modernização de unidades de cimento e argamassa.
Jun
16
As ações brasileiras são negociadas com desvalorização nos primeiros negócios desta segunda-feira, no início desta sessão na Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo). Investidores e analistas continuam preocupados com a inflação e a perspectiva de um aperto monetário (alta dos juros básicos de uma economia) em nível mundial.
Na semana passada, alguns agentes financeiros começaram a operar sob perspectiva de uma possível alta dos juros americanos em 0,25 ponto percentual.
O Ibovespa, principal índice de ações da Bolsa paulista, cede 0,91%, para os 66.594 pontos. Na sexta-feira, a Bolsa fechou em baixa de 0,17%.
O dólar comercial é negociado a R$ 1,630 para venda, em retração de 0,36%. A taxa de risco-país marca 187 pontos, número 1,63% superior à pontuação final da semana passada.
Na Ásia, as principais Bolsas de Valores tiveram um momento de recuperação, após dias de quedas consecutivas, a exemplo de Xangai (0,2%) e Tóquio (2,72%). Na Europa, a Bolsa de Londres perde 0,57%.
Entre as primeiras notícias do dia, o barril de petróleo já bate novo recorde, a US$ 138,60 na praça de Nova York, nos primeiros negócios desta segunda-feira.
O boletim Focus, do Banco Central, revelou que os economistas do setor financeiro revisaram pela 12ª semana consecutiva suas projeções para a inflação: o IPCA previsto para 2008 subiu de 5,55% para 5,80%. Eles também aumentaram suas apostas para a taxa Selic, de 14% para 14,25%.
Na sexta-feira à noite, a Petrobras informou que sua produção média de petróleo e gás natural cresceu 7% em maio na comparação com o mesmo mês do ano passado e 0,4% sobre abril. A produção ficou em 2.165.430 barris de óleo equivalente por dia (boe).
Jun
16
Ribeirão Preto, SP - Após cinco quedas seguidas, o preço médio do álcool hidratado subiu 0,99% nas usinas paulistas na última semana e fechou cotado, em média, a R$ 0,6390 o litro, ante os R$ 0,6327 da semana anterior, segundo dados apurados pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq).
Já o litro do anidro, misturado em 25% à gasolina, recuou pela quarta semana seguida e foi negociado, em média, a R$ 0,7672, queda de 2,59% sobre os R$ 0,7876 da última semana, de acordo com a entidade de pesquisa econômica da Universidade de São Paulo (USP). Os preços dos dois combustíveis são calculados sem impostos.
Segundo a equipe do Cepea/Esalq, as usinas reduziram a oferta do álcool hidratado durante a semana na tentativa de pressionar o preço e obtiveram sucesso. Já no caso do anidro, a oferta maior e a demanda menor resultaram na queda do preço.AE
Jun
16
Os preços ao consumidor da zona do euro aumentaram mais que o esperado em maio, segundo dados revisados da Eurostat. Os preços nos 15 países da Europa que usam o euro subiram 0,6% sobre abril e 3,7% ante maio de 2007, impulsionados pelos maiores custos de combustível e alimentos. A inflação ficou acima da estimativa inicial de 3,6%, divulgada no mês passado. Em abril, os preços subiram 0,3% sobre março e 3,3% na comparação anual.
Nos 12 meses até maio, os preços de combustível para transporte subiram 15,2%, enquanto o óleo para calefação saltou 47,5%, impulsionando a taxa de inflação em comparação anual para seu maior patamar desde junho de 1992.
O núcleo da inflação, que exclui alimentos, energia, álcool e tabaco, subiu 0,3% no mês e 1,7% na comparação anual. As informações são da Dow Jones.