O jornal britânico News of the World decidiu oferecer uma recompensa de 1,5 milhão de libras (cerca de R$ 5,4 milhões) como recompensa para quem conseguir trazer de volta para casa com segurança a menina britânica McCann, desaparecida desde 3 de maio.

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De acordo com o site do jornal, o valor da recompensa - “o maior de toda a história da imprensa” - é composto de doações de empresários e celebridades para achar a garota.

Também no site, é possível baixar o poster da recompensa em várias línguas, inclusive em portugês.

O pai da menina, Gerry McCann, que junto com a mãe foi oficialmente declarado do caso, disse estar muito “feliz e orgulhoso com a iniciativa”.

desapareceu do quarto onde dormia com os irmãos gêmeos de dois anos em um centro turístico de Praia da Luz, no Algarve, enquanto seus pais jantavam em um restaurante.

Pedido

Os pais de McCann pediram na sexta-feira (7) ajuda aos britânicos que estavam hospedados no centro de férias de de onde a menina desapareceu, mas que ainda não entraram em contato com a polícia do .

Em comunicado, Gerry e Kate indicam que qualquer informação pode ser vital, e ressaltam que alguns britânicos que estiveram no centro turístico ainda não falaram com as autoridades de Leicestershire, no centro da , onde o casal mora.

Ao mesmo tempo, os pais da menina agradecem a todas as pessoas que entraram em contato com a polícia para oferecer qualquer dado que permita encontrar a criança, de quatro anos.

Em sua nota, os McCann indicam que, não querendo falar diretamente com a polícia britânica, estas pessoas podem entrar em contato com os detetives particulares que eles contrataram na Espanha.

Livro aponta pressão do

O livro “A culpa dos McCann”, do jornalista português Manuel Catarino, que foi lançado na quinta-feira (6), assegura que a da polícia portuguesa sobre o caso esteve limitada pelas pressões do britânico.

livromadeleine.jpgNa obra, Catarino, chefe de redação do jornal “Correio da Manhã”, afirma que, antes de as autoridades portuguesas terem sido informadas do desaparecimento da menina, o então futuro primeiro-ministro do , Gordon Brown, já sabia do ocorrido por um amigo de Gerry McCann, o pai de .

O autor assinala que, na noite do desaparecimento da menina, dia 3 de maio, o diretor da Polícia Judiciária (PJ) portuguesa, Alipio Ribeiro, foi informado do suposto seqüestro da criança não por seus subordinados, mas pelo embaixador britânico em , John Buck.

“Esta história não começou no Ocean Clube (o resort do sul de onde os McCann estavam hospedados), mas em Londres, onde se conspirou e se estabeleceu a verdade oficial: que a menina foi raptada no Algarve”, disse o autor na apresentação do livro, em Lisboa.

No mesmo sentido, um reputado criminalista português, José Manuel Anes, que foi entrevistado para o livro, afirma que a “ esteve sob uma pressão terrível” e houve influências políticas de Londres.

Catarino explica que o primeiro a duvidar da versão do seqüestro foi o ex-coordenador policial das investigações, Gonçalo Amaral, que desde o início suspeitou de Kate McCann, da qual chegou a afirmar: “Ainda não tenho certeza (de sua culpabilidade), mas eu não gostaria que ela fosse minha mãe”.

O autor, que não se pronuncia sobre o que pode ter acontecido com , relata como no início de agosto cães especialmente treinados para detectar cheiro de cadáveres e rastros orgânicos descobriram vestígios de sangue no apartamento e no veículo dos McCann.

Um dos cães encontrou, além disso, um “cheiro comprometedor de cadáver” em uma calça e uma camisa de Kate e no bichinho de pelúcia com o qual sempre brincava e do qual sua mãe não se separou após o desaparecimento da menina.

Na entrevista, Anes lamenta que esses restos fossem achados três meses depois do desaparecimento da menina e que o local não tenha sido selado para garantir que as pistas se mantivessem no melhor estado possível.G1

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