“O apelo que estamos lançando oferece um plano preliminar coordenado da comunidade humanitária para complementar os esforços de ajuda do governo de e fornecer assistência aos sobreviventes”, disse Holmes.

O apelo foi lançado em um momento em que o Programa Mundial de Alimentos da ONU enfrenta um impasse com o governo militar de , que apreendeu um carregamento com suprimentos para as vítimas do ciclone.

Holmes pediu que o governo birmanês “repense” sua atitude em relação às permissões para que equipes internacionais entrem no país para ajudar as vítimas.

Apreensão

O Programa Mundial de Alimentos da ONU está em negociações com o governo depois da apreensão de 38 toneladas de suprimentos.

O carregamento confiscado, bolachas energéticas em quantidade suficiente para alimentar 95 mil pessoas, ficou em um armazém e “aparentemente sob responsabilidade pessoal do ministro do Bem-Estar Social”, segundo a agência da ONU.

O governo birmanês negou ter confiscado os alimentos e afirmou que apenas assumiu o controle da distribuição da ajuda.

De acordo com o correspondente da BBC em Bangcoc, Jonathan Head, o governo de afirma que seus próprios soldados podem distribuir os suprimentos.

O Programa Mundial de Alimentos informou que apenas sete toneladas de suprimentos conseguiram chegar até as áreas mais atingidas na região do delta de Irrawaddy.

A agência da ONU chegou a anunciar a suspensão dos vôos com ajuda para , mas depois afirmou que vai retomar as entregas no sábado, enquanto as negociações continuam.

Ajuda limitada

Centenas de milhares de pessoas estão sem água, alimentos ou abrigo em . Autoridades dizem que muitas dessas pessoas podem morrer porque a ajuda não está chegando até elas.

O governo afirma que pouco mais de 22 mil pessoas morreram em decorrência da passagem do ciclone, mas teme-se que o número de vítimas seja muito mais alto.

O embaixador britânico para , Mark Canning, diz que fontes confiáveis já falam que o número de mortos e desaparecidos pode ficar entre 63 mil e 100 mil pessoas.

Até agora, aceitou ajuda limitada, de países com quem mantém boas relações como China e Tailândia, além de quatro vôos com suprimentos enviados pela ONU e um comitê da Cruz Vermelha .

O representante de junto à ONU, embaixador Kyaw Tint Swe, agradeceu nesta sexta-fera a solidariedade e a generosidade da comunidade e disse que o país está disposto a aceitar ajuda de todos os cantos do .

O embaixador declarou ainda que o primeiro vôo com ajuda dos Estados Unidos deve chegar a na segunda-feira.

Mais cedo, o diretor regional do Programa Mundial de Alimentos da ONU, Tony Banbury, disse temer que o referendo nacional marcado para sábado possa prejudicar ainda mais as negociações.

“Eles terão um referendo”, afirmou Banbury. “Não sei quais canais estarão abertos para nos comunicarmos com as autoridades e para encorajá-las a reverter esta decisão lamentável.” - BBC

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