Out
10
Ao invés de colocar em segundo plano a luta contra o aquecimento global, a atual crise do crédito poderia estimular novas formas de crescimento sustentável, ao reformular todo o sistema financeiro por trás da atividade econômica, disse na sexta-feira o chefe do Secretariado de Mudança Climática da ONU, Yvo de Boer.
Mas isso dependeria de que a ajuda aos países pobres — essenciais na preservação ambiental — recebesse tanta ou mais ênfase que o resgate do setor financeiro, a um custo de centenas de bilhões de dólares, disse De Boer a jornalistas.
Na opinião dele, só haverá prejuízos às atuais discussões climáticas “se as oportunidades que a crise traz para o abatimento da mudança climática for ignorado”.
“A crise do crédito pode ser usada para realizar progressos em uma nova direção, uma oportunidade para o crescimento econômico global ”verde””, disse De Boer.
“O aperto no crédito, acredito, é uma oportunidade para reconstruir o sistema financeiro que iria servir de base para o crescimento sustentável. Os governos agora têm a oportunidade de criar e impor políticas que estimulem a competição privada para financiar a indústria limpa.”
Segundo De Boer, o sucesso de um novo tratado climático a ser adotado em dezembro de 2009 em Copenhague deve criar novos mercados, empregos e oportunidades de investimento.
Mas ele alertou que “se o capital global disponível for usado primariamente para trazer o mundo financeiro novamente à tona, vamos literalmente afundar o futuro dos mais pobres dos pobres.”
“E espero que o aperto do crédito não signifique que as pessoas no Sul (do planeta, mais pobre) tenham de esperar para que aquelas no Norte tenham recebido de volta as suas dívidas em cartões de crédito e hipotecas antes que sua atenção se volte novamente para o Sul.”
Ministros de Meio-Ambiente de todo o mundo se reúnem dentro de dois meses em Poznan, na Polônia, para preparar a cúpula de Copenhague, que definirá um tratado que substituirá o Protocolo de Kyoto a partir de 2012.
De Boer disse que na reunião de Poznan os ministros precisam demonstrar sua disposição de investir os recursos disponíveis para “uma abordagem global tanto na mitigação quanto na adaptação” às mudanças climáticas.
Mas o dinheiro para isso não precisa vir só dos governos, pois pode surgir “uma abordagem em que usamos muito o mercado“.
De Boer disse que “no momento” a crise financeira não afeta o Mecanismo do Desenvolvimento Limpo, previsto no Protocolo de Kyoto, que permite que os países ricos compensem suas emissões excessivas de gases do efeito estufa investindo em projetos de energia “limpa” nos países em desenvolvimento.
Reuters
Set
29
O tufão Jangmi percorreu a ilha de Taiwan com chuvas pesadas e ventos fortes, que deixaram dois mortos e forçaram o fechamento de escolas, escritórios e do mercado financeiro. Foram registrados também 58 feridos. O tufão já foi rebaixado para a categoria de tempestade tropical e deve se dirigir agora para o Japão.
Na China, as autoridades ordenaram que centenas de milhares de moradores saíssem da região costeira ao sul do pais, apesar do enfraquecimento do tufão durante sua aproximação da área. Na região central de Taiwan, uma mulher numa motocicleta morreu depois de ser atingida por um cabo que se rompeu, e um idoso foi arrastado pela força dos ventos e jogado numa plantação de arroz. Um ônibus de turistas virou e deixou 35 pessoas feridas na ilha de Ilan.
Set
24
De acordo com o ministro de Setores Estratégicos, Derlis Palacios, a medida significa a expulsão da empresa do país.
“Sim, é uma expulsão”, afirmou Palácios, ao ser questionado sobre o alcance da medida do presidente equatoriano.
Correa ordenou a militarização imediata das obras que estão sob responsabilidade da Odebrecht, entre elas uma outra hidrelétrica, uma rodovia e um aeroporto.
O governo equatoriano exige o pagamento de uma indenização por parte da empresa devido a falhas no funcionamento e da posterior paralisação da central hidrelétrica San Francisco, construída pela empreiteira.
“Ordena-se a mobilização nacional, econômica e militar das Forças Armadas para a custódia dos bens e instalações da Central Hidrelétrica San Francisco” e das outras obras a cargo da construtora, diz o decreto presidencial.
O documento ainda ordena o “confisco de todos os bens, móveis e imóveis (da construtora) com a finalidade de empregá-los para superar a emergência, para o qual se encarrega o Comando Conjunto das Forças Armadas”.
Correa também pede “a suspensão dos direitos constitucionais” de quatro funcionários da empresa.
Apagões
De acordo com o governo, a San Francisco apresentou falhas e deixou de funcionar um ano depois de serem concluídas as obras.
