Set
16
O mercado cambial doméstico continuou sob efeito do processo de desmonte global de investimentos com a crise financeira nos EUA e fechou hoje com o dólar valorizado em relação ao real - mas longe das taxas máximas do dia, quando atingiu R$ 1,855. No mercado interbancário de câmbio, o dólar comercial encerrou em alta de 0,33% a R$ 1,82. Na mínima do dia, foi negociado a R$ 1,8170. Na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), o dólar negociados nos contratos de liquidação à vista subiu 0,66%e fechou a R$ 1,819. De acordo com informações do mercado, o volume de negócios no câmbio somava aproximadamente US$ 1,489 bilhão, por volta das 16h45.
A decisão do banco central americano (Fed) de manter o juro básico no país em 2% ao ano teve um impacto inicial de alta no câmbio doméstico, por volta das 15h15, quando foi anunciada, mas, em seguida, o dólar retomou o nível em que era negociado antes. De acordo com Hélio Ozaki, gerente de câmbio no Banco Rendimento, de certa forma, existia a expectativa de que haveria um corte de juros nos EUA para aliviar os custos de financiamento. “Como não houve, o mercado deu uma ‘puxada’ nas cotações. Mas, na seqüência, a moeda voltou ao nível anterior à decisão”, notou.
Parte do alívio também foi creditada a rumores de que o BC americano estaria considerando um pacote de crédito para dar suporte financeiro à seguradora American International Group (AIG), a maior dos Estados Unidos. “A decisão do Fed decepcionou o mercado, mas cerca de 30 minutos depois informações sobre uma possível ajuda à AIG proporcionaram algum alívio e o dólar desacelerou a alta em relação ao real”, observou o vice-presidente da tesouraria do banco WestLB no Brasil, Alexandre Ferreira.
O Fed de Nova York recusou-se a comentar reportagens de que a seguradora AIG estaria recebendo algum tipo de ajuda da autoridade monetária, como parte de um esforço para salvar a companhia. Mais cedo, o Fed havia reiterado que as reuniões para discutir o futuro da AIG continuam.
No mercado global de moedas, o dólar se fortaleceu em relação às principais divisas, como o euro, que cedia a US$ 1,4127 às 17 horas, de US$ 1,4299 no final da tarde de ontem.
O Banco Central brasileiro não realizou leilão de compra no mercado à vista - pela quarta sessão consecutiva. Em entrevista ao Jornal da Globo, ontem à noite, o presidente do BC, Henrique Meirelles, explicou que desde 2004 a instituição vinha comprando dólares para aumentar as reservas e, assim, melhorar a resistência do País contra a crise. Mas, recentemente, optou por suspender a compra da moeda americana a fim de não adicionar ainda mais volatilidade ao mercado. Meirelles admitiu, entretanto, que se houver necessidade, o BC poderá vender dólares ao mercado. “Se o BC julgar que isso possa ser importante para manter os mercados funcionando por algum problema de liquidez específica”, afirmou.AE
Set
15
AFP-O banco americano de investimentos Lehman Brothers anunciou na madrugada desta segunda-feira que vai se declarar em falência “para proteger seus ativos e maximizar seu valor”.
O gigante financeiro informou em um comunicado que a medida foi autorizada pelo conselho diretor e será levada nesta segunda-feira à Corte de Falências do distrito sul de Nova York.
“Os clientes do Lehman Brothers, incluindo os da subsidiária Neuberger Berman Holdings LLC, podem manter suas operações ou tomar a decisão que considerarem necessária em relação a suas contas”, afirma o gigante das finanças no comunicado.
mk/fp
Set
15
O Bank of America comprará o banco de investimento Merril Lynch por cerca de US$ 44 bilhões, segundo ficou acertado pelas instituições ao final de dois dias de negociações, informa “The Wall Street Journal” em sua página de internet.
A iniciativa tem como objetivo enfrentar as conseqüências que pode acarretar a previsível quebra do banco de investimentos Lehman Brothers, depois que as negociações para uma compra desta entidade fracassaram.
Com esta aquisição, o Bank of America, o maior grupo bancário do país, consolida ainda mais sua posição de gigante, reforçada já por uma série de compras anteriores que incluem o banco hipotecário Countrywide Financial.
A compra do Merrill Lynch, estipulada esta noite pelos conselhos de administração de ambas as entidades, lhe permite controlar a maior força de intermediários das bolsas de valores do país e cria uma entidade que terá tentáculos em todos os aspectos do sistema financeiro dos EUA, diz o “Journal”.
O preço de venda representa uma avaliação de US$ 29 por ação e atinge apenas dois terços do valor que o Merrill tinha há um ano. As ações da Merrill foram cotadas na sexta-feira (12), no fechamento em Wall Street, a US$ 17,05.
