Jun
13
Brasília - Pesquisa realizada pelo Programa de Orientação e Proteção ao Consumidor (Procon) de São Paulo constatou junto a dez instituições bancárias que a taxa média mensal de juros para empréstimo pessoal aumentou de 5,59% no mês passado para 5,61% este mês. O maior aumento foi de um banco oficial, o Banco do Brasil, que alterou sua taxa de 5,60% para 5,90%.
Dos demais bancos pesquisados, apenas o HSBC aumentou sua taxa de empréstimo pessoal de 4,74% para 4,78%, na comparação de maio para junho, enquanto o Unibanco baixou de 6,59% para 6,45% ao mês. Os outros bancos pesquisados (Caixa Econômica Federal, Itaú, Bradesco, Nossa Caixa, Real, Safra e Santander) mantiveram as taxas de crédito pessoal.
A mesma pesquisa verificou que o aumento foi maior nos juros do cheque especial, cuja taxa média de 8,61% ao mês, em maio, evoluiu para 8,73%. Nesse caso, a maior variação (de 10,74%) foi do Santander, que alterou a taxa de 8,38% no mês passado para 9,28%. O BB também aumentou sua taxa de 8,15% para 8,30%, enquanto o HSBC passou de 8,43% para 8,60%. Nos demais bancos não houve alteração na taxa do cheque especial.
Stênio Ribeiro
Repórter da Agência Brasil
Jun
11
Rio de Janeiro - O setor de calçados brasileiro exportou até abril deste ano 2% a mais do que no primeiro quadrimestre do ano anterior, alcançando US$ 684 milhões. A informação foi dada hoje (10) na bolsa de negócios da moda Fashion Business, no Rio, pelo diretor da Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados), Maurício Medeiros. Ele também é vice-presidente da Associação Brasileira de Estilistas (Abest).
“Isso significa um trabalho também focado no alto valor agregado”, afirmou Medeiros, referindo-se ao crescimento das exportações no primeiro quadrimestre do ano. “Está se deixando de exportar commodities (produtos básicos minerais e agrícolas comercializados no exterior) e está se exportando marca”, acrescentou.
Ele lembrou que há cerca de quatro anos a Abicalçados criou o projeto denominado Brasil Design, que é um núcleo de marcas de desenho autoral, de alto valor agregado. O objetivo é promover a moda diferenciada, distinta da moda mais massificada.
Maurício Medeiros disse que este ano, além da questão cambial, o grande desafio à exportação de calçados do Brasil é a elevada carga tributária.
Em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex Brasil), estão sendo investidos R$ 43 milhões nas 350 empresas do setor participantes do projeto, visando ao incremento das exportações.
Alana Gandra
Repórter da Agência Brasil
Jun
4
Brasília - O faturamento da indústria voltou a crescer em um ritmo mais forte. De acordo com dados divulgados hoje (4) pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), em abril, os ganhos da empresas cresceram 1,6%, frente ao mês anterior, excluídos os efeitos de sazonalidade.
Esse foi o maior resultado desde junho de 2007, quando o faturamento industrial cresceu 2,2% em relação ao mês anterior. “Observamos retorno do crescimento. Isso reflete o crescimento da economia, com aumento da demanda por bens industrializados”, afirmou o economista da CNI Paulo Mol. Nos quatro primeiros meses de 2008, a alta foi de 11,7%, em relação ao mesmo período do ano passado.
Para o economista chefe da CNI, Flávio Castelo Branco, a elevação do faturamento havia sido interrompido em março, em função da redução dos dias úteis, por conta dos feriados. “Aquele pequeno recuo que observamos em março, nas horas trabalhadas e faturamento, foi devido a esse fator calendário. Agora em abril o crescimento retoma, dando seqüência à trajetória de expansão”.
Em abril, as horas trabalhadas cresceram 1,1%, na comparação com março. Em relação ao mesmo período de 2007, a expansão foi de 9,1%, a maior desde agosto de 2004, quando foi registrado o mesmo percentual.
Apesar da elevação das horas trabalhadas, a Utilização da Capacidade Instalada (UCI) ficou praticamente estável de abril para março, passado de 83,1% para 83,2%. Na comparação com o mesmo mês do ano passado, o índice foi superior em 1,2 ponto percentual.
“Isso mostra que investimentos entraram em operação e com isso permitiram expandir a capacidade, sem pressionar o grau de uso de capacidade, sem criar estresses e tensões”, afirmou Castelo Branco. Ele explicou que se o setor chegasse ao topo do uso da capacidade instalada, isso indicaria que não haveria capacidade da indústria para atender à demanda, o que geraria aumento dos preços e dos custos.