A hidrelétrica é a segunda maior do país e sua paralisação estaria colocando em risco o abastecimento de energia no Equador.
Por meio do decreto, Correa declarou “emergência nacional” para prevenir uma diminuição dos serviços de energia e para “evitar um estado de comoção interna diante da possibilidade de apagões de luz generalizados no território nacional”, diz o texto.
A hidrelétrica está fechada desde 6 de junho, quando técnicos apontaram erros estruturais na obra.
“Por aqui”
Há uma semana, o presidente equatoriano chegou a ameaçar expulsar a empresa se não fosse paga a indenização exigida pelo Estado e disse que a empreiteira está sendo investigada por suposta corrupção.
Correa afirmou que algumas obras da construtora foram realizadas “com um terço de capacidade e o triplo de custo”.
“Estou ‘por aqui’ com a Odebrecht, quanto mais cavo mais lama encontro (…) Estes senhores (da construtora) foram corruptos e corruptores, compraram funcionários do Estado. O que está sendo feito é um assalto ao país”, afirmou.
Foram gastos na construção da San Francisco US$ 338 milhões, com uma capacidade estimada de geração de 12% do total da energia elétrica consumida no país.
Proposta
Por meio de uma nota oficial divulgada na noite desta terça-feira, a construtora Odebrecht disse ter uma proposta “altamente positiva para o governo equatoriano” onde resguarda as possíveis perdas da Hidropastaza, proprietária da central hidrelétrica.
O comunicado reitera ainda que, até o momento, “os trabalhos prosseguem dentro do cronograma estabelecido”.
A empreiteira afirma estar disposta a pagar uma garantia de US$ 43 milhões exigida pelo Estado e contratar “uma auditoria internacional independente a fim de determinar as responsabilidades das partes envolvidas no projeto”.
A construtora disse estar disposta a pagar os trabalhos imediatos de recuperação da central hidrelétrica, “independente do resultado da auditoria” e “estender a garantia das obra”.
“O Consórcio continua comprometido a retomar a operação da Central dentro da normalidade, o mais breve possível”, diz a nota.
Segundo a assessoria de imprensa da empresa, 30 brasileiros participam das obras da empreiteira no Equador, “mas não há clima de violência”.
O Itamaraty informou que está avaliando o caso e que “oportunamente se pronunciará”.BBC
Set
20
A Airbus informou hoje que entregou para a companhia aérea australiana Qantas a primeira aeronave de uma ordem de 20 aviões do modelo A380 feita pela empresa. Esse é o sétimo modelo A380 já entregue pela fabricante européia para vários clientes.
A fabricante informa que a Qantas foi a primeira cliente a fechar um contrato de compra de aeronaves A380. Em novembro de 2000, a empresa encomendou 12 aviões A380, sendo esta a primeira vez que a empresa comprou aeronaves Airbus. Posteriormente, a Qantas aumentou o número de aeronaves A380 encomendadas para 20 e hoje é a segunda maior compradora da aeronave.
A empresa informa que a cabine do A380 da Qantas está configurado para 450 assentos, sendo 14 na primeira classe, 72 na executiva, 32 na econômica Premium e 332 na econômica.
O primeiro vôo comercial da Qantas com a aeronave A380 será realizado em 20 de outubro, partindo de Melbourne para Los Angeles, e em 24 de outubro de Sydney para Los Angeles. Posteriormente a Qantas também operará o vôo de Cingapura para Londres com a aeronave A380. O grupo Qantas, incluindo a sua subsidiária de tarifas populares Jetstar, encomendou recentemente 110 aeronaves da Airbus.AE
Set
19
Para demonstrar que não interferiria no conflito interno boliviano, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva orientou a diplomacia brasileira a negar asilo político ao governador do Departamento de Pando, Leopoldo Fernández. A prisão de Fernández havia sido determinada no domingo pelo gabinete de Evo, mas foi adiada por temor de sua detenção prejudicasse o apoio da União de Nações Sul-Americanas (Unasul) - que se reuniu segunda-feira, no Chile - a seu governo. Fernández foi detido terça-feira.
No domingo, seus parentes apresentaram o pedido de asilo político no Vice-Consulado do Brasil em Cobija. No mesmo dia, o caso foi levado ao Itamaraty e, na segunda-feira, Lula, ainda no Chile, tomou a decisão final. O Itamaraty e o Palácio do Planalto não se pronunciaram sobre o assunto.