Inicialmente, o Bank of America tinha proposto comprar o Lehman, possivelmente em colaboração com outras instituições financeiras, mas finalmente se jogou atrás perante a resistência do governo dos EUA em apresentar financiamento.
Os investidores temem que a Merrill seja o banco seguinte a cair após os problemas do Lehman, que poderia ser declarado em quebra hoje mesmo depois que o grupo britânico Barclays renunciou sua compra.
As autoridades econômicas americanas e representantes das principais instituições financeiras dos EUA desenvolviam uma terceira jornada de conversas sobre o futuro do Lehman, o quarto banco de investimento no país e que está em crise por suas perdas no setor imobiliário.
Wall Street está preocupada que a quebra de Lehman, que tem negócios com os principais bancos, possa arrastar todo o sistema financeiro.
O Fed anunciou hoje uma ampliação de seus mecanismos de crédito e uma flexibilização das garantias que está disposta a aceitar como aval para esses créditos em uma tentativa de lançar um sinal de tranqüilidade aos investidores.EFE
Set
12
Após fechar a véspera acima de R$ 1,80 pela primeira vez desde janeiro, o dólar abriu os negócios desta sexta-feira em queda. A moeda americana é vendida a R$ 1,801, com desvalorização de 0,83% ante o real.
Na quinta-feira, a divisa fechou o dia cotada em R$ 1,816, com avanço de 1,74% ante a moeda brasileira. Com o fechamento, o dólar ficou no maior patamar desde o dia 23 de janeiro.Reuters
Set
11
A fragilidade dos mercados internacionais empurrou o dólar acima de R$ 1,80 pela primeira vez desde janeiro, com a saída de recursos do país provocando nesta quinta-feira (11) a nona alta consecutiva da moeda norte-americana.
A divisa subiu 1,74%, para R$ 1,816, maior patamar desde 23 de janeiro. Em setembro, a valorização acumulada pela moeda já é de 11,27%. A “disparada” foi determinada no início do dia, refletindo o medo dos investidores de uma nova “quebra” no setor financeiro dos Estados Unidos.
Depois do Bear Stearns, que afundou em março, o mercado está apreensivo com a saúde do Lehman Brothers, quarto maior banco de investimentos de Wall Street. A incerteza provocou a fuga de investimentos mais arriscados. “Teve uma saída grande hoje”, disse Sérgio Falcão, consultor da SLW Corretora.
Com a falta de dólares no mercado, o Banco Central interrompeu os leilões de compra de moeda que eram promovidos diariamente desde 24 de março. Com os leilões, as reservas do país subiram para mais de US$ 206 bilhões.G1
Set
11
O dólar operava em alta de mais de 1% nos primeiros negócios desta quinta-feira, e era cotado acima do patamar de R$ 1,80 pela primeira vez desde 24 de janeiro. Às 9h18, a moeda americana subia 1,46%, para R$ 1,811.
No exterior, o cenário se mantinha turbulento. O risco Brasil subia 4 pontos, os futuros de Wall Street exibiam forte queda e moedas de outros países emergentes, como Turquia e África do Sul, também tinham desempenho muito ruim frente ao dólar.
Set
10
O dólar comercial subiu mais 0,73% hoje e fechou a R$ 1,785 nas negociações do mercado interbancário de câmbio, o maior valor desde 25 de janeiro deste ano. No mercado global de moeda, a moeda americana retomou a trajetória de alta em relação ao euro e também fortaleceu-se ante o iene (moeda japonesa), além de manter os ganhos perante as moedas de economias emergentes.
Em oito dias de setembro até hoje em que houve negociação no câmbio, o dólar subiu em sete pregões, acumulando um ganho de 9,31% no mês. Na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), o dólar negociado nos contratos à vista avançou 0,85% hoje, fechando a R$ 1,787. O volume de negócios no câmbio somava US$ 2,8 bilhões por volta das 16h30.
A alta do dólar hoje, contudo, não foi constante. Houve momentos em que foi negociado em baixa, e na mínima do dia, registrou a taxa de R$ 1,769 (recuo de 0,17%). De acordo com operadores de câmbio, o dólar “olhou” tudo e reagiu a cada variável conforme o humor no momento, sem definir um foco específico. “Uma hora foi o petróleo, outra as bolsas, outra o euro. Cada pouco olhou para um lado”, disse uma fonte.
