Mai
9
Morreu hoje no Rio de Janeiro, aos 72 anos, o jornalista, escritor e ex-senador Artur da Távola, vítima de problemas cardíacos.
As informações são da Globo News. Filiado ao PSDB, Artur da Távola foi líder do governo Fernando Henrique no Senado entre setembro de 2001 e janeiro de 2003. Além de senador, foi também deputado federal e apresentava, na TV Senado, o programa “Quem tem medo de música clássica?”.
Mai
4
Rio de Janeiro - O Corpo de Bombeiros de Paraty, na Costa Verde fluminense, encontrou hoje (4) o corpo do piloto do helicóptero que caiu no mar logo após decolar na última quarta-feira (30), por volta das 20h.
O acidente ocorreu próximo ao bairro de Laranjeiras, em Paraty, e foi visto pela comunidade local, que teria acionado os bombeiros. O corpo de Manoel Afonso de Souza Pereira, de 59 anos, foi encaminhado ao Instituto Médico Legal, no município vizinho de Angra dos Reis.
Ontem (3), os bombeiros localizaram na Praia dos Ranchos, na região de Trindade, em Paraty, o helicóptero italiano modelo Gran Augusta, de prefixo PR-IPO, que se dirigia ao estado de São Paulo. O co-piloto Carlos Eduardo Jesus de Azevedo, 58 anos, foi encontrado morto logo após o acidente.
Alana Gandra
Repórter da Agência Brasil
Mai
4
Rio de Janeiro - O governo do Rio deve enviar à Assembléia Legislativa, até junho deste ano, projeto de lei propondo a revisão dos procedimentos de legislação ambiental no estado, com o objetivo de melhorar e agilizar os processos. Para isso, está sendo preparado, em parceria com a Fundação Getúlio Vargas, um diagnóstico sobre o setor.
Segundo o secretário estadual do Ambiente, Carlos Minc, o levantamento já encontrou pelo menos 51 gargalos na legislação de licenciamento ambiental fluminense. O estudo também propôs 31 ações para agilizar os licenciamentos e tornar o procedimento mais rigoroso.
Entre as propostas a serem incluídas no projeto de lei, estão a digitalização de procedimentos de licenciamento com consultas online de cada etapa, a criação de postos regionais dos órgãos ambientais do estado e a simplificação ou dispensa de licenciamento nos casos de atividades de pequeno potencial poluidor.
“Isso vai simplificar. Por exemplo, alguns empreendimentos, em vez de ter três licenças (prévia, de instalação e de operação), vão ter uma só. O objetivo da secretaria é fazer com que o licenciamento ambiental seja o mais simples possível, mais rápido, mas também muito rigoroso. Atualmente há 15 mil licenças. E, onde há burocracia, há corrupção. E isso acaba desestimulando o empresário”, afirmou Minc.
Mesmo antes da revisão da legislação, a Secretaria do Ambiente já adotou medidas para agilizar o processo de licenciamento ambiental, como a delegação a 21 municípios fluminenses do direito de fazer os licenciamentos ambientais para pequenos e médios empreendimentos. Isso, segundo a secretaria, ajudou a desafogar os órgãos ambientais do estado.
Vitor Abdala
Da Agência Brasil
Mai
4
A Justiça do Rio de Janeiro proibiu a realização da Marcha da Maconha, que estava prevista para hoje à tarde, na Praia do Arpoador, zona sul do Rio. A decisão, do juiz de plantão Roberto Câmara Lacé Brandão, foi tomada ontem (3) a partir de um pedido do Ministério Público Estadual.
A manifestação visava chamar a atenção da população sobre a necessidade de legalizar o uso da maconha, considerada pela legislação brasileira como uma substância entorpecente e, portanto, ilegal. A marcha ocorreria em dez cidades do país, mas a Justiça já havia suspendido a sua realização em nove delas. Apenas em Recife, a Justiça não cancelou o evento.
Segundo nota divulgada pelo deputado federal Marcelo Itagiba (PMDB/RJ), o parlamentar entrou com uma representação junto ao Ministério Público para pedir a proibição da marcha, por considerar que o debate sobre a legalização das drogas deve ocorrer nos meios acadêmicos e nas casas legislativas, e não em praça pública. Segundo ele, ao fazer uma manifestação pública, os participantes podem estar, “em tese”, instigando a população a usar uma droga ilícita, o que é contra a lei.
