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O furacão Ike ganhou força rapidamente nesta quarta-feira (3) e subiu para a categoria quatro na escala Saffir-Simpson (que vai de 1 a 5), considerada “extremamente perigosa”.
Ike move-se no Oceano Atlântico a 215 quilômetros por hora, segundo o Centro Nacional de Furacões dos EUA.
A tempestade move-se na direção oeste-noroeste, em um caminho que deve passar ao norte nas ilhas Leeward na sexta-feira.
Segundo os meteorologistas, é cedo para dizer se ele vai ameaçar o Caribe, os Estados Unidos ou os campos petrolíferos do Golfo do México como o Gustav, que pode ter provocado US$ 10 bilhões em prejuízos aos EUA.
~Na terça-feira, a tempestade tropical Hanna atingiu partes do Haiti, provocando avalanches nas encostas dos morros, e o número de mortos em várias cidades do país subiu a 61 pessoas, segundo balanço divulgado nesta quarta (3).
A sequência de tempestades no Atlântico confirma as previsões sobre uma temporada de furacões mais agitada que o normal e traduz-se em notícias preocupantes para as instalações norte-americanas de petróleo e gás no golfo do México, para os milhões de moradores do Caribe e da costa dos EUA e para os produtores rurais que temem o alagamento de seus campos de cultivo.
O governo norte-americano previu que haverá de 14 a 18 tempestades tropicais durante os seis meses da temporada que se iniciou no dia 1º de junho, um número maior do que a média histórica de dez. O Josephine já é a décima tempestade, tendo surgido antes do pico estatístico da temporada, no dia 10 de setembro.
Hanna está se afastando lentamente da ilha Hispaniola, segundo informações das autoridades dos dois países.
O Haiti, que mal havia se recuperado dos danos causados pelo furacão Gustav, que deixou 79 mortos em sua passagem pelo país, foi severamente castigado por Hanna.
A tempestade já começou a se deslocar rumo às Bahamas e pode se transformar em furacão amanhã ou na próxima sexta.
O escritório de Defesa Civil confirmou que o nível das águas caiu um pouco em Gonaives, onde foi encontrada a maioria dos corpos das vítimas. Segundo ele, as autoridades organizam hoje a distribuição de cinco mil rações de comida na região.
O prefeito de Gonaives, Stephen Moise, ressaltou que grande parte da ajuda de emergência está paralisada na cidade de Saint-Marc.
A situação é tal que muitas pessoas estão ligando para as emissoras de rádio para pedir pão, água e lâmpadas, enquanto continuam nos tetos das casas pelo segundo dia consecutivo devido às inundações.
O prefeito disse que, por enquanto, é impossível avaliar os danos materiais gerados por Hanna em Gonaives.
As chuvas intermitentes continuam em várias regiões dos oito departamentos locais afetados por Hanna.
Em Porto Príncipe, o sol saiu brevemente, e as vidas social e econômica estão voltando ao normal. Em alguns setores da capital, trabalhadores recolhiam as árvores derrubadas pelos fortes ventos.
O sistema elétrico também foi afetado e, por isso, equipes da companhia nacional de eletricidade trabalham para melhorar a situação.
As autoridades mantêm em toda a metade norte do país o nível de alerta vermelho, o máximo, perante as fortes chuvas, ventos e inundações, enquanto no resto do território o grau de vigilância é amarelo.
Na República Dominicana, Hanna obrigou a evacuação de mais de 10 mil pessoas e deixou sem serviço de eletricidade muitos bairros de Santo Domingo.
Além disso, obrigou a suspensão das aulas em todo o país e, segundo fontes aeroportuárias disseram à Agência Efe, também gerou o cancelamento de quatro vôos para os Estados Unidos, e outros dois que iriam para Porto Rico.
Hanna também afetou três pontes e uma estrada e mantém sem comunicação uma localidade, segundo o Centro de Operações de Emergências (COE), cujo diretor, Juan Manuel Méndez, anunciou a evacuação obrigatória das pessoas que residem em regiões vulneráveis.
No entanto, o subdiretor do Escritório Nacional de Meteorologia (Onamet) dominicano, Miguel Campusano, disse à Efe que em algumas localidades do país, principalmente na parte central, não se observa tantas nuvens, mas alertou sobre mais precipitações para as próximas 24 horas.
O meteorologista disse que a situação pode melhorar na quinta-feira e informou que a Onamet avalia retirar o aviso de tempestade tropical que mantém para a costa norte do país, desde Puerto Plata até a baía de Manzanillo.
Hanna se movimentava às 15h (Brasília) de hoje para nor-noroeste a cerca de 17 km/h. Por isso, se espera que o centro da tempestade passará pelo leste das zonas central e noroeste das Bahamas nos próximos dois dias, segundo o Centro Nacional de Furacões (NHC) dos EUA. G1
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