Os dados da CNI também indicam que o emprego cresceu 0,2% em abril, em relação a março, e 4,7% no resultado acumulado do ano, em comparação com o primeiro quadrimestre de 2007. A massa salarial real da indústria teve redução de 1,9% no comparativo com março e cresceu 6,2% em relação a janeiro e abril de 2007. A retração, em abril, reflete a diminuição dos dias úteis de março por de feriados, uma vez que os salários pagos no mês são referentes ao período anterior. Ag. Brasil
Mai
19
Os presidentes do SindusCon-SP (Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo), João Cláudio Robusti, da Feticom (Federação dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção e do Mobiliário do Estado de São Paulo), Emilio Alves Ferreira, e de 28 sindicatos de trabalhadores do interior do estado, assinaram Convenção Coletiva de Trabalho no último dia 16 de maio.
Pelo acordo, os salários têm reajuste de 8,51% desde 1º de maio. O salário normativo aumentou para R$ 628,10 por mês ou R$ 2,855 por hora, para 220 horas mensais. O vale-refeição passou a ser de R$ 10. Alternativamente, as empresas poderão conceder cestas básicas, que passou para 30 quilos, com acréscimo de vários produtos.
As demais disposições da convenção coletiva firmada em 2007 continuam em vigor, como o valor das horas extras, as exigências para a contratação de subempreiteiros, o banco de horas, a possibilidade de contratação de seguro de vida, a possibilidade de opção pelo plano de saúde do Seconci-SP e a formação de duas comissões paritárias: uma para a elaboração de propostas que contribuam para erradicar o déficit habitacional e criar empregos formais, e outra para discutir metodologias, formas e modalidades de pagamento da participação dos trabalhadores nos resultados das empresas.
As disposições da convenção valem para os municípios abrangidos pelos sindicatos de trabalhadores da construção civil de Araras, Araraquara, Assis, Barra Bonita, Barretos, Campos do Jordão, Capivari, Cruzeiro, Duartina e região, Franca, Itapeva, Itatiba, Itu, Jaboticabal, Jaú, Marília, Mirassol e Votuporanga, Mococa, Mogi Guaçu, Estiva, Espírito Santo do Pinhal, Itapira, São João da Boa Vista, Aguaí e Santo Antonio do Jardim (SP), Ourinhos, Panorama, Piracicaba, Presidente Prudente, Registro, Ribeirão Preto, São Carlos, São José do Rio Preto e Sorocaba e região.
O SindusCon-SP continua em negociações com outros sindicatos do interior do Estado, com vistas à assinatura de novos acordos. A convenção coletiva para os trabalhadores da capital paulista já foi assinada, também com reajuste de 8,51%. (Redação - InvestNews)
Mai
15
O mercado de cartões de crédito deve registrar faturamento de R$ 18,4 bilhões em maio, mostrando crescimento de 21,8% sobre o mesmo mês de 2007. A expectativa é de que o número de transações aumente 21% na comparação com maio do ano passado, atingindo 241 milhões.
A pesquisa Indicadores do Mercado de Meios Eletrônicos de Pagamento, desenvolvida pela Itaucard, aponta que o forte movimento no comércio no Dia das Mães deste ano deverá contribuir para que a indústria de cartões de crédito tenha um dos melhores resultados de sua história ao final de maio.
A expectativa é de que a taxa de expansão do setor se mantenha acima de 20% até o final de 2008. Segundo o diretor de Marketing de Cartões do Itaú, Fernando Chacon, mesmo após mudanças provocadas pela extinção da CPMF, o faturamento do setor cresceu 22,9% no acumulado dos primeiros cinco meses do ano, contra o mesmo período de 2007. “Portanto, continuamos acreditando na manutenção destas taxas de crescimento”, disse.
O valor médio por operação deverá ficar em R$ 76,2, em maio, mostrando crescimento de 0,26% sobre maio do ano anterior e de 2,1% sobre abril último. No final do mês, o setor espera contar com 98,6 milhões de cartões emitidos. Segundo Chacon, mantido o ritmo dos últimos meses, o número de plásticos emitidos pode atingir 100 milhões em junho. “No máximo em julho atingiremos esse patamar”, observou.AE
Mai
15
Rio de Janeiro - O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulga hoje (15) a Pesquisa Mensal do Comércio. Os dados, referentes a março, mostram o volume e a receita nominal de vendas do varejo no período. A pesquisa será divulgada às 9h, em entrevista coletiva, no auditório do IBGE, no centro do Rio.
Às 11h, o Instituto Brasileiro de Economia (Ibre) da Fundação Getulio Vargas divulga o Índice Geral de Preços 10 (IGP-10), referente ao período de 11 de abril a 10 de maio. O coordenador de Análises Econômicas do Ibre, Salomão Quadros, apresentará os resultados em entrevista coletiva, na sede da instituição, na Praia de Botafogo.
