Em , os pescadores cruzaram os braços nesta sexta-feira, paralisando toda a frota pesqueira do país.

Na Espanha, o maior produtor de peixes da , milhares de pescadores foram até o Ministério da Agricultura em Madri, onde entregaram 20 toneladas de peixe fresco para o público, para tentar chamar atenção para os problemas do setor.

Pescadores na Itália e Bélgica também realizaram protestos semelhantes.

e foram palco de protestos de caminhoneiros nesta semana, e na França o governo teve que enviar tropas de choque para expulsar manifestantes que tentaram bloquear o acesso a depósitos de combustíveis.

Custo

Sindicatos europeus afirmam que o custo do óleo diesel está muito alto, obrigando vários pescadores a desistir da profissão.

Segundo os sindicatos, o combustível sofreu um aumento de mais de 300% nos últimos cinco anos enquanto o preço do peixe no atacado permaneceu estável nos últimos 20 anos.

A Comissão Européia prometeu ajuda imediata para reestruturar a indústria pesqueira do continente, mas alertou que o uso desses subsídios para bancar o preço do combustível seria ilegal.

Pescadores da França já estavam protestando havia semanas. Alguns voltaram ao , depois que as autoridades do país lançaram um pacote de ajuda ao setor de 100 milhões de euros.

Durante a madrugada de quinta-feira a tropa de choque da polícia francesa retirou manifestantes de depósitos de petróleo de Fos-sur-Mer e Lavera. Centenas de agricultores estão bloqueando terminais de petróleo perto de cidades como Dijon e Toulouse.

e Bélgica também devem iniciar os protestos nesta sexta-feira. Em , nenhum barco saiu dos três maiores portos pesqueiros do país, Peniche, Figueira da Foz e Setúbal.

Caminhoneiros da e fizeram manifestações semelhantes no início da semana.

Motoristas de ônibus na Bulgária também planejaram uma greve de uma hora nesta sexta-feira, depois dos protestos dos caminhoneiros do país na quarta-feira.

Centenas de pescadores italianos se juntaram à greve contra o aumento do preço dos combustíveis.

Mas, de acordo com o correspondente da BBC em Roma David Willey, a indústria pesqueira italiana é fragmentada e tem pouca influência política, com uma frota pesqueira de apenas 14 mil barcos, a maioria de pequeno porte.

O principal sindicato pesqueiro italiano, o Federcoopesca, afirmou que pelo menos 5 mil pescadores devem participar da greve. Mas o governo já recusou qualquer tipo de ajuda à categoria.

Os protestos refletem a insatisfação frente ao aumento do custo dos combustíveis, já que o preço do barril de petróleo nos mercados internacionais ultrapassou os US$ 130.BBC

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