Desde terça-feira, o Itamaraty está ciente de que a prisão de Fernández contraria os preceitos legais da Bolívia e o status de imunidade dos governadores dos departamentos (Estados). Fernández foi preso sob a acusação de ter desacatado o estado de sítio em Pando e incitado os confrontos entre manifestantes pró-Evo e opositores, que terminaram com 18 mortos. Pelos trâmites normais, ele deveria ter sido julgado antes pelo Congresso. Ontem, um pedido de habeas-corpus para Fernández foi rejeitado. “Na tolerância aos atos do governo boliviano, pior que o Brasil, só a OEA e a Argentina, que deu apoio incondicional a Evo”, afirmou uma fonte do governo que pediu anonimato.
Fontes do próprio governo avaliam que a decisão de Lula refletiu um forte conteúdo político-ideológico. Mas mostrou coerência com outras duas atitudes do Palácio do Planalto. A primeira, de permitir a concessão do status de refugiado político ao ex-padre colombiano Francisco Antonio Cadena Collazos, conhecido como Oliverio Medina - considerado o “embaixador” das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) no Brasil. A segunda foi a deportação ao governo de Raúl Castro, de Cuba, dos pugilistas Guillermo Rigondeaux e Erislandy Lara. Ambos haviam desertado durante os Jogos Pan-Americanos do Rio de Janeiro, em 2007. AE
Set
18
A família do estudante brasileiro José Ribamar Ribeiro Neto, que foi baleado em Calgary, no Oeste do Canadá, está preparando a documentação para sair do Brasil. O irmão do jovem, Ravi Ribeiro, de 23 anos, disse ao G1 que seus pais pretendem viajar “assim que possível”.
Segundo Ravi, a família já entrou em contato com o consulado para tentar acelerar o processo.“Não sei ainda quando eles vão, mas já estão resolvendo a questão de visto, de passaporte e assim que tudo sair, eles vão para lá. Depois, vamos ver o que vai acontecer. Eles querem acompanhar meu irmão no hospital”, afirmou.
Ravi confirmou que Neto, de 24 anos, foi atingido por uma bala perdida no rosto, após passar perto de um local onde ocorria uma briga de gangues. “Ele estava com a namorada e se abaixou. Quando se abaixou, o tiro acertou o rosto dele”, diz.
Neto deve ser submetido a uma cirurgia na sexta-feira (19). “Meus pais já falaram com ele, mas a situação é terrível. Neto está bem, está consciente, mas pelo que sei, os médicos disseram que ele perdeu um olho e pode perder o outro também, mas não é certeza ainda”, afirmou Ravi.
Segundo Ravi, Neto estava há seis meses no Canadá para estudar e pretendia retornar ao Brasil após concluir os estudos. A namorada também é brasileira e viajou para o Canadá pouco depois de neto.
Ravi disse que pensava em estudar fora do país, mas desistiu. “Por causa desse problema e também não estou mais a fim de ir não. Eu queria treinar inglês, praticar, mas fiquei desanimado. Todo mundo está abalado, não quero fazer planos”, diz Ravi.
De acordo com o irmão, Neto nunca tinha sido vítima de nenhuma violência em Fortaleza, onde vivia.G1
Set
17
O ministérios da Saúde chinês confirmou que mais de seis mil bebês foram contaminados com leite em pó. Três morreram e 1.300 estão internados em estado grave.
O governo anunciou uma campanha nacional para testar os derivados de leite. Os testes feitos em produtos de mais de 100 empresas apontaram a presença de melamina, componente químico usado na fabricação de plásticos. Os fabricantes podem ter usado a melamina para fazer o leite parecer mais proteico. Quase 160 bebês desenvolveram sérios problemas renais.
De acordo com as autoridades, pelo menos 66 empresas suspenderam a produção antes do problema vir à tona. A tragédia ameaça outros países, já que o produto é exportado para Mianmar, Blangadesh, Iêmen e Chade.G1
Set
15
AFP-O banco americano de investimentos Lehman Brothers anunciou na madrugada desta segunda-feira que vai se declarar em falência “para proteger seus ativos e maximizar seu valor”.
O gigante financeiro informou em um comunicado que a medida foi autorizada pelo conselho diretor e será levada nesta segunda-feira à Corte de Falências do distrito sul de Nova York.
“Os clientes do Lehman Brothers, incluindo os da subsidiária Neuberger Berman Holdings LLC, podem manter suas operações ou tomar a decisão que considerarem necessária em relação a suas contas”, afirma o gigante das finanças no comunicado.
mk/fp
Set
15
O presidente equatoriano, Rafael Correa, atacou a construtora brasileira Oderbrecht, acusada de construir uma usina hidroelétrica com danos estruturais, e disse que se a obra não for reparada e a empresa não pagar o que o Estado lhe exige, a expulsará do país.
“Se não prestarem contas que vão embora”, destacou Correa em entrevista na televisão, na qual lembrou que uma usina hidroelétrica recentemente inaugurada teve que parar sua geração ao serem detectados erros estruturais sérios.