Agência Brasil
Mai
15
Se o governo começar a guardar dinheiro no ritmo que o brasileiro junta moedas no cofrinho, o Fundo Soberano do Brasil (FSB) pode demorar um pouco a sair. Pesquisa feita no ano passado mostra que só 25% dos brasileiros guardam moedas. Entre esses, mais da metade (54%) não agüenta esperar e usa o dinheiro em uma semana. Há os que são mais ansiosos ainda: 2% usam as moedinhas em menos de uma semana. Conforme o tempo passa, diminui o número de pessoas que conseguem manter o dinheiro no cofrinho: 14% mantêm por um mês, 8% por seis meses, 4% por um ano e apenas 3% por mais de um ano.
A pesquisa, feita pelo Datafolha a pedido do Banco Central (BC), mostra que 75% das pessoas que recebem moedas não conseguem colocá-las no cofre. Mas há uma parcela que junta moedas pensando no futuro, como comparou o ministro da Fazenda, Guido Mantega. Ontem, ele disse que o FSB, que vai ajudar empresas brasileiras no exterior, terá funcionamento semelhante ao hábito de juntar moedas em um cofrinho.
“É como um cofrinho. Você não tem cofrinho na sua casa? Você ganha o salário, faz as despesas e sobram recursos. Aí você coloca no cofrinho. Vamos colocar no cofrinho o excedente”, disse ele, ao anunciar a criação do FSB.
Mai
1
O otimismo no mercado financeiro com o grau de investimento é generalizado. Analistas e investidores esfregam as mãos enquanto fazem as contas para tentar estimar a quantidade de dinheiro que deve entrar no País em conseqüência do novo status. Isso deve ocorrer por meio de dois canais: o financeiro e o da economia real.
No primeiro, o impacto é de curto prazo, como já ficou claro na disparada de ontem do Índice da Bolsa de Valores de São Paulo (Ibovespa) e na forte queda do dólar. “É provável que essa tendência se mantenha para os próximos dias”, afirmou o economista-chefe da MB Associados, Sergio Vale. O segundo é mais demorado e deve beneficiar o Brasil nos próximos anos.
Toda essa expectativa se deve ao fato de que o grau de investimento, ao menos em teoria, abre as portas do País para trilhões de dólares, euros e ienes. Isso porque diversos fundos de investimento e de pensão, entre outras entidades, não podem aplicar seu dinheiro em ativos que não sejam carimbados com o selo de grau de investimento (em inglês, investment grade).
No mercado, não há uma estimativa precisa do tamanho dessa montanha. O presidente do banco de investimentos do Citibank no Brasil, Ricardo Lacerda, calcula que sejam ao menos US$ 3 trilhões. “Sem o investment grade, o País tinha acesso a uma pequena parte desses recursos”, disse. Segundo ele, somente o Citi tem clientes cuja poupança potencial supera os US$ 50 bilhões.AE
Abr
30
O presidente do BC (Banco Central), Henrique Meirelles, disse que a concessão de grau de investimento ao Brasil pela agência Standard & Poor’s reflete a persistência do governo na sua política econômica. Ele destacou três pontos: o superávit primário, o regime de câmbio flutuante e as metas de inflação.
Meirelles afirmou que esse reconhecimento durante um período de instabilidade internacional mostra que o país está mais resistente a choques externos. Ele destacou também a melhora dos indicadores da economia brasileira,a inclusive do emprego e da renda como fator determinante para o Brasil alcançar este resultado.
O presidente do BC disse também que o país deve passar agora por um momento de aumento no fluxo de investimentos para o Brasil e que isso possibilitará que a economia cresça a taxas mais elevadas.
Logo após o anúncio, Meirelles contou ter conversado com Luiz Inácio Lula da Silva, e que o presidente teria ficado gratificado com este reconhecimento internacional.
Meirelles não quis comentar sobre os possíveis efeitos no mercado de câmbio, já que um fluxo maior de dinheiro pode pressionar mais ainda a desvalorização do dólar.
Sobre o comportamento dos preços, Meirelles disse: “o grau de investimento é positivo no curto, médio e longo prazos, independentemente do comportamento da inflação.”
Abr
11
A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) lança hoje (11) a 2ª Mostra Sistema FIESP de Responsabilidade Socioambiental. O objetivo é reunir empresários comprometidos com a criação de um novo modelo de desenvolvimento e gestão que valorize a construção de uma sociedade
melhor e alie o progresso econômico à responsabilidade social e ambiental.
A primeira edição do evento, realizada em 2007, reuniu, durante três dias, cerca de 40 expositores e mais de 7 mil visitantes.
O lançamento da mostra, que será feito durante café da manhã, às 8h30, na sede da federação, terá a presença do presidente da Fiesp, Paulo Skaf.