O sobe-e-desce das bolsas nos EUA e no Brasil e a mudança nas direções do petróleo e do euro no exterior provavelmente ajudaram a deixar os investidores do mercado de câmbio “perdidos”, como definiu um operador. No mercado global de moedas, o euro cedia a US$ 1,4046 no meio da tarde de hoje. Ontem, a moeda européia foi negociada a US$ 1,4104.
Na avaliação do operador de um banco em São Paulo, o mercado está tentando buscar o nível de R$ 1,80 por dólar. No mercado futuro de câmbio, na BM&F, essa cotação foi testada hoje no contrato mais negociado, o de vencimento em outubro de 2008, mas não se sustentou. Às 16h35, esse vencimento projetava um dólar a R$ 1,793.
O Banco Central realizou leilão de compra no mercado à vista de câmbio por vota do meio-dia, com taxa de corte igual a R$ 1,7812. De acordo com operadores, o BC acatou três propostas entre as seis declaradas por cinco bancos. As propostas variaram de R$ 1,780 a R$ 1,783. A estimativa do mercado é de que tenha adquirido aproximadamente US$ 10 milhões.AE
Dólar hoje
Set
10
A Bolsa de Valores de São Paulo voltou a operar em alta esta tarde e o índice Bovespa exibia ganho de 2,13% a 49.464 pontos, às 15h58. O volume de negócios somava R$ 5,1 bilhões.
No final da manhã, a Bolsa exibiu volatilidade. Inicialmente, as ações até tentaram uma recuperação técnica das perdas de ontem e o movimento de recompra chegou a levar o Ibovespa a um ganho de 2,57%. Mas a alta perdeu o tônus com o surgimento das forças contrárias formadas pela queda de preços de matérias-primas e venda por parte de investidores estrangeiros para cobrir resgates em fundos no exterior. Na mínima do dia até este horário, o Ibovespa chegou a marcar 47.606 pontos, em queda de 1,71%.
O preço do petróleo leve (tipo WTI) nos contratos futuros com vencimento em outubro negociados na Bolsa Mercantil de Nova York (Nymex, na sigla em inglês) caiu US$ 0,68 (ou 0,66%) hoje e fechou a US$ 102,58 o barril. Mesmo com a queda, as ações preferenciais (PN) da Petrobras eram negociadas em alta de 1,45% a R$ 28,76, por volta das 16 horas. As ordinárias (ON) da estatal valiam R$ 35,29, em alta de 2,83%. Os papéis PNA da Vale subiam 5,88% a R$ 35,30.AE
Set
9
O dólar avançou diante do real nesta terça-feira, praticamente anulando a queda acumulada em todo o ano, após uma sessão de nervosismo com o aumento da aversão global ao risco e a saída de recursos do país.
A moeda norte-americana subiu 2,19%, para R$ 1,773 -maior patamar de fechamento desde 30 de janeiro.
Em 2008, a queda acumulada pelo dólar é agora de apenas 0,23%. Há pouco mais de um mês, a moeda norte-americana estava nos menores níveis desde 1999, na faixa de R$ 1,56.Reuters
Set
9
A Magnesita anunciou ontem a compra do grupo alemão LWB por 657 milhões euros. O negócio dará origem à terceira maior empresa de refratários do mundo - os refratários são usados nos fornos de siderúrgicas e produtoras de cimento, como a ArcelorMittal, Usiminas, Gerdau e Grupo Votorantim. O movimento vem na esteira do forte crescimento do setor de aço e cimento em todo o mundo, que provocou a alta dos principais insumos dessas indústrias, como carvão e minério de ferro. As líderes mundiais são a belga Vesuvius e o grupo austríaco RHI.
Antes da compra, a Magnesita era a sexta colocada e a LWB era a sétima. Por ser muito pulverizado, o setor produtor de refratários ficou atrás no reajuste de preços, em comparação com os demais insumos. “O pequeno porte dos produtores dificultava as negociações com as siderúrgicas porque eles tinham pouco controle sobre a oferta global”, disse o analista da Santander Corretora, Felipe Reis. Segundo ele, a união da Magnesita com a LWB dará maior poder de barganha para essas empresas reajustarem os preços. No Brasil, as principais concorrentes da Magnesita são a Saint-Gobain e a Vesuvius.
A operação, que deve gerar sinergias de 25 milhões de euros a partir de 2009, atende a um pleito antigo dos clientes da Magnesita no Brasil que têm operação no exterior, como a Gerdau e a ArcelorMittal. “Esse foi um dos motivadores da compra, além da forte complementaridade”, disse Reis. Outra vantagem é que as empresas poderão fazer uma integração vertical em produtos de magnesita e dolomita, segundo o analista da Link Investimentos, Leonardo Alves. A empresa brasileira tem maior produção de magnesita, enquanto a LWB é grande produtora de dolomita.AE