Vitor Abdala
Da Agência Brasil
Mai
1
A comemoração do Dia do Trabalho no Rio de Janeiro está sendo marcada por uma série de atividades gratuitas que envolvem emissão de documentos, assessoria jurídica e orientação para a entrada no mercado de trabalho, além de recreação e eventos culturais. Pelo segundo ano consecutivo, a iniciativa é promovida pelas Secretarias Estadual e Municipal de Trabalho em parceria com o Ministério do Trabalho e Emprego e ocorre na Quinta da Boa Vista, que serviu como residência imperial entre 1822 e 1889, na zona norte da cidade.
O secretário estadual de Trabalho e Renda, Ronald Azaro, destacou que o evento tem o objetivo de comemorar os avanços trabalhistas que a população brasileira e fluminense tem conquistado ao longo das últimas décadas.
“Esta é uma festa que represente a vitória, o símbolo das conquistas de cada cidadão que movimenta a economia do estado e torna o Rio de Janeiro uma das mais belas e importantes metrópoles do país”, afirmou.
Para o secretário municipal de Trabalho, Marcos Medina, a iniciativa é importante também porque reforça a cidadania dos trabalhadores. Ele destacou que, além de comemorar, a população deve estar atenta às oportunidades de qualificação oferecidas no evento, por meio de estantes montados por instituições como Sebrae e a Firjan.
“Todo trabalhador deve buscar sempre ampliar sua qualificação. Cada vez mais a sociedade exige uma qualificação maior e o trabalhador precisa estar atento a todas as oportunidades”, disse.
A empregada doméstica Maria do Socorro do Nascimento fez questão de participar do evento e aproveitou para procurar uma colocação para a filha Valesca, 20 anos, que está desempregada.
“A gente tem mesmo que comemorar o nosso dia, já que trabalhamos tanto o ano inteiro”, afirmou.Agência Brasil
Abr
25
A Secretaria Municipal de Saúde (SMS) do Rio confirmou hoje outras duas mortes por dengue, subindo para 95 o número de mortos pela doença no Estado.
No Estado, mais de 110 mil pessoas contraíram a doença. Segundo a secretaria, dos 98 postos municipais de saúde da capital fluminense, sete permanecem abertos 24 horas, num reforço à assistência para casos suspeitos da enfermidade.
Abr
22
“O país parece propenso a conquistar o status de Primeiro Mundo. Mas moradores da auto-proclamada cidade maravilhosa estão preocupados e irritados com uma aflição do Terceiro Mundo – a dengue”, diz o texto.
O jornal traz números de autoridades de saúde brasileiras e afirma que, até a última sexta-feira, a doença teria matado pelo menos 87 pessoas no estado do Rio de Janeiro e mais de 93 mil teriam sido infectadas. Segundo a matéria, “a maioria dos casos teria acontecido na cidade do Rio, a principal atração turística do Brasil”.
Segundo o jornal, os cariocas não estariam culpando o mosquito transmissor da doença, Aedes aegypti, pela epidemia, mas “atacando o que chamariam de uma resposta tardia e confusa do governo” por causa da lentidão nas ações de fumigação.
O Los Angeles Times compara a reação das autoridades brasileiras, que “se acusam mutuamente” com um jogo de acusações similar ao que aconteceu durante a crise provocada pelo furacão Katrina, nos Estados Unidos.
Outra comparação feita pela reportagem é baseada na afirmação do governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, de que “é preciso combater a dengue do mesmo modo que não podemos tolerar a ocupação das favelas pelos traficantes de drogas”.
De acordo com o jornal, assim como a guerra entre os policiais e os traficantes nas favelas, a epidemia da dengue “se transformou em uma mancha na imagem glamourosa do Rio”.
Segundo o diário americano, há relatos de uma diminuição no número de reservas em hotéis da cidade, apesar da acusação de alguns críticos de que o governo estaria “colocando panos quentes na epidemia para não assustar os turistas”.
No entanto, diz o jornal, “a notícia já se espalhou” e as embaixadas de vários países já estariam alertando os turistas sobre as prevenções.
