Abr
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O Parlamento alemão aprovou hoje uma medida para diminuir as restrições às pesquisas com células-tronco. A nova regra altera uma lei de 2002, que impunha limites estritos ao uso de células-tronco embrionárias, permitindo que os cientistas importem novas linhagens de células-tronco.
A Câmara Baixa do Parlamento aprovou a medida por 346 a 228 votos, com seis abstenções. Segundo o projeto de lei, os pesquisadores poderão importar células-tronco criadas antes de 1.º de maio de 2007, ao invés de utilizar apenas as células existentes antes de 2002, conforme prevê a lei atual. As células só podem ser importadas para uso em projetos de “importância significativa”, em que nenhum outro método possa ser utilizado.
A primeira-ministra alemã, Angela Merkel, e a ministra da Pesquisa, Annette Schavan, estavam entre os defensores da alteração. Havia outros projetos relacionados ao tema, porém acabou prevalecendo o apoiado por Merkel. As pesquisas com células-tronco embrionárias são feitas com embriões que seriam descartados, após casais terem realizado processos de fertilizações in vitro. A ministra da Justiça, Brigitte Zypries, disse que proteger os embriões era importante, “mas devemos também respeitar o direito de liberdade para pesquisar dos cientistas”. Os cientistas reclamam que as restrições anteriormente impostas na Alemanha os impediam de acompanhar os avanços mundiais no setor. Alguns pesquisadores defenderam que as atuais restrições fossem canceladas por completo.
As leis alemãs são mais rigorosas do que as de outros países europeus, entre os quais a Grã-Bretanha e a Suécia. Os pesquisadores mostraram-se frustrados com o fato de não poderem integrar projetos internacionais que utilizem linhagens de células-tronco criadas a partir de 2002. No entanto, os que acreditam que a vida começa na concepção defendem que as células deveriam ser retiradas de adultos e não de embriões. A Igreja Católica Alemã manifestou-se contrária à revisão das restrições.AE
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