O Estado equatoriano exige da firma brasileira um milionário pagamento pelas perdas geradas pela paralisação da central elétrica, assim como também que repare os danos o mais rápido possível.
“Estou ‘por aqui’ (fazendo sinal na cabeça) com a Oderbrecht, quanto mais cavo mais lama encontro”, ressaltou Correa. “Estes senhores (da empresa brasileira) foram corruptos e corruptores; compraram funcionários do Estado. O que está sendo feito é um assalto ao país”, assegurou.
Segundo Correa, a Oderbrecht, que tem um longo histórico de construções no país, é investigada no Equador por suposta corrupção, pois assegurou que algumas obras eram concluídas com “um terço de capacidade e o triplo de custo”.EFE
Set
14
Um avião da companhia aérea russa Aeroflot caiu hoje em Perm, cidade perto dos Montes Urais, acidente no qual morreram seus 88 ocupantes, 83 passageiros e cinco tripulantes, informaram as autoridades da Rússia.
“Ao se chocar contra o solo o avião explodiu e se incendiou.
Essas circunstâncias não deixam nenhuma esperança que haja sobreviventes”, disse à emissora de rádio “Ekho Moskvy” um porta-voz do Ministério da Rússia para Situações de Emergência.
Acrescentou que os restos do aparelho, um Boeing 737-500, ficaram espalhados em um raio de quatro quilômetros, muito perto de umas casas, em uma região dentro dos limites de Perm, cidade situada a 1.700 quilômetros ao leste de Moscou e que era seu ponto de destino.
“O avião caiu junto às ruas Sovietskaya Armia e Torpinski, no distrito Industrial de Perm. Pelo visto, os pilotos tentaram evitar um choque com as casas”, disse.
Segundo fontes policiais de Perm citada pela agência oficial “RIA Novosti”, a causa do acidente pôde ter sido um incêndio em uma das duas turbinas do avião, que realizava o vôo regular 821 entre Moscou e Perm.
De acordo com essa versão, que ainda não foi confirmada, os pilotos do Boeing tentavam efetuar uma aterrissagem de emergência.
O contato com o aparelho foi perdido à 01h12 hora de Moscou (18h12 de Brasília do sábado) quando sobrevoava a uma altura de 1.800 metros, segundo declarou à agência “Itar-Tass” Irina Andrianova, porta-voz do Ministério de Situações de Emergências.
Vladimir Markin, porta-voz da Promotoria da Rússia declarou que no avião acidentado estavam 88 pessoas: 83 passageiros, deles sete crianças, e cinco tripulantes.
Anteriormente, tinha sido informado que a bordo do avião havia um total de 87 pessoas.
O Boeing 737-500 já tinha iniciado a manobra de aterrissagem quando caiu em Perm, cidade de quase um milhão de habitantes.
O avião caiu sobre a linha férrea do Transiberiano, o que obrigou a suspender o tráfego no trecho Yekaterimburgo-Perm.
“O tráfego neste setor foi suspenso de maneira indefinida. Todos os trens que vão da parte ocidental do país para a Sibéria e Extremo Oriente tiveram que modificar suas rotas”, disse um porta-voz policial a “RIA”.
As causas do acidente são desconhecidas, assim como as condições atmosféricas no lugar quando o aparelho chegava a seu destino.
Fontes oficiais russas também não contam com informação sobre a possibilidade de que o Boeing 737-500 tivesse sido alvo de um ataque terrorista O presidente da Rússia, Dmitri Medvedev, logo após ser informado da catástrofe aérea, ordenou a criação de uma comissão governamental liderada pelo ministro de Transporte, Igor Levitin, que se dirigirá nas próximas horas a Perm para investigar as causas do acidente.
A porta-voz do Ministério de Emergência disse que cerca de 300 especialistas trabalham no lugar onde o avião de passageiros caiu.
“Contamos com o pessoal e os recursos necessários na zona da tragédia. Em vista disso, enviaremos de Moscou a Perm apenas uma equipe de psicólogos do Ministério para atender aos familiares das vítimas”, disse Andrianova.
O acidente em Perm é a maior catástrofe aérea russa desde agosto de 2006, quando um avião Tu-154 da companhia aérea Pulkovo, que realizava vôos entre as cidades russas de Anapa e São Petersburgo, caiu junto à cidade ucraniana de Donetsk quando tentava fugir de uma tempestade.
Nessa catástrofe morreram todos os ocupantes de avião: 160 passageiros e 10 tripulantes.
O aparelho acidentado em Perm pertencia a Aeroflot-Nord, filial regional da Aeroflot, que em sua frota contava com 10 aparelhos Boeing 737-500. EFE bsi/ma
EFE