Abr
12
O auxiliar de plataforma Evandro Pereira Dias, de 34 anos, morreu na madrugada do sábado na plataforma de exploração de petróleo P-17, da Petrobras, na Bacia de Campos, onde trabalhava. Uma cesta metálica de um guindaste caiu sobre o trabalhador, quando o cabo que a levantava se partiu.
A estatal informou que uma comissão vai averiguar as causas do acidente. Dias não era funcionário da Petrobras, mas terceirizado. Ele trabalhava havia nove anos na plataforma marítima, que fica a cerca de 140 quilômetros da costa, próxima a Macaé, no norte fluminense, cidade para onde seu corpo foi levado.AE
Abr
9
Os casos de dengue no Rio aumentaram 32% em apenas uma semana. Nesse período, mais 12 mortes foram confirmadas, subindo de 67 para 79 o número de óbitos. Outros 80 são investigados. Também foram registrados 18.389 novos casos, totalizando 75.399 ocorrências da doença. Para tentar conter a epidemia e diminuir a letalidade da doença, o governo do Rio abriu desde o início do ano 505 leitos e dez tendas de hidratação, que recebem apenas pacientes com suspeita de dengue.
“Na semana passada, tínhamos 314 pacientes na fila de espera por internação, dos quais 174 eram crianças. Hoje, não temos nenhuma “, disse o secretário estadual de Saúde, Sérgio Côrtes, que admite que a epidemia ainda está no ápice. Para o supervisor de Vigilância em Saúde da secretaria, Victor Berbara, o regime de chuvas acima da média pode ter agravado a epidemia. “Em abril, normalmente, os casos caem porque é um mês mais seco, mas continuamos trabalhando com o pior cenário porque continua chovendo bastante”, disse.
Em apenas um dia, de ontem para hoje, foram registrados mais de 2 mil casos de dengue na capital fluminense, onde a epidemia é mais grave. Até hoje, havia 45.463 casos confirmados e 46 mortos só na capital. O governador Sérgio Cabral Filho (PMDB) publicou hoje, no Diário Oficial do Estado (DOE), um decreto que concede gratificação de 500 reais aos bombeiros que atuarem no combate à dengue, com efeito retroativo desde 1º de março. De acordo com o texto, a gratificação está diretamente ligada à realização das seguintes tarefas: visita domiciliar aos imóveis para controle mecânico, biológico ou químico de criadouros de mosquito Aedes aegypti, mobilização da população por meio de mensagens educativas e distribuição de material informativo durante as visitas aos imóveis e vedação de depósitos desprovidos de tampas, com colocação de capas ou qualquer outro recurso disponível, para protegê-los evitar a proliferação do mosquito.
Cerca de 500 homens das Forças Armadas começaram hoje a vistoriar as casas em busca de focos da dengue. Os 300 soldados do Exército visitaram imóveis em Realengo, na zona norte da cidade. Duas equipes de cem homens cada, da Marinha e da Aeronáutica, foram em residências da Ilha do Governador, também na zona norte.
Abr
9
Quarenta policiais militares (PMs) de seis Estados participaram hoje de treinamento para o uso de armamentos não-letais na sede da empresa Condor, que pretende vender equipamentos para a polícia do governo fluminense. Seis policiais do Batalhão de Operações Especiais (Bope) da PM do Rio simularam o resgate de dois reféns “seqüestrados” em uma favela cenográfica montada no campo de testes da Condor, numa área rural do município de Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense. ”
É bom para desmistificar a idéia de que o Bope é uma tropa altamente letal. A tropa está se qualificando”, disse o tenente do Bope Marcelo Corbage.
Além dos PMs, também participaram do treinamento fuzileiros navais e agentes penitenciários. A Condor forneceu armamentos não-letais para a polícia durante os Jogos Pan-Americanos e agora pretende vender um lote para o governo do Estado. O comandante do Batalhão de Choque da PM, coronel Carlos Milagres, deu entrevista usando um boné da empresa.
Segundo ele, há uma orientação do comando da PM para que o batalhão crie uma “doutrina” que será aplicada em toda a corporação para o uso de armamentos não-letais. “Dentro do conceito de uso progressivo da força, o uso de armas não-letais é fundamental”, disse Milagres. Indagado se há resistência quanto ao uso desse tipo de equipamento, ele declarou: “Não. O que há, hoje, é desconhecimento.”