Fev
21
O governo do Marrocos anunciou hoje o desmantelamento de uma rede extremista que angariava fundos por meio de roubos na Europa e que planejava assassinar ministros de Estado e integrantes da comunidade judaica do reino africano.
O Marrocos também proscreveu um partido político islamita, o Al Badil Al Hadari, porque alguns de seus integrantes tinham ligações com a rede extremista desbaratada.
Hoje, jornais marroquinos informaram que a polícia local deteve 32 pessoas em operações realizadas esta semana. Os policiais apreenderam armas durante as operações. Acredita-se que a rede desmantelada tenha ligações com a Al-Qaeda e com grupos extremistas locais.
O suposto líder do grupo, identificado como Abdelkader Belliraj, é suspeito de participação em seis assassinatos na Bélgica entre 1986 e 1989.
No Marrocos, o grupo planejava matar ministros de Estado, oficiais do Exército e integrantes da comunidade judaica local, afirmou o ministro marroquino do Interior, Chakib Benoussa. Apenas alguns milhares de judeus ainda vivem no reino muçulmano.
A maior parte emigrou para Israel e outros países. De acordo com o ministro, o dinheiro do grupo provém principalmente de assaltos, venda dos itens roubados e contribuições de seus integrantes.
Um suposto integrante do grupo assaltou um carro-forte em Luxemburgo em 2000. O ataque rendeu 17,5 milhões de euros. O Marrocos está em alerta desde 2003, quando ataques suicidas praticamente simultâneos provocaram a morte de 45 pessoas em Casablanca
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