Dez
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As autoridades eleitorais venezuelanas retiraram a credencial do ex-presidente boliviano Jorge Quiroga para atuar como “acompanhante” da observação internacional do referendo sobre a reforma constitucional. O referendo ocorre hoje na Venezuela. O Conselho Nacional Eleitoral (CNE) considerou que Quiroga adiantou sua opinião e desrespeitou o poder eleitoral no país.Sandra Oblitas, diretora do CNE, disse à imprensa que “notamos a declaração do sr. Jorge Quiroga, convidado pelo bloco do ‘não’ (à reforma), na qual ele manifesta sua postura” adversa ao processo eleitoral venezuelano e “opiniões políticas muito agressivas às instituições do Estado”.
A decisão do CNE foi tomada horas depois de o ex-presidente - que governou a Bolívia entre 2001 e 2002 e é opositor do governo de Evo Morales - ter denunciado um tratamento discriminatório contra ele por parte do poder eleitoral venezuelano, que o considerou apenas “acompanhante”, e não lhe permitiu o acesso aos locais de votação.
Quiroga também acusou o presidente Hugo Chávez, amigo e aliado de Morales, de ter um projeto político que busca uma “tirania continental” a partir da Venezuela. O ex-presidente polemizou várias vezes com Chávez, ao qual acusa de interferir na política boliviana.
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