Petróleo sobe US$ 11 e atinge recorde de US$ 139 em NY
A alta, a maior já registrada em um dia, ocorreu depois da divulgação de novos dados sobre o desemprego nos Estados Unidos, que atingiu 5,5% da população economicamente ativa em maio.
O indicador levou a uma nova desvalorização da moeda americana, o que, por sua vez, estimulou mais investidores a vender dólares e a aplicar seu capital em petróleo, inflando o preço da commodity.
“Estamos acreditando em uma alta acentuada nos preços do petróleo”, disse o analista Ole Slorer, do banco de investimentos Morgan Stanley, em um relatório a clientes.
O barril de petróleo vem registrando ganhos sucessivos nos últimos meses e já aumentou 40% só neste ano.
US$ 150 em julho
A disparada levou o Morgan Stanley a divulgar, também nesta sexta-feira, a previsão de que o barril será negociado a US$ 150 já em julho.
De acordo com o analista econômico da BBC Andrew Walker, um comentário de um dos vice-primeiro-ministros de Israel sobre um possível ataque ao Irã reforçou ainda mais a tendência de alta do petróleo nesta sexta-feira.
Um ataque do tipo provavelmente afetaria a oferta aos países que importam petróleo.
Outro motivo para a alta do produto seria o aumento da demanda por petróleo na China e na Índia.
“As exportações do Oriente Médio estão estáveis, mas a Ásia está tomando uma parcela sem precedentes”, disse Slorer, do Morgan Stanley.
Estados Unidos
O editor para a América do Norte da BBC, Justin Webb, diz que o novo recorde no preço do petróleo é um lembrete para os Estados Unidos de que o país enfrenta sérios problemas econômicos e possivelmente uma recessão.
O país começou a enfrentar dificuldades no ano passado, com o início da crise do mercado de crédito imobiliário para pessoas consideradas de alto risco de inadimplência, o que provocou uma redução da oferta de crédito e prejuízos milionários em alguns bancos.
A confiança do consumidor americano foi afetada, reduzindo o consumo.
De quebra, com a alta do petróleo, ficou mais caro encher o tanque – algo essencial em algumas cidades americanas que dependem do transporte com automóveis.BBC

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