Autoridades russas temem um “sério desastre ambiental” depois que um navio cargueiro se partiu ao meio e afundou durante uma tempestade nas águas que dividem a Rússia e a Ucrânia.

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Relatos iniciais davam conta de que mais de 2 mil toneladas de óleo combustível – de um total de 4,7 mil toneladas que carregava o cargueiro– haviam sido lançadas ao mar.

Mais tarde, a agência Interfax citou um porta-voz do russo, Viktor Beltsov, afirmando que o vazamento seria de cerca de 1,2 mil toneladas.

O navio se partiu depois de ser atingido por ondas de até 5 metros no movimentado estreito de Kerch, entre os mares Azov e Negro, na fronteira entre a Ucrânia e a Rússia. A embarcação estava ancorada quando sua proa e popa se separaram.

Sete outras embarcações sofreram danos durante a tempestade, que registra ventos de até 108 km/h. Dezenas foram evacuadas do porto comercial de Kavkaz, na Rússia, por causa do mau tempo.

O porta-voz do russo afirmou que 13 tripulantes do navio que afundou permanecem a bordo da proa. Equipes foram enviadas ao local para resgatar os homens, afirmou a agência oficial Itar-Tass, mas o tempo dificulta a missão.

“Este problema pode levar anos para ser resolvido. Óleo combustível é uma substância pesada, e agora está afundando para o leito do mar”, disse um porta-voz da agência ambiental russa Rosprirodnadzor.

Em declarações à TV estatal Vesti-24, reproduzidas pela agência Reuters, ele afirmou: “Este é um sério desastre ambiental”.

Embora de grandes proporções, o é menor que o vazamento do cargueiro Prestige, na costa espanhola, em novembro de 2002. Na ocasião, cerca de 64 mil toneladas de óleo foram lançadas ao mar e causaram destruição a habitats marinhos na , França e .

 

 

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