Um dia após ser anunciada, a negociação para a venda da Nossa Caixa para o Banco do (BB) foi contestada ontem pelo presidente do Banco Itaú, Roberto Setubal. Em declaração ao jornal O Estado de S. Paulo, o presidente do segundo maior banco privado do País cobra maior transparência no negócio e defende a realização de um , o que garantiria melhor preço pelo patrimônio do banco estadual paulista. Ele antecipou o interesse do Itaú na disputa.

“Se o governo do Estado de pretende vender a Nossa Caixa, entendo que a melhor forma seria um , pois estaria garantido, de forma transparente, o melhor preço para o Estado. O Itaú teria interesse em participar desse eventual ”, declarou.

O presidente da Assembléia Legislativa de , José Carlos Vaz de Lima (PSDB), afirmou ontem que a instituição tem condições de aprovar a incorporação da Nossa Caixa pelo Banco do 60 dias após o envio de um projeto do governo paulista para a aprovação da alienação da sua participação no capital do banco estadual, que é de 71,25% - os 28,75% restantes estão em poder de acionistas minoritários.

Lances do BB

O início das negociações para compra da Nossa Caixa é o lance mais ousado do Banco do no seu plano de manter a liderança no mercado. Essa reação iniciou-se em 2007 com o começo da incorporação do Banco do Estado de Santa Catarina (Besc), processo que deverá estar concluído até agosto, de acordo com informações do próprio banco. Paralelamente, o BB vai incorporar aos poucos as agências do Banco do Estado do Piauí, já federalizado.

O aproveitamento desses antigos estaduais, no entanto, representa pouco diante da necessidade de crescimento num mercado que tende a ser cada vez mais concentrador. Com o anúncio feito na noite de quarta-feira, o BB acelera essa estratégia, de forma a responder aos concorrentes privados que adquiriram pelo menos 30 nos últimos dez anos. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo. (AE)

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